"estranho como se pode continuar a confiar na Opinião Pública, como se esse fétiche não fosse senão criação da Propaganda. É essa que impõe o seu parecer aos governos, mas são de facto os governos que criam a Opinião Pública"
Ernesto Sabato, in #Hommes et Engrenages# ( livro a que faltou revisão da tradução!)
Que li enquanto passei os olhos por este simpático opusculo:
que ele próprio se enreda no conceito e/ou no seu enquadramento, a propósito do vestuário, e nomeadamente ao defender a burka e/ou outras formas de ditadura sobre os corpos e os espíritos.
Não há uma liberdade, mas só há a liberdade sem mais!
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Em linha com a posta anterior!
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De Edel Rodriguez,
uma obra de arte e uma denúncia.
Este homem vai decapitar, já está a fazê-lo, a Liberdade.
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Ainda não vi mas não irei perder:
e acho que o Estado deveria tornar obrigatório a sua projecção em todas as igrejas.
Acho que teria a mesma lógica que a Igreja pronunciar-se no espaço público contra o casamento de pessoas do mesmo sexo ou a adopção (eles gostam é de ter as criancinhas nos seus seminários, neste filme sabemos o obvio e o encobrimento a todos os níveis da dita!).
Ou seja nem uma situação ( a projecção nas igrejas é irónica...) nem outra (as Igrejas pronunciarem-se no espaço público) faz qualquer sentido. É, inclusivé, contrário a determinação Evangélica, de Cristo no caso do mesmo ter existido, o que como sabemos é altamente duvidoso e improvável, que diz "Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus". Nada prescreve que tenha que haver uma qualquer Igreja a intermediar a relação com o divino. As Igrejas são estruturas de poder, com um tempo e uma época, que hoje deveriam ser expurgadas de qualquer intervenção na acção e orientação político governativa. Senão aí teremos o Daesh, que não é senão um émulo do que já foi, e nalgumas cabeças gostariam que continuasse a ser, o Vaticano, ou o actual Estado de Israel ou Irão. Estados teocráticos dominados por uma ideia de religião e de intermediação com o divino.
O que se passa agora em Itália é fruto de a Reforma ainda ter sido mal assimilada ( e prova é a vergonhosa coberta das estátuas face a um visitante!) e continuar a ser alimentada no presente.
É inadmissível, e recordo algumas intervenções que tive no debate sobre a I.V.G., o aborto, em Portugal, que o Estado laico, republicano e orientado por uma lógica liberal tenha que dobrar a espinha, ou sequer permita que no espaço público membros de qualquer igreja (ainda por cima alguns pagos com o meu dinheiro, ao abrigo de outro absurdo que é a Concordata) procurem influenciar o exercício de direitos.
Mas a Igreja já condenou e matou muitos, muitos milhares de homens e mulheres (a quem nem sequer concedia a existência de alma!), é responsável por muitas das maiores carnificinas e o próprio Holocausto, é da sua conivência, se bem que da responsabilidade de outra Igreja. Mas sempre a mesma, um intermediário, desnecessário entre o homem e a sua criação divina.
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É uma discussão difícil, que coloca os limites da democracia...
agora que a FN ganhou as eleições regionais, podendo no 2º turno ficar sem nada, mas com 30% dos votos... deve pensar-se sobre os equilíbrios e as defesas da liberdade e do Estado de Direito...
e recordemos que já há alguns anos se chegou a discutir... isto.
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