insignificante
Saturday, February 28, 2026
 

 Aguardo com expectativa este concerto:

conheço o João há mais de 40 anos, confio na sua recolha e conheço a sua musicalidade.
 
E tenho que referir a excelência da voz de Helena de Castro a acompanhar as optimas sonoridades produzidas pelo João:

 uma noite em grande!!!!

E adquirimos este:

https://oficinademusica.pt/cancioneiro-da-rua.html 

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Friday, February 27, 2026
 

 Sou dos burros, animais únicos.

Um excelente livro, para quem gosta, para quem quer saber, ou simplesmente para ver.
 

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Wednesday, February 25, 2026
 

 Sejamos todos vermes, a granel

“A mais pequena minhoca virar-se-à quando pisada” de um verso de W. Shakespeare citado num dos poemas de Voltairine de Cleyre (V.C).

O deveríamos ser, mas como nos diz também “estou persuadida que a multitude da humanidade prefere os bens materiais à liberdade”, portanto...

1-Mas vamos ao tema que esta notável nos traz no livro “ Écrits d’une Insoumise” que é uma excelente síntese do seu pensamento, que poder ser consultado mais exaustivamente aqui:

http://dwardmac.pitzer.edu/Anarchist_Archives/bright/cleyre/Cleyrearchive.html

Este livro “Escritos de uma Insubmissa” começa com uma excelente introdução que além de nos contar a sua vida, nos mostra a evolução do seu pensamento, articulado com o seu social. Ela é uma feminista radical, num tempo em que a disforia de género ainda não se manifestava a dilacerar o movimento feminista, tema para uma grande discussão, que também deveria entrar na lógica do anarquismo.

“ Porque não correis quando estais com correntes nos pés? Porque não gritais quando estais amordaçadas? Porque não gastais milhares de doláres quando não tendes um cêntimo na algibeira? (...) nada me irrita tanto como a inacreditável estupidez com a qual o verdadeiro insensível, e de imbecilidade insondável, pergunta: porque razão as mulheres não se revoltam?”

Este pensamento no caso de V.C. é generalizado....

Que, também na apresentação, tal nos é salientado, ela encontra-se no topo do pensamento da maior actualidade”.  Não fazemos mais coisas belas, não apreciamos mais a alegria de gastar energia viva numa obra criativa, mas gastamos, esgotamos sem vergonha nem consideração energia até à última gota para produzir massas de coisas feias e inúteis.” Um texto que estaria bem no quadro das discussões sobre o produtivismo e claro as diversas opções em torno do conceito de decrescimento.

2- A estruturação do pensamento começa com o reconhecimento que o liberalismo económico (hoje defendido por alguns ditos anarquistas, lá iremos aos conceitos) é uma mentira. Hoje sabemos que conduz à concentração de empresas e de capitais, dado que não entra em conta com valores humanos ou ambientais, como defende V.C.  “nem reis, nem presidentes, nem banqueiros, nem cortesões, (...) nem mercados com excedentes desperdiçados, nem crianças esfomeadas e sem nada. Não deve haver nem esplendor nem miséria, nem desperdício nem necessidade”.

Em linha com as lógicas do “Apoio Mútuo” de Kropotkine, que ela conheceu e menciona.

O pensamento de V.C. organiza-se também em crítica aos formalismos dos governos “o governo é irreal e inacessível” e aos seus pressupostos, falsamente, democráticos. A representação, a delegação por este modo desconsiderada. Tenho escrito em defesa da representação por sorteio. Nessa linha V.C. considera o voto uma arma de endireitamento, no sentido de restabelecimento do poder dominante, sempre.

3- V.C. logo no início cita Jefferson “Os nossos dirigentes tornar-se-ão corruptos e o nosso povo inconsciente. Um só fanático poderá tornar-se um tirano e os melhores homens suas vítimas” e adiante diz-nos “que país poderá preservar as suas liberdades se o povo não recordar aos seus dirigentes que conserva o espírito de resistência?”. Faz lembrar a actualidade....

Em dois capítulos V.C. define-se como anarquista e desmascara o pretenso último garante das liberdades públicos que se transforma num instrumento de dominação nas mãos dos possidentes, e estamos a referir-nos é claro ao boletim de voto....

Pequenas estórias também ilustram este capítulo como a da fuga de Kropotkine da prisão do czar ou protagonizadas por Tolstoi.

Nós evoluímos socialmente e conscientemente muito lentamente...

4- Passamos para um capítulo fundamental sobre as ideias dominantes. “Os homens fazem as circunstâncias ou as circunstâncias fazem o homem” interroga-se e diz-nos que o espírito é um agente activamente em processo e reagindo ao ambiente e transformando as circunstâncias, as tais.

Não acredita numa/na ideia dominante e lembra-me Paul Feyerabend ao criticar as visões filosóficas da ciência e a “sociedade dominada pela adoração das coisas e reconhecida como tal”.

