insignificante
Recomendo o seguimento de:
http://adiferencaemlisboa.blogspot.com/
porque o inesperado e o essencial podem ser inviziveis a outra informação publicada.
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Nalgumas matérias tenho história, uma história.
Na organização política.
Fiz parte de movimentos informais, procurei organizar libertários, criei plataformas radicais e até tentei transformar um partido (UEDS) numa entidade radical. Sou um dos fundadores da Ecologia Política entre nós (muito antes do PCP ter ficcionado os Verdes) ainda nos anos 70. Criei partido/movimento, que hoje dá um triste espectáculo, em contradição com o espírito que o criou (o MPT), que antes tinha num congresso com 17 elementos, tinha tentado incorpar no BE, antevendo este espectáculo.
Impulsionei listas de cidadãos e depois de ter sido eleito como independente pelo PPM fui-o também pela CDU.
Concorri e animei ainda listas da UEDS e do MPT.
E fui/sou agora eleito pelos CPLs.
Participei em muitos congressos e reuniões magnas, desde esse com 17 elementos, até em imensos anfiteatros com cerca de 2000, e em todos os casos sem procurar mérito em causa própria fiz intervenções que se destacaram, tendo forçado o notável Pannella a mudar a estratégia,,,
Nunca tive jeito para barganhas que não tivessem que ver com os determinantes, as ideias discutidas e pontuadas essas o entendimento de como as apresentar ou "exterior" e quem é o mais habilitado em cada caso, e quais é que são os presupostos para a intervenção política, para o que se pretende.
Hoje no quadro de domínio dos médias é claro que o que conta em qualquer organização, e os grupos de cidadãos também, porque essa é a lógica social, é quem dá a cara, e a preparação, a articulação, a empatia cívica que passa por pequenas coisas com o restante grupo.
Um grupo de cidadãos como o CPL enforma a sua organização de duas premissas.
A primeira é desde logo Helena Roseta, com o passado que a faz presente, o conhecimento desse conquistado, a produção de pensamento e análise da realidade e o diálogo com os próximos. Tem valor por si e é pedra fundamental para impulsionar a outra premissa que é um conjunto partilhado de ideias, procedimentos, códigos de conduta, lógicas sociais e visão da cidade que se articulam num desejo de mudar a política e aumentar a cidadania e a participação.
E a dificuldade que é organizar, estruturar a informalidade organizativa e nesta não repetir as práticas fechadas dos partidos.
Como criar, manter e esruturar uma equipa para intervir, conquistar poder sem os constrangimentos piramidal que é o dos partidos políticos?
Não tenho varinhas mágicas, mas se nos basearmos nalguns presupostos básicos esse desiderato será concretável.
Desde logo não há grupos, no quadro da cidadania, cada um é um.
Desde logo tem que se definir os pontos políticos que se pretende atingir, que são que e como chegar aos eleitores, e quem e de que forma deve ser potencial eleito.
E penso que será antes de tudo no quadro de uma discussão sobre esse tempo e a forma de o moldar que se deverá criar algo novo, que responda aos desafios e enfrente os tempos dificeis que iremos ter na nova vereação da capital.
Respondida essa questão e atribuida uma pontuação aos determinantes, simplificam-se as escolhas, uma vez que em cidadania há dois tipos de reconhecimentos.
O do mérito para os lugares e articulado com esse, em relações específicas, a disponibilidade para o combate político e esse deve ser balizado num claro compromisso cívico e independente, mas que se articule com príncipios de lealdade nas relações e honra nos actos.
Nos Cidadãos não há representação senão a do espírito independente a reger-se por quadros de referência, que estão enunciados.
Hoje, um quadro superior da CML e muito bem informado dava-me o prognostico, baseado em estudos, sondagens e feelings. Para os CPL dois garantidos e talvez um terceiro, num cenário de 6, 5, 3, 2, 1. E deu-me os elementos da chave. É claro que as outras eleições podem alterar o cenário, criar sinergias, fazer evoluir alguns elementos.
Mas isto sou eu a divagar, hoje depois de mais um dia complicado....
Labels: Cidadãos por Lisboa
Ontem, no simpático espaço do Café Império, com mais de uma centena de apoiantes, foi lançada a candidatura dos Cidadãos Por Lisboa e de Helena Roseta para a Presidência da Câmara.
Faço declaração de interesses, genéricos.
E:
Simplificando as escolhas,
Sou um liberal/libertário e ancoro o meu pensamento nessa linha temperada por lógicas sociais e ambientais fundamentais, articuladas com o pensamento do zen.
Sou um federalista radical, contra os nacionalismos e os proibicionismos, no quadro das politicas globais, sendo que essa é desde logo consequência do primeiro pressuposto enunciado.
Defendo lógicas de participação cívica extremas e a transparência como regra de intervenção, e penso que a política deve ser o confronto entre ideias e projectos.
Sou intransigente na defesa dos direitos humanos e tal é desde logo uma pedra de toque essencial. Todos os direitos para todos iguais. E nesse quadro defendo uma justiça justa e a vida do direito.
Parece-me relativamente simples e claro.
E parece-me relativamente simples e claro que não tendo sido possível desenvolver o que considerei a iniciativa politica mais adaptada ao sentir social que não se revê no controle pelos partidos e as suas máquinas do poder autárquico que seria constituir um partido ”não partido” que desse expressão a listas de cidadãos com os pressupostos de participação cívica que enunciei, vá exercer a minha cidadania junto daqueles que encontro mais próximos ou mesmo alinham nesse quadro de referências.
