Já está seleccionado para uma das, talvez a, leitura no retiro natalício deste ano:
Este ano, com um cada vez melhor domínio do castelhano, será esta edição, de 1300 páginas da Real Academia.
Livro em posta anterior de Muñoz Molina abriu as águas.
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Até entrar, novamente, em meditação e espero escrita. E temperança.
E aqui volto, porque este é um livro que marca, sobre outro livro, que está entre os melhores de sempre.
Muñoz Molina lê-nos e redescobre-nos ao escalpelo o D.Quixote e também a vida de Cervantes, e a do seu tempo. E neste traz-nos a maior actualidade, como por exemplo aqui:
" Personas de una extraordinaria inteligencia y muy competentes en el campo de su especialidad, incluso científica, se entregan sin reparo a temibles alucinaciones ideológicas, y son capaces de hacer compatible el fanatismo con la realidad, la física teórica con la fe en las apariciones de la Virgen María, la mesura y la seriedad profesional con fábulas paranoicas y hasta criminales sobre la patria o sobre la felicidad colectiva."
Com uma escrita que deslumbra, onde o peso das palavras se encontra em cada frase.
Um livro que motiva para uma nova leitura, também do Don Quixote.
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