
Enquanto os peticionários entretêm o Zé com flautas...
Volto ao tema das inúteis petiçoes.
Inúteis ou por mal enjorcadas (identificação incorrecta dos signatários) ou por sem qualquer sentido (por exemplo a para demitir o Presidente da Republica, que só revela a mais boçal ignorância do sistema político/constitucional, é mais uma perda de tempo para os representantes eleitos e tem como função clara o desprestígio das instituições) ou dirigidas ao órgão errado (sem enfoque e sem objectivo) e outras, tantas outras, constituindo meras feiras de vaidades e contribuindo para a desvalorização e aniquilamento do próprio instituto da petição.
Petição contra isto e contra aquilo, só porque sim, muitas vezes para evitar o processo, esse sim a dar trabalho e a não espallhar vírus e quejandos, de lobby político ou de intervençao social continuado e persistente.
Tornei-me um anti-peticionário (embora ainda assine uma ou outra por formalmente correcta e ser tema dos meus empenhos, mas sempre no limite da paciência), assim como vou caminhando (e felizmente esse instrumento é raro!)para tornar-me também susceptível ao anti-referendismo (por colocar nas mãos de um maioria de grunhos, insensíveis à lei e ao direito, seja das minorias seja tão só do outro)o que o legislador e nosso representante legitimo (mesmo que normalmente não vote por ausência de alternativa que preze, procurei de diversas formas criá-la no quadro do sistema político, e reputo que se não voto por não ter alternativa tal não diminue a representação e o seu direito... alternativas surgirão, ou não...) deve discutir e legislar.
O sistema político em que vivemos vai parecendo a casa do Boris Vian, todos os dias diminui, o seu espaço, a sua credibilidade, a sua capacidade de representar a "nação", e tal é também devido à errada utilização dos mecanismos que poderiam escorrar o prédio, hoje totalmente descredibilzados por labrostes de todos os lados.
Vamos de mal a pior...
Nota
A criação de um ambiente propício ao bloquear das liberdades públicas, do meu ponto de vista, sem partilhar de teorias da conspiração, vai-se desenvolvendo também no circular de falsas informações (ou irrelevantes) sobre fulano ou sicrano, o quanto ganha ou ganhou (normalmente motivo de dor de corno ou de cotovelo), e mentirolas e manipulações que são colocadas à mama de ingenuos e em muitos casos autênticos imbecis, em busca de um salazar.
Eu dava-lhes com ele nos rabiosques.
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