Refere que a base de toda a acção política é o constrangimento, a obrigação de obedecer e mesmo quando o Estado protagoniza o bem (seja isso o que seja) o seu poder assenta sempre sobre a repressão, as policias, as matracas, os tribunais e as prisões.

Mas como nos diz

“ A vida não se submeterá”

“ Glória ao homem em todas as suas belas iniciativas

Pois ele é o mestre de todas as coisas

(...)

Como ervas silvestres e roseirais na torrente das coisas

são as almas batidas pelo vento”

 do Hino ao Homem de Swinburne

5- Crime e castigo é o título desta conferência que obviamente nos remete para Dostoievsky onde vemos que a espiritualidade é uma fonte do pensamento de V.C. lembrando, sem a lógica católica, o pensamento de Simone Weil, na preocupação contra a ideia selvagem do castigo que é, como ela nos diz, sem sabedoria. Aqui cooptando, também, o pensamento de Tolstoi.

Refere as penas de morte de diversos acusados de crimes, anarquistas, muitos totalmente inocentes e ainda hoje recordados, bem assim como crimes violentos e os seus protagonistas, sempre enquadrando-os e não os desculpando.

6- Fundamentais, mesmo, mais até, nos dias de hoje são os 5 capítulos sobre feminismo (fiquei a saber que até ao século VI as mulheres para a Igreja não tinham alma! Vejam lá bem). A questão do patriarcado, mesmo entre o proletariado é colocada em termos avançadíssimos, o casamento e a escravatura sexual, a igualdade política (atenção não fala de sufrágio) e a liberdade individual.

Elaborações muito avançadas que constituem ainda hoje a essência do movimento pelos direitos todos.

7- Um capítulo espesso “A literatura, espelho da Humanidade”. Para V.C. esta é um espelho dessa.

Não resisto a transcrever alguns bocados que me tocaram: “Uma comunidade saturada do espírito e da linguagem científica não pode produzir grandes poemas (e estes são a base do pensamento). As pessoas dessa comunidade não poderão ser levadas à admiração e ao infinito (...) não veriam mais as árvores como gigantes mas só como descendente dos fitoplânctons. As gotas de água não seriam mais jóias de fadas mas resultado da condensação da água em certas condições atmosféricas. Os rugidos as chamas e as erupções do Etna não são mais manifestação da erupção de Titã, mas a explosão de milhões de pequenos cubos de gás. (...) O amor não é mais uma ferida causada por Cupido mas só uma manifestação do instinto de reprodução.”

Adiante pergunta-nos se não seremos “sómente seres desequilibrados prontos a precipitar-nos como um sopro de fogo sobre o nosso semelhante?”

A literatura conclui sobre a sua característica constante “a sua admirável curiosidade de ver, se ver”

8- Este magnífico livro/antologia conclui-se com uma recolha de poemas de V.C.

Todos eles me deixam prostrado. Aqui um pouco de um:

(...) “”

“- O Silêncio e a Noite terão um fim?

- Acabarão em canto e luz

E a dor extinguir-se-à em Paz

Pois a Morte morre em mim

Enquanto tu passas de ti aos outros

Que a luz te sombreie e a sombra te ilumine

Escolhe!”

E a alma em lágrimas, respondeu:

Viverei.

A esperança mesmo num quarto escuro vale mais que o desespero.””

Há outra realidade para além da realidade. E a verdade não é mentira.

9- Comecei esta nota de leitura com intenção de me introduzir numa discussão, conversa dado ser entre pessoas que se estimam, que tem animado a Ideia sobre o anarquismo e a direita. Tenho, para mim, que são totalmente contraditórios, e recordo o “Banqueiro Anarquista” de Fernando Pessoa que é o maior paradoxo, para desmentir que tal não  é possível, embora seja, também, a minha leitura pessoal. É como afirmar que um comunista pode defender o capitalismo (e não refiro a título pessoal que houve ou há muitos comunistas capitalistas) como sistema. Ou um fascista ser anti-racista (e até ser negro) dado que o racismo não tem que ver só com cor de pele ou etnia religiosa ou social (judeus ou ciganos). Ou um neo-liberal defender a economia social de mercado  (e até podem jurar por Adam Smith, esse sim a defendia) eles defendem a livre concorrência sem regras nem limites. Ou um cristão em nome de Cristo defender a Inquisição seja em que forma seja (até na condenação do aborto, que é o direito à vida da mulher!). Ou algum, um que seja, ecologista ser a favor da nuclear tal não é possível, essa é um risco enorme para o meio e a sociedade que nos rodeia, gera resíduos inaceitáveis e para sempre, sempre, e é totalmente contra a lógica da suficiência e autogestão social defendida como princípio pelos ecologistas e até ambientalistas (Follow the Money, costumo dizer quando leio que algum dito ecologista defende essa tecnologia). Recordo a propósito os 8 indianos cegos a tentar identificar um elefante. O elefante continuou a ser elefante. Mas cada um o identificava pelo que apalpava.

