insignificante
Fui à Cinemateca ver 5 documentários sobre Timor. Registos de propaganda curiosos, com muita informação de construção etnográfica. Fiquei fascinado com o Cavalo Timor, aqui:
http://www.cjpav.org/pt/cerit/a-terra/fauna-e-flora/81-fauna-em-timor
e aqui em foto:
reparem na altura de perna, é uma miniatura.....
Labels: Cavalo, docs, Timor
É um livrinho de bolso, mágico, ou melhor na lógica do realismo mágico e com estrutura desconstrutiva.
O regresso de Luís "Takas" Cardoso é um must, mergulhado no tempo e no modo Timor. Erudito, e por vezes difícil, onde o fio da estória também entra no fundo da "floresta" e volta, lê-se num ápice, com sabor.
Saber que Xanana disse, em tempos, que se dedicaria a plantar abóboras, ajuda a compreender a crítica radical ao estado da política e de alguns políticos (um, mas há outros!) em Timor Lorosae, que está em todas as entrelinhas e em muitas outras deste, Plantador.
Tudo é política, até o antepassado que sem lavar a alma trazemos dentro de nós.
Labels: Livros, Luís Cardoso, Takas, Timor
Ai Timor
No excelente blog:http://timor-online.blogspot.com/
Coloquei o seguinte comentário:
O aleatório, sempre o aleatório.
Factos:
1 - O Estado foi incapaz, deliberamente ou não, de exercer o seu poder, nomeadamente de fazer cumprir as leis e prender os criminosos.
Bem sei que toda a situação despoletada por estes, de atropelo à democracia em 2007 (com que conivências?) era já de si um torpedeamento do Estado democrático de Direito
2- Da parte dos actuais responsáveis (Xanana e Horta a quem desejo a total recuperação que a política deve ser o debate e o confronto nesse) houve, além disso, conivência objectiva com os bandidos (sabe-se lá porque razão...) e quem brinca com o fogo...
3- Não existe democracia com atropelo das regras, e o "irmão" Ramos Horta parece que estava a entender isso... e...
4- Vamos ver o que se está a passar no que concerne os fundos do petroleo...e talvez possamos começar a compreender alguma coisa...e
5- Todas estas histórias estão muito, muito, muito mal contadas. Esse é o facto principal!
Labels: Timor
Balibó,
recordo bem a reunião no CIDAC no dia seguinte (?) ao assassínio dos 5 jornalistas pelas forças armadas invasoras.
Pensávamos que uma intervenção (das Nações Unidas? da Austrália? da divina providência?) ainda poderia evitar o que nos parecia inevitável, a derrota de David e o sofrimento subsequente que não imaginávamos tão grande e prolongado.
Hoje faz-se história ou melhor honra-se aqueles que a queriam fazer, esses 5, e tantos outros que em nome da verdade e da informação foram mortos por totalitarismos, ditaduras e guerras.
Não deve ser esquecido e o "irmão" Ramos Horta devia ter a firmeza de exigir as consequências da verdade. Porque não há reconciliação possível nem "irmandade" com velhacos e falsificadores.
E... é inaceitável o sistema pseudo-penal da Arábia Saudita e não pode ficar sem registo do opróbio a condenação da vítima de estupro, repetido, ainda por cima a medieval pena.
Inacreditável.
Labels: Justiça, Timor
De manhã fui na qualidade de vereador, eventual, à recepção ao Presidente da Republica de Timor Leste, José Ramos Horta, aos Paços do Concelho.
Levava preparado o dito "uma idané itavotnia uma", a nossa casa é a sua casa, mas o protocolo impede a troca de palavras a não ser quando suscitada e R.H. não me reconheceu e portanto não dialogámos. Tenho más memória desse velho contacto creio que de 1997, dos tempos sombrios mas quando ele já se empertigava.
Tenho outras memórias de outros maiores que auxiliei ou do Maari com quem tive contactos e claro dos amigos do coração.
Lá estive na qualidade nessa cerimónia que é o exemplo do Estado... era o povo que homenageavamos no seu primeiro magistrado.
Depois reuniões, pareceres, outras reuniões, momentos de conversa, momentos de leitura de documentos, correcção de trabalhos, leituras.
Um dia cheio, também de estórias...
Labels: Lisboa, Timor
Ai Timor...
Como nos diz a Fretlin consumou-se o golpe de estado que a mando da Austrália desde à dois anos se vem desenrolando nesse país agora completamente falhado.
Xanana, um títere dos interesses do Império Austraaliano e casado com uma agente do mesmo só enganou quem queria ser enganado em conubio com o catequista Horta vai poder desmantelar a favor dos interesses o acordo sobre o petróleo no mar de Timor que foi com grande esforço concluido por Alkatiri e que (será coincidência?) no dia seguinte levou ao despoletar de toda esta sequência que agora tem fim ( Reinaldos e c&a são meros agentes de toda esta fandanguice!).
É claro que Maari cometeu muitos erros, sobretudo na avaliação de colaboradores e de personagens sombrios de que se rodeou, é claro que foi induzido ao disparate que é o português como língua em Timor em vez de promover o tetum praça e o inglês (ou mesmo o bahasa), é claro que houve falhas e demasiada conciliação/cedência (num espírito que não é nada timorês/asiático) e que o papel da igreja será tema de tese, como é habitual, e que houve muita sobranceria... mas... agora ... pois agora o bandido tomou conta do castelo todo.
Vamos ver como um Estado falhado se rende ao Império...
Recomendo para quem gosta de seguir os acontecimentos:
http://timor-online.blogspot.com/
...mas conhecendo o catequista Horta... talvez ... o filme ainda não tenha chegado ao fim...
Labels: Timor
Ai Timor
Que também é um ai pela incapacidade ( ou será outra coisa?) dos média nacionais (onde anda o Adelino?) em perceber o que lá se passa. Devo dizer que não tenho informação especialmente privilegeada, mas ao ouvir o Rogeiro e ver as manipulações dos telejornais e do jornais se tem que dizer...qualquer um com olhos na cara percebia que eram só disparates...que salvo e pouco a rtp não chega sequer à borda de Dili. Tomar os seus desejos ou os da australiana do xanana pela realidade não conta muito.
Claro que o Lo Ulu vai à 2ª volta e penso que quase ganhará logo à 1ª e que o Horta, não fora a australiana e o seu ar de catequista tinha ficado em 3º...
Mas essa realidade, obvia para quem está minimamente atento, parece que escapou até aos jornalistas que não saem do hotel Lisboa e não conhecem o terreno e não arranham tetum nem nada.
Timor é (foi todo este processo, onde houve culpas e ingenuidades, como o caso Lobato!, da Fretilin e do Maari) um caso de entrada do neo-colonialismo e das multinacionais pela mão de antigos responsáveis ( hoje australianizados ou desde sempre nova-iorquinos) quando começa a haver capital de investimento ( notável que face ao plano de infra-estruturas se oponha a distribuiçao, para o bolso de quem?, dos dividendos!) rebenta a bernarda,,, e sabemos como é fácil num país e nas circunstâncias de Timor.
Quando alguém, com seriedade explica para nós o que se passa?
Ai Timor!
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