insignificante
Leio, com grande prazer o I Volume ( o II é sobre receituário e esse há que degustá-lo, sendo também de leitura saborosa), pois leio neste momento com grande apetite o culto, direi mesmo erudito livro "Carta Gastronómica da Lezíria do Tejo", escrito e coordenado pelo ilustre Armando Fernandes, um dos épicos da nossa gastronomia e escrita desta, sobre esta.
Nesta, com esta obra, este meu já consagrado confrade, entra no Panteão dos autores eméritos que sobre estas delícias dos deuses, que a comida e bebida no quadro dos seus processos produtivos, dinâmicas sociais e económicas, mas também ocupação e gestão dos territórios, constitui.
Um livro, com produção algo rudimentar, mas que deveria ser distribuído maciçamente pelas câmaras municipais e restantes autarquias desta área e assim como pela Entidade Regional de Turismo que o patrocina.
Uma obra maestra, e um forte abraço ao Armando Fernandes e a quem ele conjurou para este trabalho.
e aqui:
https://etaste.pt/perfil/armandofernandes/
alguns textos de alta craveira!
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Hoje estive no Cartaxo, em mais uma reunião da ProTejo, para estudar o plano hidrológico do mesmo, na sede da Eco-Cartaxo.
Foi uma reunião simpática e produtiva.
Antes estive, mais uma vez, e com nova recomendação a comer um magnifico costeletão de bravo na #Hora da Buxa# que aqui deixo registado, fica ao lado do mercado.
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A comenda da Confraria do Toiro Bravo.
No quadro da valorização socio-cultural, e gastronómica, as Confrarias podem desempenhar um papel de relevo para a identidade e promoção dos valores locais, e/ou regionais/nacionais.
Ontem desfilámos em Lisboa.
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III Capítulo,
Realizou-se hoje em Coruche o referido da Confraria Gastronómica do Toiro Bravo.
Hoje não vou referir a ligação deste animal aos deuses totémicos que percorrem ainda nos nossos dias de diferentes formas as nossas sociedades, nem referir os rituais taurinos e a sua lógica socio-cultural ou o seu valor como estética e cultura de vida, contra o higienismo e a morte social que plumitivos ignorantes, do saber milenar e das lógicas socio-culturais que a partir da ruralidade marcam também os territórios urbanos onde Apis se manteve cultado (na Iberia e suas extensões e nas terras cátaras do sul de França), procuram que modelem as nossas sociedades.
Hoje não vou referir a riqueza que é o apuramento dos fenótipos taurinos através de processos de selecção que incluiem tentas, garraiadas e corridas, nem a riqueza sápia da carne deste bovino que se ergue com nobreza da sua estirpe de origem e sucede ao #bos primigenus# que é glossado em prosas de alguns dos maiores da filosofia ibérica e é tema de imortais obras de arte de escrita, pintura ou música.
Hoje não vou referir códigos de ética que tem origem no mundo taurino e no que o rodeia, assim como valores de nobreza de carácter e identidade que a partir destes elementos são marcas de água da nossa existência, e se poderiam desenvolver.
E tão pouco vou falar da confecção sábia que hoje nos ministrou soberdos prazeres palatais, a origem das receitas que remontam às nossas avós e seguem no fio do tempo os tempos sem fio que nos conduzem até hoje de ontem para amanhã.
Não vou falar de nada disso porque de tudo isso e de muito mais se falou num dia excelente que se iniciou a sobrever Coruche da Ermita até à vitela brava no espeto com que encerrou a garraida foi um momento, mais um momento inolvidável de convívio e de cultura.
Obrigado a todos que vão tornando a vida possível.
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Hoje foi dia de culto.
Fui cerimoniar na Confraria Gastronomica do Toiro Bravo, e desde logo colocando-me a salvo do ex-communio, e prestando a minha vassalagem a todos os deuses e deusas igualmente referenciados, tive oportunidade de produzir a oração inicial, no duplo sentido da palavra, sujeito, predicado, complemento; e, atitude de adoração, pedido, transmissão para com o divino.
O toiro propicia muitas elocubrações, desde a história e nesta a re-ligação que estabelece entre vários passados, desde que o sacedote de Àpis, dito Jesus Cristo, adaptou para o cristianismo elementos de diversas lógicas cultuais suas e de outros.
Passando pela biologia e aí também a filosofia existencial e conservadora de Ortega Y Gasset, passando para os registos socio-antrologicos de "O Pão dos Deuses" de McKenna, e de volta à religião e ao sagrado que existe no animal totémico, no seu corpo e sangue, entregue por nós, até aterrar no final na Laura Esquível essa sacerdotisa de todos os cultos que nos alimenta o corpo e o espírito.
E até o J.L. Borges passou em espírito por aqui.
Outros falaram das partes mais comezinhas, ou melhor das que se comem e como se comem. A Monica e a Noelia e para encerrar o Domingos, não sem antes de a ninfa que se enrodilhou nas minhas calças ter sido alvo de referência da sala, que o registo fotográfico será objecto de providência cautelar, ou não.
Seguiu-se um olimpico, no sentido clássico da palavra, repasto com 6 pratos sendo pelo meio muito comentada a tal ASAE e mais algumas das suas mal-feitorias.
Fumámos vários cigarros em desafio, dado que ninguém objectou!
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Hoje Samora Correia, entronização da Confraria do Torricado.
Um agradável convivio onde se falou de cultura, da sua lógica social que é também a gastronomia, os proibidos que ameaçam a sociedade e a sua expressão cultural que é a mesa, e se trocaram ideias e contactos porque...
something is on the air,,,
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Confraria,
hoje foi dia de confraria, de discussão de organização, de decisão sobre suportes, de troca de ideias sobre como promover os valores relacionados com a totalidade do produto em torno do qual esta se organiza. O toiro bravo, que é em muitos casos o toiro de lide.
A forma de promover a sua cultura gastronómica, indissociável da valorização das tradições taurinas, embora com um ângulo específico, e uma lógica social complementar a essas.
Especialistas da confecção, "expertos" da afficion, curiosos das lides, criadores deste tipo de gado, autarcas e outros envolvidos da reunião prolongada passámos para um merecido repasto no Farnel, de Coruche, onde a conversa e projectos continuaram a germinar, por entre opípara refeição.
A nossa confraria começa a caminhar e desde logo há que referir o trabalho de organização e formatação desta, a ambição de contribuir para alicerçar um pensamento sobre todo o entorno em que gravita, que passando pela notável simbologia representada nos trajes e na comenda dos confrades e confreiras de soberdo desenho, procura também dar continuidade á nova dinamica que em torno do toiro se vai hoje estruturando.
Por outras confrarias se vai espalhando a informação e o gosto, este gosto, por entre nós se vão solidificando relações e convergências.
O toiro, animal nobre por excelência, criador da terra onde se desenvolve, antigo deus que se perpetua nos rituais que também são as corridas ou as tauromaquias populares nas suas diversas formas é por nós partilhado também noutro ritual onde o tomamos e comemos todos, reencarnação da ancestralidade sacralizada ou dessacralizada no convívio de que somos oficiantes.
O toiro faz parte de uma memória que se continua e hoje revitaliza na nossa Confraria, a Confraria Gastronómica do Toiro Bravo.
Esta a memória que construímos é futuro.
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Compromisso:
Aceito o toque
e a responsabilidade
em acto de plena liberdade
confrade que sou
testemunho dou
de ampla lealdade
com a carne de toiro
proteína de oiro
que urge proteger
e, eu por direito,
jurado a preceito
quero defender.
Aos dias 5 de Maio, em Coruche.
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