Continuemos a ser vermes.

10-Pois uma grande conversa que este livro me inspirou, mas com o tempo fui perdendo alguma capacidade de escrever sobre livros (mas nunca esqueço que uns capangas do sr. Boaventura S.S. me prometeram chegar-me a roupa ao pelo se voltasse a criticar uma das suas obnóxias obras, então no Expresso!), quando escrevemos sobre esses é sempre sobre o nosso sentir e pensamento que estamos a expôr.

Diz-nos a Bíblia, que “o sol nasce, o sol se põe e, logo, retorna” mas sabemos que é mentira, logo ou a Bíblia é mentirosa ou a palavra de Deus é falsa, eppur si muove já dizia Galileu. Somos nós (a Terra) que giramos e continuamos.

A propósito V.C. desenvolve a liberdade introduzindo Giordano Bruno como percursor desta ao criticar o dogmatismo dos textos.

Não há textos, não há palavra, nenhuma, sagrada.

E escrever é um acto solitário mas também solidário com outros pensamentos.

P.S. Chega-me já o artigo acabado a informação de uma edição, talvez, a tradução em português, que recomendo vivamente:

Escrito(s) a vermelho : antologia de textos escolhidos, 1890-1912 / Voltairine de Cleyre ; trad. Carlos Jacques... [et al.]. - Lisboa : Barricada de Livros, 2019. 


 

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 Todas as palavras são relativas, todo o seu enquadramento oferece dúvidas, toda a realidade se evapora.

este que encontrei (ed. 1974) tem algumas boas pérolas e muito, muito trogloditismo....
 

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Tuesday, February 24, 2026
 

 É dos melhores livros sobre vulcões que me lembre. E com inúmeras referências a reter:

1-As arribas da fajã lávica do Ouvidor, em S.Jorge

2- As Lagoas Negra, Rosa, Comprida e Funda nas Flores

3-A poça  Simão Dias, S. Jorge 

4-A Rocha dos Bordões, Flores 

E conteúdos de grande qualidade, alguns já nossos conhecidos.... 

As fotos excelentes e os textos ao mesmo nível. Uma preciosidade:

https://araucaria.pt/comprar/colecao-azorica/vulcoes/
 

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Monday, February 23, 2026
 

 Este ano tenho projecto de visitar S. Jorge e as Flores...a conferência referida em posta antrerior e dados deste livro (que tem alguns erros por aqui e por ali, é certo que não pretende ciência)

e é por de resto um livro com descobertas e muito interesse por exemplo a igreja da Fajã das Cubres, em S. Jorge ou a menção à Fajã dos Vimes, dita a primeira plantação de café da Europa ou ainda da terra de Francisco Lacerda (músico) ou o Topo.

Também refere a Urzelina e André Fouqué, vulcanólogo da época.

Essas as páginas úteis sobre S.Jorge.

Já sobre as Flores ilha de águas mil, refere a " ocupação" militar francesa e os seus resíduos e o trilho desde a Ponta da Fajã até Ponta Delgada e a descrita encantadora aldeia da Fajãzinha.

Muitos outros motivos de interesse percorrem este livro de um poeta apaixonado por ilhas. 


 

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Sunday, February 22, 2026
 

 É, talvez, a minha droga favorita, sem a qual (recordo visita a países sem essa....) passo mal:

este livro, além de 2 ou 3 petites histoires, vale pelos "bonecos" alguns verdadeiramente excepcionais.

E também pelas poesias, aqui e ali.
 

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 Ontem desloquei-me à Casa dos Açores em Lisboa para assistir à apresentação deste:

e a uma culta e muito interessante conferência sobre o vulcanismo e concretamente o sistema desse de S. Jorge pelo geólogo Adriano Pimentel.

Li com agrado a recolha de textos de época que é feita no livro pretexto para a dita conferência, em que, para além do relato circunstanciado dos eventos geológicos e vulcânicos temos  ideia do ambiente social da época e das relações entre os principais protagonistas do poder, até com uma invulgar pequena trica com a proposta de extinção do Regimento de Milícias...
 

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Saturday, February 21, 2026
 

 Hoje em busca de ilustração para artigo na Gazeta encontrei este:

https://ephemerajpp.com/2015/06/04/i-festival-pela-vida-contra-o-nuclear-caldas-da-rainha-21-22-de-janeiro-de-1978/ 

de onde piquei o coelho!

que tem tudo a ver com o meu artigo no livro Amanecer Sin Almaraz....
 

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Friday, February 20, 2026
 

 Estas duas estão na rua S. João da Mata, em Lisboa, quase em frente do excelente Batata Doce!


 
eu tenho dois magníficos azulejos (serigrafias).