Apoiarei listas várias desde logo com empenho a dos Cidadãos Por Lisboa liderados por Helena Roseta, em Lisboa, mas noutros locais não desdenharei o empenho em listas de partidos, coligações ou grupos independentes que tenham esses pontos políticos como referentes de pensamento.
E no quadro das eleições europeias voltarei, por razões que já expus publicamente, e que aumentaram dada a qualidade da/os candidatos da lista, a apoiar a lista encabeçada pelo Miguel Portas, do Bloco da Esquerda, sem deixar de mencionar a minha condição de membro de um partido transnacional que nas difíceis condições, também de domínio da partidocracia, em Itália, através da lista Bonino/Pannella, o Partido Radicale Transnacionale, irá procurar manter as bandeiras do federalismo e do anti-proibicionismo, junto com outras que já enunciei, na agenda do Parlamento Europeu.
Espero, espero que para as legislativas as candidaturas que se apresentem tenham abertura e sejam feitas no quadro de transparência e que as ideias mais claras tenham os interpretes mais adequados.
Circunstancialmente, conforme já referi, estarei disponível para a esses candidatos dar um contributo.
Labels: Cidadãos por Lisboa, Eleições, EUROPA
Lisboa
Muita intriga e o poder dessa que é absoluto transpira em relação às eleições para o município mais importante do pais.
Venho hoje referir, do meu ponto de vista estritamente pessoal, que não envolve nenhum pensamento chancelado, o que penso deve ser a intervenção cívica necessária a desenvolver para em torno de uma candidatura que envolva os cidadãos criar condições para que a cidade seja governada com premissas, procedimentos e regras claras, transparentes e adequadas a um modelo de sustentabilidade.
Uma candidatura com lógicas de participação, democracia de organização e um programa refletido e que não ignore que o país não é só Lisboa e também tenha presente o quadro global das eleições que se irão disputar para o ano.
Desde logo refiro que é do meu interesse na polis e empenho cívico que os Cidadãos Por Lisboa e Helena Roseta voltem a apresentar um lista numa lógica como a acima referida.
Uma lista de cidadãos não é orientada por outra ideologia senão a da participação e da coerência dos seus membros em torno de um programa participado e não entra em lógicas de barganha de lugares entre quem e quem. Os mais qualificados, os que garantem que a carta chegue a Garcia, os com empenho claro, serão os escolhidos no processo.
Esta lista cidadã é, obviamente, independente de qualquer, qualquer partido e está excluída qualquer acordo ou coligação, aliás impedida por lei.
Mas há que referir que não havendo modelos ideológicos a balizar esta candidatura ela assenta em lógicas de exercício do poder e é pensada em torno de valores cívicos e políticos claros.
Aqui chegado poderia parecer que estava concluído o processo desta produção.
Mas....
Dito isto vejo com a maior simpatia e entusiasmo, e não escondo que penso que os horizontes dessa confluência são largos, o apreço que Francisco Louça manifestou para com uma candidatura CPL/Helena Roseta para Lisboa.
Os que me conhecem sabem que vejo com interesse o processo de evolução do Bloco de Esquerda, que gostaria de prever no sentido de reforço das causas cidadãs e liberais, luta pelos direitos todos e a sua ampliação, e inserção num espaço de influência e centralidade social, com as regras que julgo eficazes para o exercício de representação. Mas como S.Tomé...espero.
E sabem também que julgo perversa a presença dos partidos na vida autárquica e o conúbio destes (partidos ou seus caciques) com clubes de futebol e construtores civis ou outros coelhos ou outros mamíferos em busca da sua massa..
E a construção de bases de confiança assenta antes de mais na forma como se intervém e faz política, como se ouve e se sente, como se constrói alternativa, e se alarga o espaço social de referência desta. E no respeito à palavra, à palavra dada.
Outros grupos, outras entidades tem manifestado vontade de se empenhar com os CPL, todos terão a mesma atenção e testemunho da nossa parte, na medida das suas valências.
A discussão está lançada, os limites do campo onde se realizarão os confrontos são claros, e a cidadania é um dos caminhos.
Com as confluências que forem propicias, e piscando o olho a quem destas também tem o desprendimento de saber que o que importa não é onde se joga, nem o resultado em si mesmo, mas respeitar as regras e perceber que não há desarticulações nos processos que conduzem ao objetivo....bonito. O processo é tudo.
Tudo está articulado como os lados da bola.
P.S. Descobro com o tempo que ter um blog com algumas centenas de olhadas é uma forma confortável de ter posição, publicada, sem os riscos da posição pública, sendo que todavia esta que vou publicando é, por mim, auto-cerceada por haver limites e restrições que ficam nos almoços e nas conversas, entre os devaneios da vida, as depressões da época e as decisões que nesta se tomam.
Na linha do que escrevo, porque o que mais de desagrada com o passar do tempo é a incoerência e a desresponsabilidade. Dar a cara e o empenho pelas causas e direitos que defendemos é a linha de intransigência. Como dizia, ainda hoje ao almoço, foi, tem sido, bom e divertido este meu regresso à política nacional que tinha já deixado a troco das pequenas coisas locais e combates de causas (IVG, Direitos todos, Anti-proibicionismo). Mas assim como voltei nada me obriga a ficar, sendo que a palavra que tenho é só uma.
