Apanho de passagem um debate sobre a reforma do sistema eleitoral. Fazem-se estes debates para evitar fazer a mínima reforma e deixar o sistema político degradar-se completamente (também com os protagonistas crónicos deste não há nada a esperar). Mas estes debates pelo menos reportam-nos para a genese da democracia, podermos dar opinião e explicar porque razão não votamos, ou a caminho de uma maioria já não votamos.
Tanto quanto me apercebi a proposta de Henrique Monteiro (velho camaradex!) é parecida ao sistema alemão, com pós do que já foi usado em Itália (e por isso elegeu a Cicciolina!) da escolha preferente nas listas, mesmo no quadro da uninominalidade! esse direito é soberano.
Esse seria, sem sombra de dúvida (não estou certo de ser a proposta de H.M.) a melhor opção. E pode o Daniel Oliveira meter a viola no saco. Nunca, nunca teremos governos sem o PS ou o PSD, e como o PS não tem ninguém para se juntar à esquerda só os teremos ou eles a sós ou qualquer deles com o CDS.
Só a esquerda troglodita é incapaz de perceber que ela é o problema. E que qualquer aposta que permita renovar e aproximar os eleitos dos eleitores é positiva.
Essa esquerda pode meter a viola no saco.
A reforma do sistema político, onde estão incluídas a democratização dos partidos (o que para a tal esquerda é impensável,,, para isso tem os controleiros!) e processos de primárias publicas (como em Itália!) para escolha dos dirigentes e dos candidatos (o Staline não aceita esses processos burgueses!).
Infelizmente só o Ronaldo motiva o povo (Panteão com ele assim seja scomparso!), que o grande Eusébio já lá estará, certamente com a irmã Lúcia!
A discussão do sistema eleitoral, os processos de escolha cidadã, ficarão para as calendas. Nenhum dos partidos está interessado. E cada vez menos, menos gente está interessada neles.
Em Maio, a campanha europeia vai ser ao ritmo do futebol. Gritos, bandeiras, inutilidades, petardos, choros, choros que estão na moda, e fluídos orgâncos vários... Ideias, Europa, projectos pouco muito pouco ou mesmo, mesmo nada!
Labels: EUROPA, política, Ronaldo