Lembra-nos hoje o Google o nascimento de Dmitri Mendeleiev, em 8 de Fevereiro.
Tenho aqui de volta em volta falado da tabela periódica, dita de Mendeleiv:
esta dizem que é a 1ª tradução inglesa do russo.
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Ouço a Piaf no rádio que é verdadeiramente um repouso para o espírito e uma âncora para a escrita e uma ajuda para a leitura.
Embora nos dias em que a mente precisa de desligar, a TV seja uma boa prisão para essa cada vez tenho menos paciência.
E também, fiz hoje 300 Kms a pensar nisso, e nas mastigações e os sorvos das salas de cinema.
Julgo que não há já nenhum cinema que nos dê um alívio dessa grotesca situação. Mas devia, porque teria certamente muito público, sobretudo se não passasse a maior parte dos filmes que enchem as salas de grunhos a comer pipocas e a sorver colas.
Filmes franceses, espanhóis, italianos, alemães, ingleses, sei lá filmes, que também podem ser o notável Tarantino, ou até o Lincoln numa interpretação notável.
A TV, voltando ao tema (e mais uma vez porque raio tenho que pagar uma taxa de televisão, se não a tenho? será que é preciso espetar uma factura nas trombas de alguém? ops não tenho nem TV nem factura, que aliás deixei, salvo casos de utilidade fiscal que são quase nenhums..., de pedir ou vão directamente para o lixo!) está também pelas ruas da amargura.
Não há um canal, nem daqueles bem pagos, que tenha uma programação minimamente visível, salvo aqui e acolá uma série mais interessante, e que serve na falta de LSD.
Volto aos livros que leio, dado o domínio desta novilingua em que por Aborto Ortográfico se transformou o português, em francês, inglês e castelhano, nas suas várias versões línguisticas e também em brasileiro, que agora procuram, por cá, sem graça imitar, não percebendo que as grafias reflectem dinâmicas e quadros sociais de funcionamento. E são elas próprias espécies em evolução.
Era para escrever sobre o 2 de Março, era para escrever sobre o Forum Social de Oeiras, era para escrever sobre Caldas e a política local, era para escrever sobre a Europa e a política para esta. Era.
Mas a Piaf transporta-me para um oceano de memórias e vivo muitos outros tempos no tempo da formulação da escrita no reflexo do pensamento.
Hoje, também, sonhei com a Tabela dos elementos, novamente.
E descobri o 1º rascunho de Mendeleiev, a primeira tabela:
fez-me lembrar alguns rascunhos que tenho em curso, com as palavras de todos os dias, como "la môme" me canta...
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