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1984????
Por vezes estamos transportados a esse, claro ao do Orwell...
Ontem falei para um simpático programa online, do meu velho amigo António Serzedelo.
Ele que é um homem informado ficou muito admirado, e mais teria ficado hoje ao ler nos jornais, salvo num rodapé perdido, por saber que não há posição da C.M.L. em relação ao Estudo de Avaliação de Impacto Ambiental da Terceira Ponte sobre o Tejo a articular-se com Lisboa.
E surpreendido ficou quando lhe referi que pelo menos 8 vereadores em 17 são contra, por defenderem uma ponte sem rodovia, dois são contra por defenderem uma articulação do parecer da C.M.L. com o P.D.M. (que está em secreto processo de revisão) e outro, bom o outro é o ex-Zé, agora quase vereador dependente do P.S. que não disse coisa com coisa.
Como aliás foi lamentável vé-lo a contribuir com a abstenção e o voto a favor para a aprovação das contas da EPUL e a negociata que é a colocação em mercado, sob ameaça que roçou a chantagem do Presidente, de património da E.P.U.L. para que essa não abra ...falência.
Os Cidadãos Por Lisboa honraram o voto anterior, mesmo projecto mesmo voto, e a sua lógica de política de transparência e objectivos sociais claros votando nos dois casos contra. Notável é que quem leia os jornais ou não saiba isso ou até fique com a ideia que o nosso voto foi outro...
Bom mas em relação à TTT o problema vai ser complicado. E não faz sentido não só ter uma vereação rachada ao meio, onde o voto maioritário só não é contra o parecer... por causa do tal vereador, e contra, também a Assembleia Municipal, sendo que neste caso não faz vencimento a doutrina que se esta espelha-se os resultados eleitorais da eleição para a Câmara a decisão seria outra. Pois não era!
Isto está a ser um fim do ano cheio de surpresas...e ainda não chegámos a Dezembro, mas os jornais, onde a ditadura, ou melhor o aconselhamento, das editorias e dos comissários ao serviço de interesses domina, vão conseguindo conter a verdade.
Mas esta é como a água....
E se, como não é impossivel, tudo aquilo que foi apresentado sendo factos...fossem...mentiras...
Pois os jornais contam com o esquecimento, mas hoje os meios de comunicação já não fazem só a opinião...por aqui...por ali... por acolá....vemos.... ouvimos...e construimos...novidades.
PS Em breve aqui http://www.vidasalternativas.eu/ se poderão ouvir esses 10 minutos ...em que falei sobre a NOVA ALCÂNTARA E A TTT.... muitas orelhas ficaram a arder
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Hoje, finalmente, mas com o incomprensível voto do vereador eleito pelo Bloco de Esquerda e o mais compreensível voto do P.S., a C.M.L. aprovou uma moção, que embora com elogio em causa própria, não posso deixar de referir ser bem articulada e irreprensível no sentido político e estratégico, em que fica obrigada a solicitar ao governo uma Avaliação Ambiental Estratégica ao projecto intermodal e global didentificado como Nova Alcântara.
Não vou adiantar outros pormenores, porque para bom entendedor...
E para festejar esse facto aqui deixo um artigo que não encontrou espaço ou oportunidade de publicação nos nossos médias, assoberbados com artigos notáveis sobre o Obama ou a fome na Etiopia, ou a eutanásia, ou o Calimero.
Desconfiai da água que dorme
Esse dito antigo que penso ser do Tao Te King, o livro do Caminho e da Virtude, deveria ser decomposto, e seguido pelos nossos governantes, e cabeceira das actividades económicas que, ainda que insidiosamente, os influenciam…
1- A (des)confiança devia ser a trave mestra de qualquer processo de decisão.
Ou melhor desconfiar e perguntar quais as razões que devem conduzir a essa decisão.
Quais as formas e os processos de opção.
Que linhas de força devem orientar e balizar essa, e qual a clareza, transparência e independência com que se decide.
E qual é o escrutínio e obviamente a participação pública em todo o percurso da decisão.
Só processos transparentes que obedeçam aos determinantes da lei – baseados em estudos sérios, articulados com previsões e prospectivas realistas, que analisem todos os dados das questões e a situação global em que estas se inserem, e que, após tudo isso, procedam a uma rigorosa avaliação de todos os interfaces, e ainda, no topo do bolo incluam a cereja, que não pode faltar, que é a audição, contributo e envolvimento de todos que as pagamos – é que podem afastar a desconfiança.
Senão, quem decide merece toda a desconfiança e pode ter uma surpresa…recordo por exemplo estimáveis presidentes de câmaras que as perderam por um simples...elevador.
2- O ponto anterior, está bom de ver, aplica-se (ou não!) que nem uma luva ao projecto chamado Nova Alcântara (chamar-lhe Nova já revela uma patologia), que, com elevada publicidade e propaganda, já envolvendo as agências habituais para moldar a opinião, cheira a água estagnada e eventualmente na zona de caneiro. Não há desodorizante que lhe valha nem enxertia que a faça ficar nova.
