Sou um pacifista, anti-militarista, europeista e defensor de uma cultura de paz.
Defendo a existência de forças armadas (considero absurdas as forças terrestres e os "leopard", para defender-nos de quem?) e penso que uma força aérea modernizada e uma armada de alto nível são fundamentais para defender o ambiente e a natureza.
Odeio profundamente o discurso da tropa, de que o exemplo por excelência é o desse tal almirante. Seria a única situação em que voltaria a votar numas presidenciais e até voltar a fazer campanha, o que não faço desde os anos 80!, e só fiz 2 (1 foram 2) vezes, embora tenha feito 3 campanhas.
Acho inqualificável a humilhação público que esse tropa, vil e possidónio, fez passar a militares que cumpriram com o seu dever, embora sabendo e arriscando sanções.
Não percebo porque razão o nosso Presidente da República se dá à indignidade de visitar um narco-Estado, com um Presidente eleito sem ser por lógicas democráticas, onde a justiça está nas mãos de mafias da droga, onde não há direitos civis respeitados, onde as liberdades são completamente ilusórias; e claro que não estou a falar de Israel, embora o cenário seja parecido, retire-se a droga e coloque-se o racismo institucionalizado e o sistema de apartheid....ah e não está prevista nenhum ida do sr. lá.
E onde o islamismo wahabita vai fazendo caminho.....e onde a mutilação genital feminina é regra.... e onde o ambiente vai sendo devassado todos os dias....
Não podemos dar abébias a Estados sem direitos. Seja Israel, seja a Guiné-Bissau, seja.... bom dir-me-ão que nunca mais acabava......mas o silêncio é conivência.
Veja-se
por exemplo a condenação de políticos por usarem dinheiros públicos
ilegalmente (para promover um referendum de fantasia e totalmente ilegal, em que não se sabe quem nem quantos votaram*) sendo essa condenação no âmbito da lei de um Estado de
Direito é tida por uma medida ditatorial, a infracção da lei e o atentado ao Estado de Direito é aplaudido.
Digam-me!
* sabendo que nunca em eleições houve mais de 45% dos votos em favor desses políticos, criminosos como é evidente. E portanto condenados. Não são presos políticos mas simplesmente políticos que violaram a lei e portanto estão presos, num Estado de Direito e democrático .
uma história ou inventada ou triste, resumida a contendores queimados, por uma turba.
É conhecido o que penso dos fanatismos populistas e nazionalistas, entre esses o catalunismo:
Aqui: https://elpais.com/elpais/2019/10/14/opinion/1571073527_725640.html
e também sou um intransigente defensor do Estado de Direito!
Claro que nesse é possível a violação da lei, com as consequentes sanções penais!
P.S.
E os nazionalistas destruiram a Catalunha, a sua economia, a convivência (e não esqueçamos que são uma minoria, e mesmo que fossem maioria não podem impôr uma opção contra o Estado de Direito!, e a democracia, já ouviram falar dos comités?), através da trapaça, da mistificação da história e do passado e das mentiras no presente.
Nota P.S.
Mais uma vez, sem pensamento que lhe valha temos alguns do costume a protestar por cá. Não percebem que se colocam à margem do Estado de Direito e da defesa da democracia liberal. Ainda estão no tempo do Enver Hoxa, do Brejnev, ou de outros tiranos que tais, ou até mesmo do Trosky a massacrar Kronstadt. Será que esta gente não lê?
Mas também já estive em encontros muito abertos de democráticos onde apareceram uns aventesmas a defender o direito de decidir. Claro, mas com regras e observando os preceitos que a lei requer! Não em nome de uma ilusão, nem admitindo uma decisão que destruiria o principio da soberania. è que Hitler também ganhou eleições....
Não poderia estar mais de acordo. https://elpais.com/politica/2019/02/19/actualidad/1550585655_508262.html
num momento difícil para Espanha e a democracia, mesmo defendendo a lógica republicana (e acrescento parlamentar, sem eleição directa), o momento não é para questionar a estrutura constitucional.