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Thursday, February 19, 2026
 

Estava sentado a escrever e passou uma tremura ou melhor duas e desvaneceram-se

e vieram-me à memória duas ou três intervenções minhas enquanto vereador na C.M.L. sobre as faltas de preparação e prevenção e bem assim sobre a completa ausência de planos de contingência. Referi também problemas com o edificado, entre outros os do Bairro das Colónias. A maioria (duas de diferentes cores) respondeu metendo os pés pelas mãos que eu estava mal informado, que isto e aquilo.

Inch Allah, ou oxalá que este não seja superado por outros de maior grau.....
 

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 Tenho tido muito espaço... além de fazer o O.I.E. https://obseribericoenergia.pt/index.php e dar alguns conselhos por aqui e ali, tento retomar a escrita do ora "Burros contra a Hegemonia", mas está com arranque difícil. E li,  e candidatei-me ora a escrever uma nota de leitura sobre esta descoberta,  este livro de filigrana:


 uma mulher de excelência e uma teórica, que ouso comparar a Simone Weil, na elaboração, e sem a religiosidade dessa.

Aqui trarei essa nota de leitura, em breve. 

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Tuesday, February 17, 2026
 

 Dia de Carne vale e para pôr leituras em dia. Este excelente e que levanta novas pistas sobre as falsidades do sionismo, ideologia que inventou um povo, uma terra e um nazionalismo.

Um dos maiores motivos de interesse do livro é a informação sobre o choque entre a comunidade judaica sefardie, de origem em Israel e os ashkenazi  com origem em conversos ao judaísmo da Europa de Leste (o Império Kazar) e a sua não mistura e condenação dos casamentos entre essas comunidades.

Toda a história do sionismo é uma enorme manipulação e um embuste. 

Um livro com algumas petites histoires de assinalar, registo as menções ao "papiamento", em Curaçau e Barbados, e as sobre as construções de diversas sinagogas. Também chamou a minha atenção para as lógicas da construição dos cemitérios judaicos e bem assim para os nomes.


 

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Monday, February 16, 2026
 

 Um livro de excelência mas a que faltou um editor, o que acontece cada vez mais frequentemente, os editores são cada vez mais raros ou incapazes. 

Dito isto o conteúdo, o texto do livro é de primeira, de um erudito,  um livro de grande, enorme qualidade, como distingue o nosso Jorge Paiva.

mas em falta de uma nova edição, esta vale muito, muito a pena. 

Na livraria Snob, ao pé do Pedro Nunes, em Lisboa. 

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Friday, February 13, 2026
 

 Este é mais um livro "catastrofista" mas cheio de lucidez e lógicas para acção. Esse não é um fatalismo.

um instrumento de grande utilidade para trabalhar o pensamento de uma plétora de autores de grande qualidade e envolvimento.

E tenho que dizer que é fantástico o que se sabe quando se lê.
 

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Thursday, February 12, 2026
 

 Não há nada inocente no Estado. Desde a sua criação, ao seu desenvolvimento e funções, aos seus órgão policiais e de controle das ideias.

E claro ao seu papel de sustentáculo dos predadores, das empresas monopolistas, dos oligopólios, que vivem assentes sobre o escravagismo, o colonialismo, e a mentira e manipulação.

e nós somos os inocentes úteis? Não, not in my name.
 

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É um petisco para alguns, para outros nem tanto. Está a ficar raro, por diversos factores, espécies exóticas nos nossos rios (o siluro que mencionei na Assembleia da Republica!), a predação da pesca excessiva, as alterações climáticas e dos ciclos hídricos, e claro tudo isso articulado com outros factores diversos.

Aqui um soberbo prato, na marisqueira Atlântico, em Carcavelos:


 é ela mesma o ciclóstomo! com o arroz.

 

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Wednesday, February 11, 2026
 

 O tempo não estava convidativo, a difusão foi pouca e má, mas menos de 20 pessoas assistiram à conferência magistral de Jorge Paiva na apresentação do seu livro:

que irei degustar com calma e tranquilidade, enquanto o tempo passa.

Aqui uma imagem do Jorge:


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Tuesday, February 10, 2026
 

 Um livro excelente, onde aprendi muito e com o qual me tenho deliciado:

recordo as aulas de história de África com a minha estimada Isabel Castro Henriques e a longa, longuíssima conversa em companhia com o Zaluar com o J. Kizerbo. Este está nessa linha, mas aprofundando muito a relação entre o colonialismo e sobretudo a escravatura e o processo de acumulação capitalista.

As relações tecidas entre estas lógicas e o bloqueio ao desenvolvimento social dos povos africanos, o que também me recordo Dumont e a sua África que partiu mal, claro com esta ganga toda atrás.

Um livro compacto, 400 páginas de leitura dura, que resiste.
 