Desde logo e antes de chegar ao caneiro temos muitas perguntas sem resposta (a não ser aquela que já sabemos! E que ronda a associação com uma frota, sim uma frota, de táxis, eventualmente em paraíso fiscal).
a) Gostaríamos, por exemplo, de saber se há, e se há onde estão que ninguém os descobre, estudos sobre a evolução previsível do Terminal de Alcântara, que mostrem a necessidade da ampliação deste, para além de pequenas calibrações nos fundos marítimos, e que integrem seja qual for essa (inexistente!) previsão, num quadro global do sistema marítimo e portuário nacional (para já não dizer ibérico), e como é que tal se relaciona com as novas tipologias de transporte marítimo (de que não se fala! ou se ignora…), e como é que essa lógica nacional se interliga ao sistema rodo-ferroviário .
b) Pois são esses estudos inexistentes a base, o buraco negro, em que assenta a decisão apressada e leviana (jamais, jamais!) que, sem qualquer previsão adequada de custos e sem qualquer ideia de potencial retorno do investimento, lá seremos nós a alombar, na estiva ou na outra, porque no B.P.N. já sabemos o que a casa gasta.
c) Gostaríamos de saber (pergunta, claro, capciosa!) de alguma avaliação de impacto ambiental que nomeadamente respondesse à questão de como (atenção não pergunto se e/ou a que custo!) se vai proceder ao enterramento da linha de Cascais e ao nó, sublinho nó difícil de desatar, que é a ligação desta à linha de cintura e ao cais terminal, numa área de aterro, com um leito de ribeira e o escoamento de uma E.T.A.R., ladeada por uma falésia pouco consolidada, numa zona onde já foram cometidos erros sérios de planeamento urbano.
d) Pergunto se já houve algum estudo sério (ou até mesmo a brincar!) sobre como se irá fazer esta obra, fundamental e imprescindível para equacionar o alargamento do Terminal? Já se previu (ou não ?!) o risco de atraso, de 3, 4, 5 anos da obra devido ao efeito “Terreiro de Paço” e à sua difícil consolidação? Certamente que se imaginou o encaixe suplementar de alguma empresa ligada a outra que, sem concurso, viu ser-lhe entregue de mão beijada uma prorroga da concessão de um Terminal…
e) E, tendo iniciado este texto pela água, tenho que referir que somos, somos nós cidadãos que estamos fartos, fartos da leviandade com que se trata, com que os nossos governantes tratam a coisa pública, como se fosse privada, e o público não existisse ou não fossemos todos uns figurantes. Sem observar os procedimentos adequados, com as decisões a precederem os estudos entortando as leis a seu belo prazer ( porque razão não se realiza uma Avaliação Ambiental Estratégica?), e amordaçando ou enviando os seus jagunços para calar quem se lhes opõe. Seja na Boa-Hora (onde já alguns destes senhores já não virão a ser julgados por não terem as mãos convenientemente lavadas), seja no Aeroporto, onde o processo continua a ser uma enorme trapaça, seja na outorga sem consideração de outras modalidades de circulação rodoviária à Terceira Ponte sobre o Tejo, ou no obscuro projecto do T.G..V.
3- Voltando ao inicio…e á agua… que somos, povo adormecido por anestesia que continuamente nos tem vindo a ser inoculada por artistas da governação sem conteúdo, parcos de ideias, mas exímios na multiplicação de Magalhães e outros serviços de empresas que os apoiam.
Desconfiai da água que dorme, porque contra os muros chamem-se eles Novos ou sejam velhos da cor parda dos compadrios e das negociatas, milhares, milhares de cidadãos já se manifestaram, incomodados pela desonra da palavra dada, que é também a promessa de devolver o rio à cidade (e onde se ouve o Presidente da C.M.L.?) e sabemos que muros…caem.
Contra esta Nova Alcântara que afinal é a velha, dos interesses majestáticos da A.P.L., de costas viradas para a urbe e o bom senso que a deve fazer, milhares já dizemos que o futuro não está escrito e há mais marés que marinheiros..
4- E atenção. Sim, sim, nós, nós PODEMOS.
Labels: Cidadãos por Lisboa, eleiçoes 2009
Faz tempo que não ia a reuniões da vereação alfacinha...
ontem era mais uma sessão "descentralizada", onde ouvimos as populações, e o executivo dá seguimento ao possível, com contributos que eventualmente a restante vereação possa fornecer.
Além da ouvidoria a tomada da palavra, mesmo pelos que não teêm pelouros é importante para mostrar o empenho na cidadania.
Ontem podemos emprestar o nosso contributo em dois temas e nesses estabelecer pontes, indiciar consensos, aplainar contradições (*).
Sem esquecer o passado triste do mandato do Eng. Abecassis, cuja memória não merece que não definamos a sua gestão como errática e a sua ideia de Lisboa completamente errada, onde se começaram muitos erros que inundam hoje Lisboa, o menor dos quais não é certamente a enorme quantidades de pontos de poderes e poderzinhos que inundam a cidade de burocracias e entraves à informação e aos processos de gestão mais adequados.
Não esquecer o passado e as tenebrosas ligações entre clubes de futebol, construção civil e a sua articulação, a corrupção que conforme o vereador Sá Fernandes (que é injusto dizer que não faz falta, eu aliás penso que além de procurar fazer o melhor que sabe é um personagem inigualável!!!) referiu recentemente (sem que eu faça senão citá-lo!) ainda abunda na C.M.L.
Pois por talvez como diz quem sabe abundar essa e outros impedimentos da cidadania é que por proposta dos Cidadãos Por Lisboa a C.M.L. hoje é obrigada a disponibilizar informação sobre os processos aos cidadãos e os procedimentos administrativos são cuidadosamente escrutinados.
