É um problema dramático e os nossos urbanitas discutem o sexo dos anjos!
O mundo rural está entregue aos bichos, que vão destruindo as nossas azinheiras, o nosso montado, o nosso matorral, sem que haja qualquer investimento sério nos procedimentos, estudos e sobretudo acção para contrariar o deserto que com esta destruição avança inexorávelmente.
E estive à noite num deserto de ideias, de acção política, uma tristeza, que reforça a minha convicção sobre a inutilidade da organização do actual poder municipal. Foram, talvez, 2500€ deitados à rua, numa Assembleia Municipal que não vale sequer dez reis de mel coado, aliás como todas as outras, algumas até com laudas assesorias, mas adiante, que do que quero falar é das azinheiras, que também nem sequer foram faladas nessa.
Em Encinasola, numa sala com talvez uma centena de pessoas ( uma terra com talvez 1500 habitantes!) ouviram-se 4 ponências, algumas que se repetiram embora fossem todas interessantes e uma de uma empresa, excelente, há quem esteja a estudar e agir!
Vamos ver se conseguimos contrariar a destruição, que Alqueva, a grande e inútil barragem, tem acelerado, conforme foi referido e detalhado numa das exposições, e sem sequer falarmos do "camalote", o Jacinto proliferante.
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Esta é a espiral de Escher. Vejam as similitudes com o símbolo da reciclagem....abaixo.
e hoje em Badajoz....
aqui a concentração para exigir acção contra o camalote, jacinto de água!
é assustadora a quantidade desta praga que prolifera por todo o rio, ao longo da cidade ( Badajoz)
e poderia ser recuperado para adubo ou produção de calor (biomassa).
O FAPAS esteve presente!
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Em Badajoz, no sábado, a partir das 9.30 (8.30 portuguesas), o local de concentração é na ponte da Autonomia, ao lado da Glorieta dos Três Poetas.
O Jacinto de água é um dos maiores problemas dos rios, com o aumento de fertilizantes que escorrem para os esses, as alterações climáticas que alteram a temperatura e o caudal, as alterações das lógicas de produção agrícola e de gestão ganadeira, vão reduzindo a capacidade de oxigenação dos rios paralelas ao aumento exponencial desta praga.
É díficil sua remoção, até porque a sua reprodução faz-se a partir de uma só semente, mas se não o fizermos os nossos rios terão fim.
É, também de referir que o facto de se ter deixado de recolher esta planta para abudo ou produção de energia também levou ao aumento da sua proliferação.
A grande barragem de Alqueva é neste momento uma enorme incubadora....de Jacintos, o que poderia prejudicar a produção eléctrica se a houvera....
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