Há meia dúzia de ficcionistas científicos, ou num sentido mais geral de mestres do futuro, mais do meu fascínio. Ray Bradbury é, sem dúvida um deles.
a morte, acto por excelência solitário acompanhou-me num momento difícil. E esta recolha de contos é inspiradora, sobre o processo de, da escrita, que ora com dificuldade me volta. E na medida das referências em alguns destes contos, delícia.Labels: Bradbury, ficção, ficção científica, zen
Não sou um entusiasta de ficção cientifica, embora tenha também nesta área autores que culto.
Este é um deles, claro como os outros que aprecio é muito mais que um autor de ficção, é um prospectivista e um cientista e analista social.
Será o livro que me ajudará a dar o salto, seja para onde seja. E ainda aqui o virei comentar:
Projecções que se realizaram (o livro foi escrito nos anos 80) e outras nem tanto. Algumas prospectivas engraçadas como esta:
(...) Ies tensions croissantes qui accablent actuellement la société mènent à une rupture forcée dans le cours de la civilisation.
Il se peut que l'aviation régresse alors au rang des arts oubliés, et que subsistent seulement quelques coucous rouillés et quelques aeroports envahis par la végétation pour apporter la preuve qu’il fut um temps où l’humanité savait voler.
(...)
claro com outras contribuições....
Não sou um grande apreciador de ficção "científica", mas....
já li alguns textos de Asimov e tenho em referência o Universo (grafado com um erro no post referente!). Esta é um pequeno, grande, conto.
A democracia representativa. Uma ilusão!
Labels: Azimov, ficção, Isaac Asimov
Dinheiro deitado à rua.... não é o meu estilo, ecologia envelopada em ficção cientifica completamente delirante, radicalismos ( e animalismos!) nocivos a um discurso de ecologia política coerente e objectivo, mas encontrarei a quem ofertar....
no caminho da re-utlização. 1- Vivemos tempos de ficção. Temos um criativo na Presidência, que abre a bocarra por tudo e por nada e diz exactamente isso ou coisa nenhuma, sendo que o desprestigio da instituição atingiu o zénite, se se pensava que não podia descer mais baixo, pois enganou-se.
E temos um troca tintas a 1º ministro que diz ontem uma coisa e outra hoje, como muito bem disse a gordinha que já foi ministra. Já o conheço de ginjeira.
E o jornalismo entretêm-se com essas brincadeiras, a maior parte sem a mínima criatividade. Estamos feitos e nada se configura como alternativa, na direita, no centro ou na esquerda, a hegemonia domina completamente o "estabelecimento" e também se vislumbra pouco pensamento, o tivemos e estruturado na última 5ª no C.C.B. no Olhar o Futuro com G.R.T., onde o mergulho no passado estabeleceu políticas e objectivos.
Esta semana, embora o tema seja mais "artístico", na 5ª feira pelas 18.30 lá estaremos (no C.C.B.) para conversas de bastidores, que os artistas são outros. Esperamos o melhor, também.
2- No dia em que começa no Egipto, porque raio foram escolher uma ditadura, ilegal que veiu de um golpe anti-democrático, torcionária que prende inúmeros por delito de opinião, e tem morto vários sem julgamento sequer, onde nenhum direito de liberdade é permitido, onde qualquer voz é silenciada. Tão mau, tão mau mesmo como ir jogar à bola num país onde o trabalho escravo e tudo o resto que se referiu do Egipto impera. Não devíamos ir a esse mundial da corrupção e da escravatura.
3- Bom mas de nada disto se fala por aí, que os média estão nas mãos da hegemonia e só têm espaço para trivialidades ou textos comprados/vendidos, salvo raras excepções, e também de alguns jornalistas que aqui e ali vão rompendo o silêncio atordoante em que vivemos, desde logo nas rádios e por instertícios de jornais.
4- Bom estou na "província" onde nem se sabe, nada, claro. Será que essa gente não se dá conta? Jornais que vendiam 30/40 hoje vendem 1 ou 2. Claro, claro, são inúteis. Nada, nada, nada.
Não sou grande apreciador de livros astronauticos ou demasiado Poeianos, mas abri uma excepção para estes contos de Bradbury. Tenho todavia Asimov em grande consideração e o seu Universo é referência e de Calvino retenho muito mais que as estórias cósmicas. De Bradbury nunca esquecerei uma morte...
Agora leio com algum divertimento este:
talvez ainda aqui volte, que tem estórias com lições de grande actualidade.
O conto Usher II evoca grandes memórias!!!!