Mais um, dois embustes ambientais:
Embustes ambientais
Hoje em dia vivemos tempos em que acrescentando a qualquer coisa, mesmo a mais insana, a palavra ambiente os próceres dos mídia outorgam-lhe logo um valor incomensurável, sem a mínima investigação, sem qualquer confronto de ideias.
Hoje vimos aqui denunciar dois embustes ambientais, duas fraudes que nos vão custar muito, muito caro.
I-Vejamos em primeiro vamos falar de um roubo:
1-Com as alterações climáticas essas sim em curso indesmentível, o padrão das ondas e o comportamento das marés assim como o das correntes oceânicas e o AMOC que é “um sistema vital de correntes oceânicas que funciona como uma passadeira rolante gigante, transportando água quente e salgada da zona equatorial em direcção ao norte e trazendo águas profundas e frias para o sul sendo que o seu colapso ou enfraquecimento pode causar um resfriamento abrupto com invernos rigorosos na Europa, chuvas extremas, subida desigual do nível do mar e secas severas noutras partes do mundo.” Isso com impactos significativos no arrastamento das areias das ainda praias.
2-Com a continuação da construção de barragens e a nula implosão, ou desmantelamento das já ociosas, a quantidade de areia que chega à costa e alimentaria as praias também se reduz significativamente. E com a continuação de construções nas dunas que protegem as praias e a delapidação também dos areais para matéria prima para construção essas vão sendo mais atacadas.
Portanto para actuar e tentar manter areias nas praias é necessário agir nestes dois factores.
Procurar diminuir o impacto das alterações climáticas e defender as dunas e áreas de suporte destas e mitigar os impactos das barragens na diminuição dos materiais que chegam à foz.
3- Pois em vez disso o Estado Português, e sem qualquer estudo do impacto ambiental de tal nos fundos oceânicos e nas matérias vivas desse vai gastar quase 15 milhões de euros para retirar um milhão e meio de metros cúbicos, equivalente a 2 toneladas, para colocar areia em 37 kms de praias só no Algarve.
Os riscos são muitos aos já enumerados acresce, segundo cientistas a afectação dos fundos marinhos a modificação das correntes naturais da costa.
Tudo para alimentar os predadores, ora chamados turistas, com um bocadinho de areia. Para o ano o ciclo repete-se. Até quando continuaremos com falsas soluções?
II- E depois de uma vigarice, outro embuste.
1-Fui um dos pioneiros da reciclagem em Portugal, colaborei nos primeiros documentos de apoio a essa, dei aulas sobre a economia dessa, e sobre as lógicas de recuperação de materiais, e escrevi livros sobre os vários Rs.
Pois tenho que dizer que continua tudo a ser mal feito. Pouca informação aos cidadãos e trabalho negligente, muito negligente na maioria, em quase todas as autarquias.
E o governo central lava (lavará?) daí as suas mãos salvo quando se dispõe a financiar embustes com o da caixa em foto.
Haveria, se houvera jornalismo independente, que averiguar quem contratou e a quem a produção destes caixotes* e quantos e com que lógica de instalação (já viram que só grandes superfícies os podem ter, lá se vai o merceeiro ou o pequeno negócio ao fundo)? Quem paga o transporte de um lado para o outro? E dado que se mistura plástico com metal quem faz separação e onde? E alguém que nos explique se aquilo é para reutilizar ou é como acontece normalmente vai tudo para o mesmo aterro ou para fazer bibelots?
É que se for para reutilizar melhor fora o sistema de tara recuperada e não um papelito que induz a mais consumo e que já pagámos. E se o plástico, in limite, pode ser reutilizado (a sua % de recuperação em reciclagem anda pelos 10%) já os metais só se inventarem.
Saber quem, quem, quem e como, seria uma boa ideia. O ambiente ganharia era em implementar sistemas de recuperação eficazes e sobretudo em reduzir o plástico nas embalagens, o que certamente não irá acontecer com estes “vóltas”.
