
Com o passamento do João ainda no olhar, lembrado com saudosa amizade em conversa com o J.M.Pureza, no âmbito da excelente manhã do seminário sobre a Palestina, que moderei, continuo...
Nesse intervenções de registo. Do Jorge Martins sobre a história e a sua importância para perceber e agir no presente, que é decisiva, e o excelente contributo de Tariq Al Kudayri, que com sabedoria soube dar conta da evolução da realidade e defender o possibilitismo como metodo, que foi reforçado pelo J.M. Pureza que fez uma também brilhante explicação dos caminhos e processos para conciliar a história com a realidade e nessa encontrar caminhos da paz.
Na conclusão voltámos a ter excelência com o relato pelo Luis Paulo do caminho no processo de Timor Leste e o Vitor Nogueira, também velho camarada, fazer um relato sóbrio da intervenção que deve marcar quem defende o direito, todo, em todas as ocasiões.
Fico com pêlo eriçado quando me falam de Bizancio para escamotear que sem direitos só temos pol pots e ainda mais quando me dizem que tiros nos joelhos, ou lapidação, ou mutilação genital é normal na sociedade deles.
E na véspera (6ª) ainda passei por mais uma sacanice do Partido Socialista contra a vida e os direitos dos ex-trabalhores da zona uranífera da Urgeiriça (sendo obvio que só retirar a maioria absoluta ao PS pode resolver este problema humanitário e social) e pela Boa-Hora.
Hoje, enquanto preparo conferência amanhã sobre alterações climáticas e direitos humanos, recebo uma imagem que não resisto a aqui deixar.
Pensando também nas raízes que partilhavamos, tantos, com o João Mesquita.
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Morreu o João Mesquita
Sou surpreendido pela notícia, já esperada, nunca esperada da morte do João. Logo recordei a nossa última conversa, na Convenção do Bloco, em que estávamos convidados, e a esperança e força que o animavam. Pareceu-me bem e lutador, de corpo doente e espírito ousado. Falámos sobre a Marisa Matias e deu-me a sua opinião coincidente com a minha, sobre a capacidade e renovação que esta dá à lista liderada pelo Miguel. Falámos também de coisas várias, sempre tentando não saber do limite, dos limites do futuro.
Que hoje passa a ser passado para o João, e memória para os amigos e para a Clara e a filha que ele extremava.
Encontrámo-nos em diversos momentos, percorremos juntos alguns trilhos, partilhámos ideias que continuarão.
Honra e Memória para quem parte com a estima e o lastro que o João, nos deixa.
A luta pelo futuro continua. A vitória é que não dura.
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