Ás 23 horas, após quase 5 horas de reunião demos a língua ao gato e fomos meter um prego.
(*)
Tive ocasião de anunciar que numa lógica integrada, e não em pontualidades como anunciou algumas acções o Vereador Manuel Salgado, e ouvindo os representantes do povo da freguesia e recebendo os seus contributos os CpL irão apresentar ainda este mês uma proposta sobre o centro Histórico de Carnide em reunião da C.M.L.
e que além dos moradores lesados pela Cofina terem merecido o nosso apoio irrestrito pensamos que é positivo que da parte da vereação do urbanismo haja abertura para correcções ao status quo e que a proposta que os moradores fizeram possa encontrar sede de acolhimento e de abertura para o dialogo por parte do executivo.
O Presidente António Costa secundou a nossa posição, também neste caso, o que nos apraz.
Labels: Cidadãos por Lisboa
Golpada,
ainda não estou refeito da golpada, da grande golpada contra a democracia e que prejudicará seriamente o Bloco, conforme responsáveis do mesmo já me manifestaram em privado, que relato em posta anterior, sendo que o autoritarismo que de vez enquanto dá à costa no P.S. e no António Costa é recorrente, não há que deixar de denunciar esta situação de claro, clarrissimo atropelo das mais elementares regras da democracia e desrespeito do debate político e do processo de a partir desse, respeitando, mesmo que não concordando, as regras do mesmo fazer política e cidade.
No seguimento, e ainda em estado de choque fomos discutir o futuro, do gabinete dos Cidadãos Por Lisboa, do futuro em 2009, do futuro em geral, numa conversa amistosa e ouso dizê-lo terna e afectiva. Muitos desejariam ser moscas, muitas orelhas foram faladas.
A conversa também se divertiu, falámos de comboios, da asae que nos persegue, mesmo quando comunica melhor, de situações diversas e de leituras. Foi um excelente momento de passagem.
Tenho que referir que lembrei a rainha de copas, novamente.
Dizia ela que podia fazer tudo e o seu contrário se lhe apetecesse, e novamente enquadrei o lamentável comportamento do vereador Sá Fernandes.
O que é um facto é que isto não é um livro onde o significado das palavras depende, como diz o Humpty Dumpty, de quem tem o poder.
O poder em democracia é escrutinado e obedece a regras de civilidade. Nessas não há patinhos feios mas propostas e projectos aprovados segundo principios.
E transparência.
Labels: Cidadãos por Lisboa
Cidadania!
Ontem, no velho Ateneu, nas Portas de Santo Antão, 300/400 pessoas discutiram, por inciativa dos Cidadãos por Lisboa, os projectos para a Baixa/Chiado que vão entrar em fase de concretização, não sem antes serem discutidos e aprovados ou melhorados pela C.M.L. e no quadro da discussão pública.
Foi uma excelente discussão e em grande forma estiveram todos os intervenientes.
É possível através do dialogo e com a sensatez e o senso que resulta desse, de conhecer, de ouvir, de alterar chegar às melhores soluções e tornar um problema uma oportunidade, tornar uma situação um espaço para inovação e novos paradigmas.
Gostei de ouvir todos os palestrantes e as questões da sala estiveram à altura do debate.
Queremos saber para transformar Lisboa!
P.S. Chamei (em privado) a atenção do Presidente do Ateneu para uma torneira que debitava com força litros e litros de água por minuto de uma das casas de banho. Não ligou e a torneira ficou assim toda a noite. No comments!
Labels: Cidadãos por Lisboa
Acompanhei, ontem, o funeral do Maurício. Paz à sua alma que recordaremos, nos comboios da vida. E uma pedrinha.
Estive na inutilidade, no actual modelo, que é a Assembleia Municipal. Discursos bacocos de gente quase toda menor, moções e recomendações só para ouvir os fregueses das mesmas, e réplicas mediocres de debates maiores. Uma enorme falta de qualidade, e uma sessão confrangedora, é o habitual destas assembleias inúteis e sem lógicas seja de que ponto de vista seja. Deveria haver, com abertura e espirito democrárico e participação cívica, um debate sobre as estruturas do poder municipal e o futuro, os melhoramentos que há que introduzir nestas.
Infelizmente a transparência, a publicidade que devia ser pública nos processos de produção de legislação fundamental para o futuro da organização do Estado é congeminada entre meia dúzia de personagens opacos...
É o país que temos...
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Notas soltas:
1-
Birmânia. Intolerável o que se passa. Não há palavras para condenar, não chegam as cartas enviadas, não é suficiente a denúncia.
O Estado da contra-insurgência, que é a ditadura militar cleptocrata e sem principios deve ser cercado pela vergonha e oprobio ( o P.C.P. apoia estes facínoras! e os seus cumplices Chinas, talvez em nome dos amanhã que cantam como se vê na Coreia do Norte!. Incrivel!)
2-
C.M.L. não referi que o clima entre o P.C.P. e o Bloco (unha com carne com o P.S.) está a azedar, as trocas de galhardetes não só no Executivo mas também na A.M. (onde Carlos Marques do BE fez um discurso de apoio ao PS que envergonhou os próprios!)
3-
Linhas de Alta Tensão e torres de telemóveis.
