Um livro sobre a construção de mitos, de relações com ídolos, seja neste caso a Senhora, que assume muitas e diferentes formas, mas que só existe como personagem a partir do século V e só é sempre virgem a partir do século XIX.
Um livro muito simpático, sob a tutela do grande mestre Moisés Espírito Santo e com um notável trabalho de campo da minha amiga Zézinha (José Justino)
a leio na versão castelhana, dado estar esgotada ao que julgo a em português.
De muito interesse, e tal é relevado, também, nas conclusões, o papel da ritualização política nas loas, que lhe dão um conteúdo conservador e anti-liberal muito ao revés da religião popular encarnada noutras loas não sujeitas a essa lógica. E de ressaltar o momento zen que é o texto final de Moisés Espírito Santo.
Hoje, num mundo a mergulhar na descrença e na ilusão dessa, um livro que deveria ser comentado, para determinar a formação do pensamento da massa e a hegemonia que o faz.
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