Trago aqui um dialogo, entre velhos amigos sobre questões que não têm, também, sido abordadas.....
F.- Como é que se avança para regimes vegan alargados sem uma agricultura intensiva? Para dar de comer à população mundial crescente e exigindo alimentos, de que agricultura e pecuária precisamos? Nas nossas latitudes mediterrânicas, das mundialmente mais sujeitas a secas prolongadas, vamos continuar a cultivar abacates e outras culturas altamente regadas? e a agricultura alimentar, durante quanto tempo e por que preço continuaremos a importar os mais de 80% daquilo que consumismos? Falta bom senso !!
AE.-Amigo, claro e óbvio. Mas quem defende os regimes vegan, na maioria dos casos nunca esteve no campo, nunca pastoreou ovelhas ou cabras, nunca ajudou uma vaca a parir, não sabe o que é o porco de montanheira, ignora tudo sobre a pastorícia ( O "viriato" não era um lenhador.... dizia sempre GRT) e da sua importância para a manutenção da ruralidade.
E não se ouve uma palavra sobre o regadio intensivo que nos querem, depois do desastre de Alqueva, agora enfiar no Tejo, com mais meia dúzia de barragens.
A agro-silvo-pastorícia, e aí incluída a interacção do campo e da cidade como o Gonçalo defendia, têm que ser estruturada com as culturas mediterrâneas e o sequeiro, com o gado, e tudo com uma alteração do nosso consciente e a orientação da produção, não a mais crescimento mas outra coisa.
Temos que ser radicais, claro com abertura para discussão, infelizmente o relógio continua, tic, tac, tic, tac, e hoje já só nos dão 100 segundos para a meia noite.
Um forte abraço, amigo (...)
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