Esta semana foi fértil em casos. Uns mais mediatizados que outros. Tanto umas como outras apresentam riscos e devem ser afastadas das zonas de habitação. (Inacreditável a instalação de uma antena no centro da aldeia da Foz do Arelho!; inacreditável que seja o argumento do custo impôr-se face a um possível sério de saúde no caso de linhas de alta tensão e hipotéticos e fantasmagóricos linces valerem mais que a vida de pessoas reais)
Em qualquer dos casos haveria que ponderar e corrigir as situações. Não penso que a transferência da antena, o desvio das linhas ou o enterramento parcial destas seja óbice à manutenção das condições das populações e do seu direito à saude e tranquilidade.
Tenho que referir que conheço e estimo José Penedos que tenho em conta de homem sério, honestissimo e altamente competente e qualificado na área que dirige, pelo que penso que as alterações e correcções, com a imputação de custos aos consumidores, deve ser pensada.
Não fica bem esta polémica pseudo-judicial com injunções e outros subterfúgios.
Também tenho que referir que ainda bem que após tiro inicial errado, a sua correcção, e informação agora factual do Miguel Portas e a iniciativa do B.E. sobre esta questão são de relevar nesta matéria.
4-
Barragens,
mais uma vez temos delírios a cair-nos na cabeça, propaganda, propaganda e propaganda. Nada do anunciado é realista ou sensato. Sou favorável, genericamente ao desenvolvimento do potencial hidrico nacional e acho que se deve sempre que possível proceder aos acoplamentos beneficiosos das várias potencialidades energéticas (eolicos e hidricas nomeadamente). Penso que é obvio que a melhoria da eficácia e a poupança continuam a ser desprezadas por não entrarem directamente nos cálculos financeiros.
As 10 barragens propostas, propagandeadas, são um balão de ensaio (a que haveria que juntar as 3 ou 4 já em curso!!!) e são um disparate, porque desenquadradas de um planeamento e projecção de evolução do mercado, assim como de desfalerem de previsões das evoluções dos sistemas biológicos onde se inseririam.
Volto sempre a Alqueva, durante 40 anos se anunciou, durante 40 anos se denunciou o disparate. Hoje só resta o último substantivo, e procura frenética de formas de o alçapão não ter o tamanho do pântano.
Muita água irá ainda correr. E estou certo que muitos destes projectos nunca passarão da forma como foram anunciados...propaganda.
5-
Ainda C.M.L.
Não referi mas é interessante. Nas diversas projecções de evolução da relação entre a Câmara e a A.P.L. que foram apresentadas pelo Arq. Manuel Salgado na reunião de 4ª feira, sendo como já disse uma apresentação muito interessante mas com um espírito pouco prospectivista, era em todos os cenários dado por adquirido o aeroporto ...na margem Sul...
6-
Excepcional o almoço de 5ª (prova de diversos pratos) no Espaço Açores (mercado da Ajuda)
7-
E hoje, viva a Republica, governo da coisa pública por cidadãos, enformados pela responsabilidade que lhes é dada por outros, no quadro dos direitos fundamentais e observando regras de transparência.
Oxalá assem houvera sido, oxalá assim fora, oxalá assim venha a ser.
Labels: Cidadãos por Lisboa, tempo
C.M.L.
Tive ocasião, no quadro do que é a melhor funcionalidade do nosso grupo político "Cidadãos por Lisboa" de participar na reunião extraordinária da vereação, proposta pelos vereadores sem pelouro, para discutir os problemas da relação da C.M.L. com a A.P.L. (Administração do Porto de Lisboa) e todas as questões que dela derivam.
Foi uma reunião muito produtiva. Iniciou-se com uma exposição do Presidente António Costa sobre o ponto da situação das discussões entre as entidades, um interessante e exaustivo powerpoint sobre a situação no terreno e as alternativas foi apresentado pelo vereador Manuel Salgado. Houve diversas intervenções com contributos ou pedidos de esclarecimentos, ou levantamento de situações.
Penso que esta longa reunião (durou cerca de 4 horas) foi esclarecedora e deu passos em frente em direcção a melhores metodologias para a gestão desta situação. Permitiu que fossem esclarecidas questões como os processos de desenvolvimento nas zonas portuárias, que podessemos apoiar a vontade firme de recuperar áreas não portuárias para usufruto da cidade, que pudessemos perceber que ainda falta uma visão de conjunto que integra o porto de Lisboa num cenário global e que estamos a trabalhar com projecções da A.P.L. mírificas (duplicar a carga até 2025!!!)
Fiquei satisfeito com a vontade do Presidente e com a disponibilidade do Arquitecto Salgado.
Mas a política não se faz de casuismo e de boas intenções.
A nossa presença na vereação, onde Helena Roseta levantou importantes questões que se prendem com um ordenamento participado e uma clara definição das áreas e das regras para intervenção nestas, sendo que contou, nesta reunião, com a minha solidariedade e levantamento de questões pontuais que são as que organizam o conjunto da lógica de cidadania, pois a C.M.L. não pode esquecer os pequenos compromissos cidadãos e a imagem desses, é importante.
A cidadania é um processo permanente. Hoje era uma pacifica reunião e teve um muito positivo desfecho. Não é sempre assim, não será sempre assim. Como tive ocasião de referir num quadro de referência e elogio de Gonçalo Ribeiro Telles já por aqui havia estado. Como hoje a apoiar o que contribui para a sustentabilidade da cidade e o prazer da cidadania nesta. A opôr-me quando outros interesses se levantavam.
Com ele há mais de vinte, vinte cinco anos. E com ele continuo em espírito.