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Monday, February 09, 2026
 

 Fiquei feliz com a vitória, esmagadora de António José Seguro. 3 portugueses em cada 10  (com capacidade eleitoral) votaram nele. Ora é Presidente de todos, mas infelizmente a nossa informação é omissa em fornecer a informação real.

Assim como o Chega, juntando os votos da IL só recolheu mais 300.000 do que sózinho (e não esquecer que Ventura tinha perdido mais de 100.000 em relação ao Chega na 1ª volta) e ficou longe, muito longe dos votos da AD nas legislativas, embora o mentiroso Ventura tenha tentado criar ilusões com a percentagem (menos cerca de 400.000!).

A.J.S. será um presidente na linha do actual, menos pesporrente pelo menos no 1º mandato, depois logo se verá, mas sobretudo irá respeitar o Estado Democrático de Direito, as liberdades públicas e os direitos constitucionais.

Vamos continuar. 

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Saturday, February 07, 2026
 
Valdelamusa
Quem quiser envio o vídeo! 
Tenho falado muito disto, até quando o meu tema, ou sobretudo quando o meu tema, são os burros * ou a nuclear.

Toda a mineração gera toneladas de resíduos, e muitos, muitos altamente contaminantes e perigosos. As soluções são poupança, reciclagem e alteração do paradigma. Minerar o mínimo. E mais minas não. 

* pois burrinhos são pretexto para falar de tudo, tal como a dita. 

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Friday, February 06, 2026
 

 Tenho escritas e outras em preparação sobre a publicidade, essa moléstia que desenvolve a doença que é o consumismo...

é claro que isto não é bem publicidade, é informação, desde que não passe da caixa...e é arte...
 

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Thursday, February 05, 2026
 

 Serafim Riem, um imortal do nosso ambiente

Não há palavras para dizer da tristeza, tristeza é certo preparada nos últimos dias, pelo passamento de uma alma enorme das nossas lutas ambientais.Não posso deixar de mencionar alguns dados pessoais do nosso interface. Julgo que conheci o Serafim pouco depois do acto heróico dele de se amarrar a um carvalho para evitar a destruição de uma mata endógena. Não havia televisão e o que o salvou foi uma camarada que simulou estar a filmar e parou a retroescavadora. Essa acção valeu-lhe a expulsão da organização que fundou, a Quercus que condenava esses actos fora das “instituições”, mas a minha amizade e oferta para testemunha de defesa, quando outros recusaram.

 Cimentámos a nossa amizade com a organização entre ainda a Quercus e os Amigos da Terra de um grandioso jantar de incentivo às acções ambientais de Carlos Pimenta. O jantar reuniu para cima de 400 pessoas, na Casa do Alentejo, e alterou o paradigma da protecção da natureza e da relação entre os seus expoentes.

Continuámos, o Serafim sempre mais passarinheiro, amigo das grandes aves e claro também das pequenas, os dois contra as plantações extremes de eucaliptos, os grandes projectos destruidores da natureza, então como agora, e contra o Alqueva, que se vê hoje o desastre que é.

Andámos pelo Alentejo, onde ele assentou em Castelo de Vide, e organizou, com a ADENEX, muitas actividades de defesa do nosso património comum. Salvámos andorinhas e andorinhões, abutres e outros.

E também acompanhou, directa ou indirectamente a luta contra Almaraz onde representei a associação que ele também criou a FAPAS, (e da qual também viria a ser afastado), no Conselho Ibérico e no Movimento Anti-nuclear.

O Serafim foi também, até profissionalmente, um impulsionador da conservação e manutenção das árvores e estruturas vegetais urbanas e era um grande gastrónomo, prefaciou um livro meu “Comendo Ambientes”, e depois da desventura da FAPAS criou uma organização a IRIS, com velhos amigos, que salvo a sua dimensão mais regional, poderia, poderá ser a organização radical que o ambiente português necessita, porque haverá sempre “urtigas” no nosso caminho, a IRIS.

Escrevo sobre o Serafim e estou a escrever sobre nós, as grandes conversas e discussões, algumas vezes ferozes, e de algumas delas me arrependo, mas que sempre mantiveram a nossa amizade. Recordo a dos Alimentadores de Abutres e Disparates Ambientais, os continuo a considerar assim, bem com absolutamente necessários, para a protecção da espécie, dizia-me GRT acabámos com processos naturais os temos ora que corrigir. Recordo também as renováveis onde fomos aproximando posições, nada é inocente na nossa acção industrial.

O Serafim vai-nos fazer muita falta. O seu espírito, teimoso e indomável, a sua ponderação e radicalidade, a sua visão de águia e acção, também, de minhoca.

O Serafim não morreu, a sua alma e acção seguem com a IRIS, com as organizações de que se afastou e com o empenho de todos os que continuam a defender a vida em toda a sua complexidade.