Dizem-me que prevêem *3.000 numa primeira fase. Esperem e vão ver quanto tempo irão durar. E nós, nós a pagar as inutilidades e alguém a empochar.
Voltaremos ao tema.
Aqui, o monstro, do seu melhor lado:
e aqui:
Labels: Embustes ambientais, Gazeta da Beira, reciclagem, Voltia
Um livro que começou difícil e que se revelou uma iluminação:
uma leitura notável dos processos económicos e dos meandros dos sistemas de produção de resíduos, de tudo.
Labels: Entropia, filosofia, reciclagem, resíduos
Foi para um fimde:
com referências importantes e alguns exercícios para muscular o pensamento.Labels: ideias, reciclagem, recuperar
Hoje estive de visita ao Centro Operacional de Resíduos da Veolia, perto de Lisboa.
Explicações interessantes visita útil, mas muitas questões ficaram no ar, além da sobre os produtos finais.
Esta ér a mais fácil, mas.
a borra do café, directamente pasrta compostagem e adubar os campos.Já com as cápsulas, embora o alumínio seja de valia...
a mistura do plástico, que nos disseram ser fácil de separar.... é problemática.Já o trabalho duro de limpar estas placas terá algum seguimento....
e aqui a entrada:
em rolos...
e aqui um dos mistérios deste ganhócio, os leilões, leilão para isto, leilão para aquilo e transporte para aqui e acolá, sem qualquer sentido:
vimos ainda pneus e materiais em bruto.Um empresa com valor, mas....
Labels: reciclagem, recuperar, resíduos, VEOLIA
Um embuste total, uma Universidade (Nova) fora da lei!
Hoje fui fazer uma oração a essa Universidade. Cheguei cedo e vi, vi com estes olhos esta:
Por todo o lado há separadores de resíduos, supostamente para reciclagem. Pois é um total, total embuste. Nada, nada vai para reciclagem e é um total ludibrio, dos alunos e professores e outros.
Estava um funcionário, com um balde vermelho indistinto, para onde vertia todos, todos os diferentes sacos, incluindo o reservatório das beatas, todos para o mesmo o balde, ou seja tudo, tudo para aterro, iludindo o povo e dando corpo a um total, total embuste.
Denunciei na conferência a que fui orar, como também atentado contra o espírito dessa que propõe a reciclagem contra o garimpo.
Não houve reacção, é gente que gosta mais de se colar ao chão das unis por inutilidades....
Labels: garimpo, reciclagem, Universidade Nova
Fui hoje almoçar com um amigo aos Tibetanos, contei-lhe a estória daquele espaço que frequento à mais de 40 anos, onde hoje é o, excelente, restaurante era área de meditação e no andar de cima havia um simpático bar, tivemos na palheta, sobre política e vergonhas dessa, e de acordo sobre a generalidade dos temas, também são cerca de 40 anos de conhecimento e amizade.....
No caminho passei na Ferin, onde comprei dois livrinhos sobre Cabo Verde, um penso que já li, mas não se perde a sôdade.... e no caminho li este abaixo, sobre mais um escândalo da reciclagem, o nosso papel velho, os nossos plásticos, outros resíduos são processados.... em parte.... no Vietname, uma vergonha, mas o nosso ministro da Ambiente diria que é excelente, um trapaceiro, um videirinho.
um livro, mesmo, de bolso, onde confirmamos que vivemos cada vez mais num buraco.Labels: Livros, reciclagem, Tibetanos
Passeios, calma, mar, leituras e prazeres gastronómicos estão no horizonte.
Acabei este livro de tese, sobre a reciclagem e os seus engulhos, o seu papel no reforço do hiper-consumismo, no quadro da estratégia do hiper-capitalismo, sem mercado que o confronte.A situação em Portugal é muito pior que a dramática aqui descrita em França. A recuperação da reciclagem pelo marketing e a sua diminuição em termos reais, além da descrição das dificuldades de reciclar plásticos e produtos compostos como as latas.
Mudar o paradigma só não é suficiente, temos que mudar tudo, e reutilizar, reutilizar, reutilizar.
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