E num tempo em que o sectarismo, a intolerância, os radicalismos e os nazionalismo espalhados pelo populismo se desenvolvem nada como uma história de tolerância, bom senso e convivência democrática....
Aqui: https://elpais.com/especiales/2018/paco-roca-la-constitucion/
Não é preciso, neste blog em várias ocasiões o fiz, escrever sobre o tema para que a minha posição seja conhecida.
Sempre fui contra a intromissão de qualquer sagrado no direito e da lei refém de qualquer pensamento religioso. Sempre me bati pelos direitos individuais absolutos, no quadro do Estado de Direito, que regulamenta, e só pode, a vida social.
O direito à morte, como o direito a verdadeira vida é um direito básico.
O direito ao meu corpo, à minha autonomia, seja qual seja a minha identidade é, deve ser absoluto.
Só quem defende, até contraditoriamente com o seu "munús" ideológico ( mas não será que esse é afinal outro?) o Estado papá, o domínio desse sobre a cidadania, julgada sempre atrasada e incapaz é que pode impedir o direito a uma morte digna e à eutanásia.
E atenção é evidente que estamos a falar do direito de uma minoria, que a maioria da população nos países desenvolvidos morre de civilização a mais sem o saber, e com isso parece que a preocupação é nula...
Legalizar o direito a morrer é retirar a morte do seu sagrado, ilusório. E respeitar o individuo.
E aqui, um excelente artigo, contra o pensamento fanático: https://elpais.com/elpais/2018/05/21/eps/1526902652_415445.html
Não gosto, acho de péssimo gosto e raiando a maior insensibilidade da capa do Charlie Hebdo sobre os atentados de Bruxelas (que adoro).
É uma capa mesquinha e dado o passado, também de sofrimento, deste jornal, intolerante.
Mas achando-o desprezível defendo todo o direito a sê-lo. Como defendo o direito do Mein Kampf ser publicado ou a legalização de organizações fascistas ou que emitem opiniões anti-semitas, racistas ou outras.
No limite e observando a lei e respeitando o Estado de Direito todas, todas as opiniões se devem poder expressar.
Contrariar as inanidades, essas ou outras é o dever de que se empenha por uma sociedade livre, liberal nos costumes, democrática na formatação e sob o domínio da lei e do direito.
Je suis Charlie é isso. E poder dizer hoje que a capa do Charlie... não o é! Para mim.
Noutras lendas diz-se que o Macário viveu
pobremente, comendo mel, gafanhotos e
répteis assim como rebentos de árvores...
Já vimos de tudo no nosso país. Agora desrespeitar grosseiramente as determinações dos tribunais e pretender fazer-nos chamar às nuvens Juno, atirando atabalhoadamente fumo para o ar penso, que pese o caso do Isaltino onde é o dinheirinho do taxista que está a pagar recurso em cima de recurso até que a barriga rebente, é a primeira vez tão clara e afrontosamente.
Macário Correia devia repensar a sua atitude e obedecer à lei. E respeitar o direito, que não respeitou, pesem as desculpas esfarrapadas.
É que por este caminho vamos para o primado da corupção e da prevaricação, sem controle, nem regras de direito. E sem Estado.
Nada de bom é de esperar, por aqui, por ali,por acolá de uma classe políca profissional, longe do trabalho e actividade social que faz a cidadania.
Mas também a esperança na cidadania é cada vez mais pequena e ao ver os resultados em França, onde verdade seja dita os candidatos não podiam ser mais mediocres e desfazados da realidade, inclusivé dos grupos políticos que representam, mas sendo todos maus, e os trotquistas de outro mundo, há que referir com total frontalidade que todos os sinais de colapso da democracia liberal e do próprio Estado de Direito se tornam cada dia mais evidentes e com esses os piores fantasmas regressam à velha Europa.
Não é possível que passe despercebido ou seja enviado para um canto informativo os 20%, um francês em cada 5, que votaram numa candidata fora de qualquer decência e numa margem que deveria ser excluída do sistema político.
Voltarei a este tema, hoje estou doente.