 

 

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Wednesday, February 04, 2026
  Acordai - Coro de Câmara Lisboa Cantat, Teresa Salgueiro & Lusitânia Ens...

Conheci bem o António José Seguro, na altura ainda Tó Zé, tivemos uma relação amistosa e ainda hoje lhe mantenho estima.

Será um Presidente em linha com o actual, menos o fala de tudo e de nada, mas o copiará, no fundamental.

Não irei votar, só votei três vezes em dois candidatos, em duas eleições, embora tenha feito campanha contra outros dois, com sucesso.

Sou contra o actual sistema semi-presidencialista, defendo uma república parlamentar mas concedo que houvesse um presidente eleito pelo voto de autarcas, pelos membros das Assembleias Municipais, que também defendo com lógica espanhola, como único órgão dos municípios.

Um outro sistema político, outra lógica de organização social e o fim destas, destas "ilusionadas" eleitorais.

Mas aconselho quem me pergunta e não é sensível ao meu argumentário a votar Seguro. Fascismo nunca mais, e tenho as maiores dúvidas que, a não ser por golpes e tramóias, esse alguma vez volte a ser poder, entre nós.

Mas o seu discurso, racista, marialva, homofóbico, machista, xenófobo, contrário aos direitos civis vai alastrando e pior vai contaminando toda a sociedade e toda a classe política, salvo honrosas excepções.

Domingo vamos eleger António José Seguro, pelo menos dá-nos a garantia que o Estado de Direito continua. 

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 Depois de um lanche com o António e a Mara tenho a oportunidade de ler este "engraçado" livro, escrito, parece, que de um folgo, sem respirar. Lembra algum dadaísmo e sem dúvida mergulha no surrealismo.

Um livro que é importante para os nossos dias, em que a palavra é desvalorizada e as novas tecnologias destróiem a capacidade de com elas se construirem discursos e sentidos. 

a operação papagaio, há a operação papagaio.

Esta aqui:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Opera%C3%A7%C3%A3o_Papagaio 

e outras que muito nos divertiram em momentos em que era mais fácil chorar.

 

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Monday, February 02, 2026
 

 Um livro de alta qualidade e que sem demagogia nos mostra os horrores e belezas das minas:

a faixa pirítica, espanhola e seis casos, e também um pouco da história desta.

Fotos fantásticas.

Com um DVD que irei ver....
 

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 Segredos, manipulações e mentiras

Essa é a história da nuclear. Desde o seu início. Nasceu com a guerra. Cresceu com segredos, manipulações, mentiras e mortos, muitos, muitos mortos

Vou descrever alguns acidentes ou incidentes nucleares, na Península Ibérica ou nos envolvendo, que causaram muitos, muitos desses, alguns nunca determinados na relação causa efeitos. Não creio em bruxas mas como se diz aqui ao lado, pelas espanhas, “que las hay, hay!”

1-    Vou começar pela história do grave, gravíssimo acidente em Vandellós.

O hidrogéneo que refrigera o alternador incendiou-se e perderam-se os turbosoplantes 1 e 2 (motores a jacto com um grande ventilador frontal que arrefece o reactor) e os defeitos de isolamento produzidos nos 3 e 4 provocaram o disparo das caldeiras auxiliares, a sala de comando ficou afectada por fumo denso, a rede de altifalantes, megafonia, assim como a central telefónica que ficou inutilizada (não havia telemóveis). Como nos diz um dos trabalhadores (que salvaram a situação!) ”nunca saberemos o que se teria passado se se tivesse perdido totalmente a refrigeração do núcleo do reactor... a subida de temperatura e a fusão do núcleo, a ruptura do contendor que o alojava e possivelmente a ignição da grafite do reactor” ... e boum, outro Chernobyl!

Mas essa estória é colocada debaixo do tapete, chamar a atenção para o risco, para o facto de uma nuclear não ser uma fábrica de conservas de sardinhas, mas algo de grande, grande risco e perigo, e para o esforço inacreditável dos trabalhadores para dominar o incêndio e a inundação, e reconhecer o mérito e valentia destes não passa pelos executivos e pelo poder político.

Só agora graças ao trabalho de levantamento feito por Julio Pérez Sanz (“Los Héroes Silenciados de Vandellós” Editorial Círculo Rojo), funcionário reformado do Conselho de Segurança Nuclear (que também é responsável por estas omissões) e membro da ASTECSN (Asociación Profesional de Técnicos en Seguridad Nuclear y Protección Radiológica) é que se sabe da iminência de um desastre de enormes proporções e do que devemos ao labor e sacrifício dos trabalhadores da central (que mesmo os que estavam de folga acorreram a ajudar a combater o incêndio e a inundação).

