Estive hoje em mais uma sessão cheia do leffest sobre a comunidade cigana. 3 curtas e uma média metragem importante e para seguir.....Io, la mia famiglia Rom e Woody Allen, na posta anterior.
Vencedor do Prémio Amnistia Internacional assim como o
Grande Prémio do Júri, ambos no Festival de Berlim, o filme acompanha uma
família Roma/cigana na Hungria durante um dia, numa época caracterizada por uma
recrudescência da intolerância e de crimes raciais.
Trata-se de um filme forte
que faz um retrato realista da comunidade Roma e que denuncia as discriminações
que sofre, apelando não só a uma consciencialização mas também a uma reflexão
sobre os valores humanos.
Umas obra dura e que convida à reflexão, e à acção!
Este livro, album fotográfico, banda desenhada, ensaio socio-político, é outro, mais um murro no estomago e deixa-nos constrangidos, neste tempo e neste lugar.
A viagem ente os ciganos é um épico/dramático que nos remete para o pior da nossa história, que continua no presente.
E também nos remete para o fundamental, que é onde se gera o medo, o despezo pelo diferente e também a base dos anátemas. http://youtu.be/d-fi6y6NHNI
e aqui: www.bielka.org
lindos de ouvir e morrer.
Fui a este lançamento e desde já tenho que referir:
1-O tema é da maior importância e deve ser abordado com estudo cuidado ( o que folheando o livro se verifica, na generalidade dos textos, de inúmeros autores) e sem certezas feitas, menosprezo pelos outros e discursos ideológicos.
2- É um tema com muitos alçapões e melindres, e em termos de direitos humanos incontornável, nas suas várias vertentes, e também (ao contrário do que o presporrente apresentador referiu) neste são essenciais os direitos das mulheres.
3- É um tema que me motivou quando membro da direcção da Amnistia Internacional e motiva alguma da melhor actividade de alguns grupos locais da mesma. Tanto num como noutro caso o envolvimento da comunidade cigana/roma foi e é da maior relevância ( neste lançamento só havia um e foi insultado assim se ausentou pelo tal presporrente!)
4- Este é um tema chave no Estado de direito por se enquadrar por um lado no combate ao preconceito e racismo e por outro lado por ter a ver com a integração de uma comunidade socio-cultural nos referentes do direito e dos quadros do seu exercício.
5- Tenho que ainda dizer que nada, mas nada do que o putativo organizador e presporrente personagem disse, nem o seu texto que já folhei o qualificam para falar sobre esta comunidade, ou sequer poder desenvolver teoria dado a base de inquérito sociológico usada (do famigerado SOSFalcão ou... a estratégia do braço no ar...), e sobre a sua re-invenção da história cigana, deve ter sido influenciado por um romance histórico de 5ª categoria.
Julgo que uma consulta a alguém da sua especialidade só lhe faria bem.
Dito isto, com a maior suavidade possível sobre este personagem que assombrou a apresentação, deste livro que no resto julgo de referência e um elemento para o debate e estabelecimento de pensamento e acção, sobre este no quadro da integração social e valorização da genuína culutral cigana, só posso felicitar a Colibri por manter este farol de conhecimento