O Festival Islâmico de Mértola tem vários aspectos relevantes, todos a merecerem elogios e críticas.
Desde logo o souk. Já teve melhores anos. Acho errado autorizarem barracas que não têm, nem puxando pela cabeça, nada que ver com o tema islâmico, admito o caso das nossas louças regionais, mas outras não têm nenhum sentido neste souk.
Deveriam ser impostas regras estritas para revitalizar este souk e integrá-lo numa lógica islâmica., Mas já vi muito piores (recordo por exemplo o de Marvão, miserável!) Bom, mas a precisar melhorar.
outro aspecto onde devia haver regras e melhorias, embora tenha que dizer que comemos de primeira é na alimentação. Mais pratos islâmicos nos restaurantes, e vigilância e também na zona da "balda":acima couscous com muxama.
e aqui espetada com couscous e salada, também de primeira.
Mas tem que haver mais, muito mais.
Igualmente registo sessões de danças e músicas e debates com muito interesse. Mas têm que ser melhor enquadrados e agilizados.
Um Festival com história que não perde o passado, vamos ver o futuro....
Labels: Festival Islâmico, Gastronomia, Mertola
Mértola é um local fora deste mundo.
tudo parece ter sido feito por obra de homens que se continuam na história como o curso do rio, o castelo e a vila, a mesquita e a igreja, que se sobrepõem no tempo e no espaço.
Nos 4 dias do Festival Islâmico recuperado da pandemia, com um figurino diferente do Souk ( muito melhor!) onde um grupo berbere animava as ruas:
a animação foi constante.Os espectaculos
em cima Eduardo Paniagua e &
e em baixo, o notável, pela qualidade dos músicos e bailarinas Vahdat Ensemble
mas um Festival, que se bem que tenham sido mais convivial que anteriores, com menos multidões e a habitual bonomia, que o espírito islâmico faz transbordar tem que corrigir elementos centrais que se não o fizer seguirá o caminho que vinha a percorrer, ou seja perder a valência socio-cultural e as tradições que dessa resultam. A massificação e o domínio do cifrão levam estes festivais à perdição, como tem acontecido com as inúmeras imitações que vão pululando por aí e de que fenómeno do espelho revertido este festival se vinha transformando.
Desde logo há que restringir a participação a entidades comerciais que não tem nada a ver com a lógica socio-cultural na base do festival, ver vendedores de banha da cobra, misturados com genuínos islamitas, de diversas proveniências, sobretudo quando vendem produtos que só remotamente tem algo a ver com as tradições sociais e produtivas desse passado que é recuperado em espírito e bens.
( Ex: os Tubarões vendiam kebab de picanha!!! e via-se quinquilharia sem sentido)
Assim como ter um, número muito reduzido de eventos de carácter cultural e assim também as músicas e os músicos, salvo talvez os dois grupos acima, não tem nada, mas mesmo nada a ver com as musicalidades que nos vem do Sul (género abanar o capacete).
O convívio foi excelente, mas também faz falta maior apoio à gastronomia que aparece como enfeite, salvo um ou outro caso.
e não posso deixar sem registo a degradação imensa a que está votado o centro histórico, com dezenas de casas abandonadas e muitas a cair, sejam antigos solares, sejam casas populares que deveriam ser objecto de uma intervenção global, que também incentivasse lógicas de regeneração urbana e novas energias.Labels: Festival Islâmico, Mertola
Estamos de partida para:
https://www.festivalislamicodemertola.com/
onde se renova este Festival que é um momento de continuidade, de revelação, de confrontos de ideias e de artes que destas são oriundas, no tempo e no espaço.
Iremos mergulhar nos sons e cheiros, recriados de outros momentos, de outras vivências, e com o cheiro do futuro iremos renovar as amizades.
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