Se não fora o empenho, e o sacrifício até à exaustão das dezenas de trabalhadores, sem uma pauta, sem instruções centrais, sem um plano, que se dispuseram ao maior e titânico esforço hoje, como cito “Estábamos alli para que esto no se borrara del mapa como Chernobyl, pero em fin, gracias a Dios no pasó nada”. Ou seja só por uma conjugação aleatória de factores não houve fusão do reactor.

2-    A península já esteve, também, à beira de Hiroxima. Em 1966 os U.S.A. aqui lançaram 4, quatro artefactos nucleares, 4 bombas, acidentalmente. Caíram em Palomares (Almeria). É certo que não estavam activadas, mas 2 rebentaram e o plutónio que continham espalhou-se. Além dos tripulantes do bombardeiro que chocou com uma pequena aeronave de abastecimento, não se sabe (porque os estudos nunca, nunca, foram divulgados) quantos mortos e contaminados houve em terra. Já no mar gastaram-se milhões para recuperar uma das bombas que aí caiu. Merecia um filme esta estória. Até se viu, ridículo, o ministro Fraga Iribarne e outros próceres do franquismo a tomar banho nessa zona, para sossegar os “ganhócios”...sobretudo o turismo.

Ainda hoje soldados americanos, que sem qualquer protecção recolheram resíduos, protestam por apoios ou estão mortos por leucemias e cancros, e os solos continuam altamente contaminados.

E continua por fazer um levantamento de todas as zonas radioactivamente contaminadas em Espanha...(ver também o ponto 5 deste texto, outro enorme acidente nuclear.)

3-    Em Zaragoza, outro acidente metido para debaixo do tapete, que me recorda os trágicos eventos de Goiana, em 1987, no qual morreram, registadas 104 pessoas e há 1600 contaminados. Ignora-se quantos não terão morrido, pelo manuseamento por populares de resíduos hospitalares radioactivos.

Pois em Zaragoza estão registados cerca de 30 mortos devido a mau funcionamento radiológico. Conto em 1990, em 19 de Dezembro de 1990 o Conselho de Segurança Nuclear realizou a revisão anual, que se havia atrasado 6 meses e descobriu uma anomalia na potência no acelerador de electrões. Só ordenou a sua paragem 4 dias depois....

A empresa nuclear General Electric foi condenada a indemnizar em 15 milhões de pesetas cada família, mas os atingidos pelo deficiente  funcionamento destes instrumentos já cá não estavam. A radioactividade mata.

4-    E mais esta, em Maio de 1998 na empresa ACERINOX, no Campo  de Gibraltar fundiu-se uma cápsula metálica em cujo interior havia uma fonte radioactiva de Cesio 137. Estava em sucata de aço inoxidável importado dos U.S.A., foi chamado o C.S.N. e o resultado é o sabido, embora 6 trabalhadores apresentassem resíduos radioactivos.  E a fábrica esteve parada mais de 4 meses. A história não acaba aqui, a centenas de metros de Huelva, nas marismas, a Greenpeace identificou isótopos radioactivos de Césio 137, procedentes de mais de 7.000 toneladas desse acidente que aí se enterraram contaminando também os rios Odiel e Tinto. (A nuvem radioactiva resultante deste acidente percorreu a Europa, e este caso não acaba aqui. Faz lembrar o teflon, que incorpora resíduos dos lançamentos nucleares na atmosfera, e onde comemos.

5-    Entre Setembro de 1973 e Julho de 1974, restos de um acidente num pequeno reactor experimental que a Junta de Energía Nuclear tinha em Madrid foram depositados nas antigas minas de urânio de La Haba, em Badajoz. E no ano 1990, mais 323 bidons e em 1992 e 1993 outros 577 bidons procedentes do CIEMAT (Centro de Investigaciones Energéticas, Medioambientales y Tecnológicas) que continham ''escombros, substâncias nucleares, materiais radioactivos e minerais de uránio''. A contaminação, que foi vertida no Manzanares, afluente do Jarama e este do Tejo chegou até à foz deste e ainda hoje os campos de Toledo tem altos níveis radiológicos. Em Portugal tivemos um desses reactores em Sacavém, felizmente não há registos. Foi desmantelado e os seus resíduos foram de volta para os U.S.A. mas seria útil fazer um levantamento da situação....

6-    Muitos já o esqueceram. Muitas guerras têm passado e essa nos Balcãs foi a primeira em que foi utilizado urânio empobrecido no armamento utilizado. Ignoro se tal prática continua. Um militar português morreu devido a ter estado em contacto com esse armamento e muitos foram contaminados. Ainda hoje as zonas onde esse urânio foi utilizado apresentam elevadas taxas de cancros e leucemias.

7-    Urgeiriça. Aqui começou tudo. A bomba de Hiroxima é provável que tivesse material desta mina. Se não foi com o dela, que o Little Boy (bomba que arrasou Hiroxima!) foi feito, como diz o lobo, foram as suas sucessoras.

