E continuo no Volfro, na Pedra do Demónio:
livro de leitura fácil e agradável, uma imersão nos costumes do tempo e no processo de novo-riquismo, articulado com o dito volfro, e as suas maldades, algumas estórias da mineração assim como um pensamento retro-religioso por trás de toda a obra.
Escapa ás lutas entre blocos pela pedra e ignora, praticamente os problemas sociais.
Mas tem matéria vasta, e remetendo para outros proceres da nossa novelística (Camilo) é a tramóia, de primeira leveza.
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É mais um livro de um grande mestre da nossa língua, cheia de momentos caros, muitos caros, e de palavras gordas, de peso.
o terminei, em edição comprada em alfarrábio, que preserva o bom português, adulterado em novas edições em acordês.
O povo no seu esplendor, intrigas e maldizeres, vigarices e golpes tudo envelopado com mão grande.
Pouco sobre o volfrâmio, todavia. Duas ou três observações e um incidente num processo de recolha do minério. E " o volfro só deu pão a meia dúzia de trtafulhas. Que houve gente que aproveitou, si, houve; olhe, só lhes serviu psara ganhar vócios e maus costumes. Como havia de dar pão uma coisa que é para matar...?!"
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