insignificante
Uma conversa... sobre o tempo...
Labels: minas, Urânio, Urgeiriça
Estava na pilha de livros a ler e hoje um ataque nas vias aéreas levou-me a agarrá-lo.
Um levantamento muito interessante da história e da vida dos trabalhadores das minas de urânio e também da história destas minas.
Informação útil para memória futura, numa altura em que esta anda muito distraída.
Pena que o autor, que é historiador de mérito, não tenha investigado as tomadas de posição do movimento ecologista em relação com as minas de urânio, desde 1974 com veementes comunicados do Movimento Ecólogico Português, do Afonso Cautela, e diversas posições no âmbito da iniciativa contra a nuclear nas Caldas da Rainha em 1978, e artigos no PELA VIDA, tomadas de posição e iniciativas no coração da fera, em Viseu, minhas e da Associação de que fui membro dirigente e Presidente AMIGOS DA TERRA.
Pena que esse espólio não tenha merecido a atenção do Carlos Veiga, que assim teria evitado alguns erros e omissões.
Labels: A.Z.U., Urânio, Urgeiriça

O Zé Pataco, em Canas de Senhorim, o Brazão em Nelas, a Adega do Faustino em Chaves, templos que já tiveram seguramente melhores dias e hoje, na sombra do seu passado, ainda ostentam galhardia e boa apresentação.
Pelo país fora vamos perdendo nas memórias, nalguns casos longinquas como o tempo, o património que são locais inolvidáveis que se continuam no espaço e gosto.
Do magnifico, e repleto de estórias hotel da Urgeiriça para o Aquae Flaviae que parece saído de um filme de terror (sem elevador com hospedes a... partir do 5º andar... alguns no 8º...) embora nos dois se possa referir a simpatia, aos outros que se seguem nesta semana que lembra o Arthur Miller...
Hoje de manhã os ex-trabalhadores das minas de urânio marcaram presença na recuperação de mais uma, e a Ambiente nas Zonas Uraníferas (A.Z.U.) lembrou que a recuperação ainda está no embrião, outras minas, poços e escombreiras há para recuperar e há que dar garantias aos moradores das zonas afectadas e aos ex-trabalhadores o apoio e o reconhecimento.
Em Chaves o Tamega inundou o centro histórico e quase chegou ao nível da ponte romana, os caudais descontrolados entraram pelas termas e algum comércio local, facto raro e de registar.
O mundo está em mudança, nada se pode prever, nada se pode garantir.
Portugal está quase, quase a chegar à Grécia...
Isto está mau...
Labels: Urânio, Urgeiriça

Com o passamento do João ainda no olhar, lembrado com saudosa amizade em conversa com o J.M.Pureza, no âmbito da excelente manhã do seminário sobre a Palestina, que moderei, continuo...
Nesse intervenções de registo. Do Jorge Martins sobre a história e a sua importância para perceber e agir no presente, que é decisiva, e o excelente contributo de Tariq Al Kudayri, que com sabedoria soube dar conta da evolução da realidade e defender o possibilitismo como metodo, que foi reforçado pelo J.M. Pureza que fez uma também brilhante explicação dos caminhos e processos para conciliar a história com a realidade e nessa encontrar caminhos da paz.
Na conclusão voltámos a ter excelência com o relato pelo Luis Paulo do caminho no processo de Timor Leste e o Vitor Nogueira, também velho camarada, fazer um relato sóbrio da intervenção que deve marcar quem defende o direito, todo, em todas as ocasiões.
Fico com pêlo eriçado quando me falam de Bizancio para escamotear que sem direitos só temos pol pots e ainda mais quando me dizem que tiros nos joelhos, ou lapidação, ou mutilação genital é normal na sociedade deles.
E na véspera (6ª) ainda passei por mais uma sacanice do Partido Socialista contra a vida e os direitos dos ex-trabalhores da zona uranífera da Urgeiriça (sendo obvio que só retirar a maioria absoluta ao PS pode resolver este problema humanitário e social) e pela Boa-Hora.
Hoje, enquanto preparo conferência amanhã sobre alterações climáticas e direitos humanos, recebo uma imagem que não resisto a aqui deixar.
Pensando também nas raízes que partilhavamos, tantos, com o João Mesquita.
Labels: Amnistia Internacional, João Mesquita, Urgeiriça
Enquanto preparo uns andares por aí, é tempo de reflectir, o que farei em proximas ocasiões com mais requinte e quem der atenção a este #insignificante# blog ficará a antever alguns desenlaces que se irão concretizar para o ano.
Não porque o escriba seja especialista de alguma coisa, antes o é de coisa nenhuma, mas porque os sinais dos tempos estão a amadurecer rápidamente e a fruta estará disponível para os recolectores....
Desde já tenho que constatar que falta estratégia e as metodologias tácticas para os movimentos que por aqui e ali se esboçam podem todas espalhar-se na primeira curva por falta desta.
Há que andar devagar, dar os passos mais seguros e não ouvir as pitonisas que nos prometem prazer sem dor pepétuo...
Tudo tem vindo a mudar a uma velocidade espantosa e com a crise a galopar(-nos) arriscamo-nos a não ter saída se nos precipitarmos por caminhos esconsos.
Caso exemplar é a Tribuna Cívica que envolvendo os ex-mineiros da zona uranifera da Beira e as entidades que propôe um desenvolvimento adequado para a zona de Nisa irão realizar.
Os atropelos à lógica de boa organização, fulanização sem sentido e questiculuncas locais, errada estruturação dos eventos, e falta de noção do que é a lógica política nacional e as interligações que se estabelecem a nível local podem conduzir todo este trabalho a um vazio de resultados eficazes e transformar esta iniciativa numa marcha sem sentido em direcção a montes nenhums.
Vou continuar por aqui vigilante, sendo que já passei o tempo da ansiedade e sei que o futuro é uma invenção passageira.
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