Hoje com a mesma filosofia e por outra mão, outra gente. Independente, solidária e sustentada no conhecimento.
Labels: Cidadãos por Lisboa
Uma reunião monotona...
sou por uma profunda reformulação da lógica dos poderes municipais e sua organização.
Considero um dos absurdos desta a lógica e funcionamento das Assembleias Municipais e desde logo o "nonsense" que é nestas terem lugar os presidentes de juntas... mas isso é uma longa discussão...
Passei 4 anos a "liderar" a oposição numa, ou melhor a protagonizar a oposição, uma vez que salvo um ou outro raro interventor as duas, três horas que estas duravam enquanto lá estive ( houve mesmo uma que passou as 4 horas) eram monopolizadas por mim e pelas respostas...do presidente da câmara. Foi em Barrancos e hoje com uma nova maioria e maior capacidade voltou-se ao normal desta.
Já tinha assistido, há anos, a reuniões da A.M. de Lisboa.
Voltei hoje novamente em substituição de vereador, agora de Helena Roseta.
Era um dia importante para a cidade. O plano verde, tributário do dedo e certamente inspirado pela sabedura de Gonçalo Ribeiro Telles, homem bom e notável alfacinha a quem todos os encómios pecam por escassos, era apresentado para, ao ser aprovado, por unanimidade registe-se, constituir base metodológica e balizamento para a acção política executiva e para ter em conta no quadro da revisão do P.D.M.
Só isso valeu a pena, além de ver caras que há muito não via. O resto, o resto foi pena...
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Hoje para todos os caminhantes que conhecemos e nos acompanharam nestes dias intensos de cidadania, "porque caminhante não há caminho, o caminho é o caminhar".
Caminante, no hay camino
Autor: Antonio Machado
Caminante son tus huellas
El camino nada más;
caminante no hay camino
se hace camino al andar.
Al andar se hace camino
y al volver la vista atrás
se ve la senda que nunca
se ha de volver a pisar.
Caminante, no hay camino
sino estelas sobre el mar.
¿Para que llamar caminos
A los surcos del azar...?
Todo el que camina anda,
Como Jesús sobre el mar.
Yo amo a Jesús que nos dijo:
Cielo y tierra pasarán
Cuando cielo y tierra pasen
mi palabra quedará.
¿Cuál fue Jesús tu palabra?
¿Amor?, ¿perdón?, ¿caridad?
Todas tus palabras fueron
una palabra: Velad.
Como no sabéis la hora
En que os han de despertar,
Os despertarán dormidos
si no veláis; despertad.
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1000
Chega hoje a milésima posta, quando está a chegar ao fim uma campanha espectacular, superdivertida, cheia de gente bacana, e ideias especiais.
Ontem até dançámos mornas. E passámos por um concerto cheio de sons e de vibrações.
Hoje foi o meu dia verde.
De manhã a Tapada das Necessidades, espaço espectacular e trepidante de problemas de situações dúbias, onde pequenas intervenções são necessárias, onde mais uma vez o poder da CML choca com outros poderes, outras tutelas.
Depois um almoço, prolongado, no Sebastião, hoje a iluminar o restaurante da Casa de Goa, com o departamento dos Espaços Verdes e Ambiente da CML e as Matas, para perceber que ideias germinam, que ideias podem germinar aqui. Parece que mais ninguém quis saber, parece que inverdades e ideias erradas sobre este potencial fantástico, e os problemas de gestão aqui, por aqui, ficaram esquecidos. Mas Cidadãos por Lisboa, ouvem, processam, sabem!
Pela tarde um espaço na cidade, ao pé da Graça, onde uma associação ecologista (Gaia) procura criar uma horta social, onde vimos os problemas, demos opinião, quem tem boca vai a Roma, e é caminhando que lá se chega.
Amanhã é outro dia, vamos começar com consumidores organizados e voltar às hortas sociais e à agricultura urbana. O tempo aperta a vida, esta pelo menos em contagem decrescente para a grande a enorme incerteza. A abstenção maciça do próximo Domingo pode alterar tudo....
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Coçada,
é coisa para a qual não tenho tido tempo. Sem parar vou saltando de um tema para outro, seguindo ideias que são-me carinas.
Aqui deixo também umas num texto corrido a vírgulas,,,,, porque na vida aparece sempre uma e um lugar.
(...)
Novas energias para Lisboa.
São precisas. Política e socialmente e também vitais.
Estas tem que ver com o campo biofísico e energético, com a capacidade de circulação e recirculação dos elementos fundamentais à estabilidade do corpo e da mente, ao bem estar psico-social.
A acupunctura é um dos métodos usados para valorizar os pólos energéticos e revitalizar. Reabilitar todo o organismo e as suas inter-relações.
Dois tópicos quero abordar, porque tenho verificado que não há, por parte de uma população saturada de “política espectáculo” , atenção a mais que os ruídos da informação e estes não reflectem o fundo do sonho e as propostas para o acordar.
1-Tem a candidatura Cidadãos por Lisboa uma proposta não utilitária para esverdear Lisboa.
Esta passa pela recuperação do espaço pontualmente e neste o desenvolvimento de agro-jardinagem com escolas e colectividades, e o projecto de articular estes espaços pontuais numa malha global que se articule em redes contínuas (Plano Verde), mesmo que intercaladas por outras formas, onde se desenvolvam novas concepções de verde, hortícolas, plantas aromáticas articuladas com práticas de agricultura biológica e de recuperação de resíduos.