Mas o que é facto é que largas dezenas de trabalhadores e seus familiares foram afectados pela extracção, sem condições nem a mínima protecção contra este minério, nesta zona. Muitos faleceram, muitos ainda carregam o ónus deste trabalho sem outro sentido que não a inutilidade da bomba e as centrais mais poluidoras e mais caras do mundo para aquecer água a partir da fissão nuclear.

Os brasileiros as chamam chaleiras.

8-    Na Península, temos centenas de incidentes, dezenas foram classificados na lista de incidentes graves em centrais nucleares da INES (Escala Internacional de Eventos/ Acontecimentos Nucleares e Radiológicos, que vai de 0 a 7, o 0 já é considerado!), Almaraz é a recordista. Na Península temos locais altamente contaminados. Palomares, Urgeiriça, El Cabril (local em Córdoba, onde se acumulam resíduos de pequena e média actividade radioactiva), em todos esses locais deve haver vigilância, monitorização e cuidados com a vida dos residentes e dos trabalhadores ou ex-trabalhadores.

E não esqueçamos os fundos marinhos, entre a Galiza e os Açores onde foram depositados e filmados rotos bidons de resíduos altamente radioactivos. Em todos esses locais deve haver vigilância, monitorização e cuidados com a vida dos residentes e dos trabalhadores.

E também nos Açores, na ilha Terceira, na Base das Lajes, estiveram armazenadas armas nucleares e registou-se, ou melhor regista-se contaminação de solos.

9-    Ainda Almaraz. Acabámos de editar o livro “ Amanecer Sin Almaraz” edição da ADENEX, com coordenação de José Maria González Mason (Chema) com quase trezentas páginas, além de alguns artigos de opinião. Conta-nos ano por ano desde 1981 até 2025, ano por ano todos os acidentes ou incidente que ocorreram. Estarrecedor, muitos estão no listado INES muitos, quase todos os denunciámos. A história da nossa oposição, ibérica, a estas centrais merece muitos livros. Este é um verdadeiro compêndio. Fundamental.

10-                 A nuclear é a pedra de toque do ecologismo, articula-se com tudo. A poluição do berço ao excreta, química e radioactiva. E os resíduos, sem solução, sem nenhuma solução, quando nos anos 50 a anunciavam para amanhã, nunca mais chega. A economia, não é capaz de subsistir em mercado aberto, os custos só se podem manter com muitos, muitos subsídios e trapaças. Socialmente é recusada, quando há informação, quando há transparência, é desprezada a todos os níveis.

E politicamente é um projecto de sociedade sinistro, de vigilância, de        policiamento, de risco permanente, de Estados policiais. E corresponde a um paradigma um padrão de destruição da vida e da biodiversidade, por sugestionar uma lógica de crescimento, mais crescimento, mais produção, sem prever as consequências, sem futuro.

A nuclear é o contrário da suficiência próspera que defendemos.

E não serve de nada para lutar contra as alterações climáticas, mas esse é tema para outra prosa.

Nota final:

Todos estes pontos são abordados em alguns dos nossos livros ou edições, e todos eles podem ser encontrados em busca na Wikipédia.

Deixámos de lado, por razões operativas outros casos como El Hondon, em Cartagena, da Fertiberia, em Rio Tinto, ou em Flix, Tarragona, todos eles deveriam estar no inventário dos solos contaminados que há mais de 25 anos as autoridades espanholas deveriam fazer.

Também deixámos no tinteiro locais que foram de risco, Ferrel, Nisa, Zahinos, Retortillo, Sayago, Valdecaballeros, Cuenca (Villar de Cañas), Aldeadávila de la Ribera e outros, onde graças à oposição popular, empenho de diversos expoentes e envolvimento ecologista não se concretaram as possibilidades de incidentes ou acidentes radiológicos e radioactivos. Hoje estão registados em livros e filmes e constituem marcos de momentos exemplares.

Este trabalho tem muitos colaboradores mas não posso deixar de mencionar o nosso amigo Chema, que contribuiu com muitos dados. Os que estão em falta são inteiramente da minha responsabilidade, assim como algum erro ou falha.


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Sunday, February 01, 2026
 

 Obras em casa é o pior que há... depois do meu amigo albanil sair leio este:


 gosto do Julian Barnes e sou relativamente ignorante em Flaubert, este livro é como que uma imersão na vida e obra deste.

"O maior sonho da democracia é elevar o proletariado ao nível de estupidez da burguesia" 

e

"Absinto: veneno extraordinariamente violento, um só copo e podes morrer. É o que bebem sempre  os jornalistas quando escrevem os seus artigos . Já mataram mais soldados que os beduínos"

são duas citações exemplares e directas ao alvo do artista. 

O livro é uma narrativa descontinuo da vida do artista, passa pelo papagaio e por muito mais. Altamente. 

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civetta.buho@gmail.com

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