Fora do mundo, perdido pelas ilhas de calypso passei a semana.
Muito irei contar, em conversas a perder o sol e por aqui, ao correr do dedo.
Para já já escrevi ao secretário permanente (é assim que eles lá chamam aos ministros, na tradição anglofona que domina e se sobrepõe na polis, pese o quase arabe da língua, maltesa, e o muito italianar das falas) do primeiro ministro (tipo ministro da Presidência) sobre os bons e maus sinais que pelas ilhas se encontram.
A sustentabilidade não é um mito, nem uma pegada, é uma prática.
Comentários vários sobre este país especial, as três ilhas metade da ilha da Madeira (quando é que lhe damos a independência e nos livramos dessa?), mas melhor, muito melhor em todos os aspectos, salvo na Laurisilva... virão aqui poisar, nos próximos tempos.
Não quero deixar de mencionar a notável catedral de La Valetta e nessa, além dos tumulos dos cavaleiros, dois Caravaggio de perder a respiração e mesmo a cabeça, e os testemunhos das primeiras civilizações os notáveis, e muito descuidados quase ao abandono, templos e artefactos, esses no Museu de Arquelogia (onde quase ninguém entra!), que são os maisa impressionantes testemunhos que já vi de civilizações antigas e dos seus cultos telúricos que tive ocasião de ver e sentir.
E a magnifica gastronomia mediterrânea, as notáveis frutas (melões e seus congeneres, tomates, "ananazes") além das hortícolas. Também o excelente queijo de cabra com pimenta e os vinhos, que foram uma descoberta assim como os licores, nomeadamente o de cacto.
A proximidade da Sicilia desenvolveu notáveis massas e fantasticas pizzas, tudo a jogar com muita, muita mediterraneadade.
Lembrei por St. Julian, o Manduca, companheiro de muitas lutas que por aqui mantém o espírito e teria gostado da carta que enviei às autoridades políticas locais.
Notáveis as estruturas urbanas e arquitectónicas (já a serem devassadas por tonterias como o Hilton) e soberba a cidade do silêncio Mdina, assim como os nichos de artesanato de que merecem menção as notáveis "loiças" e os magníficos "vidros", sendo que os alinhavados, o trabalho da filigrana ou da pedra valem referência pelo que nos aproxima, os aproxima das nossas tradições.
As festividades religiosas, de um povo onde cada lugar é evidenciado por uma...catedral... e onde vamos encontrar a 3ª maior copula do mundo (a seguir ao Vaticano e a Santa Sófia) numa...aldeia..., são invejáveis, tanto quanto as saias-camisa que mostram pernas exuberantes são de cortar a respiração a qualquer cristão, virgem maria, madonna mia.
No caminho para Gozo a miragem da Lagoa azul enchem o sonho e nesta ilha o tempo para, na camioneta que data dos anos 30 do século passado e na calma que os ilhéus imprimem à vida.
Voltarei.
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