2-Temos também, neste quadro energético, prevista especial atenção para a melhoria dos processos de recolha separada de resíduos e um forte investimento social na educação para uma cidadania limpa que permita o desenvolvimento de melhor recolha selectiva e melhor lógica de recuperação de resíduos e também aqui prevemos interligações com energias renováveis.
A recolha de óleos usados, para alem dos benefícios directos, pode gerar mais valias para a frota municipal, que deverá como o património municipal, especialmente os edifícios, ser auditada energeticamente e revistas situações graves em termos de saúde de espaços interiores que se verificam nestes.
O desenvolvimento e o incentivo de painéis solares (térmicos) para aquecimento de águas e climatização, e o de fotovoltaicos para produção de energia eléctrica será assim como novos sistemas de melhoria e eficiência energético tema da nossa aposta.
Pequenas coisas fazem andar o mundo. Pequenos truques, pequenas ideias, pequenos passos, pequenas intervenções.
Este será o nosso contributo. O vosso.
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Aproxima-se a milésima posta, numa altura de muito movimento, de ossos a ranger, de musculos a caimbrar, de cansaço, de amertume e esperança.
Entramos na semana decisiva para o futuro de Lisboa. E nem todos os dados estão lançados, a abstenção será imensa esse é, paralelo com a empatia com a candidatura Cidadãos por Lisboa, o dado mais significativo que desde já registo.
Tudo é possível nestas eleições atípicas, embora nem tudo possa ser expectado...
Vamos ver se se mantem a dignidade da campanha, que este fim de semana sofreu alguns rombos, com a entrada (??) do PSD na campanha, além da já tradicional ordinarice de algum eleitorado socialista, que certamente envergonhará o Ant. Costa.
Esta semana haverá rua, muita rua, e alguns efeitos.
Depois volta o tempo a perseguir o tempo.
A vida é, todavia, uma caixa, como o Bunuel tão bem nos mostrou ( ou não!), onde este (tempo) também pode ficar aprisionado, memórias e momentos...
Lisboetas só mais um esforço para serdes cidadãos!
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Campanha,
agita-se e todavia o que conta são os tempos em que paramos e ouvimos.
Uma comissão de trabalhadores, que me transportou ao passado, a tantos passados, onde as gentes também pareciam saídas desses passados, no Bairro do Padre Cruz, onde se visualiza a simplicidade de pequenas coisas e a mudança que essas podem fazer para a comunidade e se sabe de promessas vãs, lançadas ao vento (que passa...).
Ontem, sindicato de professores, onde o entendimento e diagnóstico dos problemas se intersecta com as nossas próprias reflexões e sentimentos, e onde, mais uma vez se vê como o pouco pode fazer muito, muito, e continuar,
e à noite no espaço Agora uma agradável tertúlia com o futuro e a capacidade de o construir e outra vez a verificação de erros da actual(is) gestão da CML, e da existência de ideias, soluções novas com a capacidade e os projectos desta malta, que as tem e precisa (só!) de espaço e tempo para oportunar!
Hoje, outra campanha, Nisa, que aqui vou empenhado, a empenhar-me, pela sustentabilidade (a reabilitação!) e a participação!, e onde espalhei um pouco de alma, onde está um pouco da mistura, das misturas que é este país.
Amanhã, ou depois, aqui postarei o documento escrito base do improviso (deviam ensinar alguns adultos a ler, pelo menos o que escrevem! eh, eh, eh).
Quinta-feira lá voltarei à estrada, que é este caminhar pelas coisas e pessoas, este envolvimento com ideias e as pessoas que as tem e com quem as partilhamos, é esta energia, esta energia suave e renovável desta gente que vai ganhar, ganhar Lisboa, porque essa é o nosso fundo da alma, de memórias e ilusões e o tempo em que as tínhamos, e onde as continuamos.
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Sondagens,
são instrumentos de aferição, que devem ser contextualizados. Penso que as para a próxima eleição em Lisboa são das mais difíceis, com hipótese de margens de erro inverosímeis.
Não é possível prever o efeito da abstenção ( que nas últimas em Lisboa foi de 52%!) e que arrisca a chegar a 60% ou mais e qual o efeito nos candidatos de/do poder, sobretudo no António Costa. É igualmente imponderável o efeito dos independentes, e sobretudo de Helena Roseta, que tem um discurso tranversal e coerente e ...é mulher!
As sondagens começam a aferir-se por uma lógica de correcção que pode, neste caso não ter lógica nenhuma, e que não tem casos de referência nem precedentes...
Os 11% de Helena Roseta e dos Cidadãos por Lisboa podem ser base de projecção ou mera, simples informação generalista. Os 33% de Costa são absolutamente inverosímeis (25% já era mto bom e pode nem ganhar...).
Faltam 15 dias.
Les jeux sont presque faits.
Labels: Cidadãos por Lisboa
... a doer, tem sido uma semana a doer, fim de uma tradução, ida a Coimbra e Oliveira do Hospital atrás do radon, corrida atrás do carro da limpeza da cidade, reuniões, acções de campanha, não tem havido folgas, nem tempo para outros pensamentos, e para a semana, após um fim de semana de obras, vai continuar, S.Pedro do Sul, Nisa, campanha.
Às vezes penso no tempo de ter tempo. Amanhã será a véspera...
Labels: Cidadãos por Lisboa, Nisa