É a página de abertura do meu computador...
leiu que vai estar nas notas japoneses. É mais uma consagração de uma obra excepcional!
Labels: Hokusai, Ondas
Há 35 anos tinha visitado esta estrutura de conhecimento sobre renováveis oceanicas...
onde hoje se desenvolvem simulações para vários, todos os tipos de movimento das ondas, interligados com as marés.
E até se inventam...
e
no blog:
http://carmoeatrindade.blogspot.pt/
outras novidades, escocesas...
Labels: energias renováveis, marés, Oceanos, Ondas
Já aqui devo ter publicado várias vezes a grande onda de
Katsushika Hokusai,
mas é julgo que é a primeira vez que aqui trago o meu amigo Carlos Cupeto, que está, também neste artigo do Mirante, em grande sintonia com o que penso e tenho espalhado:
"
No
balanço dos efeitos no litoral da tempestade no mar foi possível ver o ridículo
de um responsável de uma escola de surf a mostrar computadores portáteis
danificados e o caos em que ficaram as instalações da escola. Isto, obviamente,
para em seguida reivindicar o apoio do Estado. Entre outras questões mais profundas
este, ainda jovem, gestor deve pensar em mudar de profissão, não basta o surf
estar na moda.
A cena
repetiu-se por todo o país, muitas barracas (a que chamam bares, restaurantes,
escolas, etc.) foram ao ar – nada que não se soubesse que iaacontecer e que vai
voltar a acontecer - e o Estado é chamado a pagar.
(…)
Aliás, este é o drama essencial do nosso país - gasta-se o dinheiro mal.
Gasta-se dinheiro a alimentar com areia praias que há muito já nãoexistem e
depois faltam os recursos para o essencial.
É
fácil, muito fácil de compreender.
Obviamente
que o Estado é co-responsável pelocaos que é o desordenamento do litoral e deve
assumir as suas responsabilidades. Toda a gente construiu o que quis onde quis.
Todos nós pagámos e continuamos a pagar os monstruosos custos dos erros no
litoral, designadamente debaixo do argumento, que agora tanto se ouviu, do
interesse do turismo. Muitos (quase todos diria eu! nota minha) dos autarcas deram
cobertura ao crime social, económico e ambiental da construção em dunas, em
arribas, em praias, etc., e assim se ganharam eleições.
Basta
de demagogia, este é pois o momento certo, a grande oportunidade para inverter
o caminho.
Para
deixarmos, de vez, de tapar o sol com a peneira, assumir responsabilidades e
fazer uma avaliação séria do que, em cada situação, deve ser feito. Certamente
que a melhor decisão em muitas situações será nada fazer.
Sabemos
que este tipo ocorrências naturais vai ser cada vez mais frequente. Também
sabemos os
grandes
erros que cometemos no passado – o mar mostrou-o a quem fingia que não sabia –
e felizmente também sabemos fazer bem.
Por
tudo isto, não faz sentido que, à sequência de lamúria dos mais diretamente
afetados, muitos
deles
sem a menor legitimidade pela prevaricação histórica das mais elementares
regras legais e de bom senso, respondam as autoridades responsáveis com anúncio
de milhões para reconstruir.
Vamos
esperar para ver, mas um dia destes, inevitavelmente, o mar vai voltar a
mostrar onde está
a
razão.
Será
necessário uma qualquer troika dizer-nos o que deve ser feito?
Vamos
insistir na mentira até quando?
Carlos A Cupeto
"
Os tempos estão difíceis para quem pensa sobre o pensamento.
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