Só hoje pode ver o filme #A Flor do Deserto#, de Sherry Hormam, que retrata a vida de Waris Dirie.
O filme do ponto de vista cinematrográfico é muito bom e do ponto de vista do tema #Cutting the Rose# é arrasador.
A remoção do clítoris, articulado ou não com outras práticas com vista a retirar todo o prazer (pecaminoso...) ás mulheres é um acto da maior barbárie, é absolutamente inaceitável e não merece quaisquer tréguas nem descanso no combate.
Já aqui relatei discussão feia que tive com a embaixadora de S.Tomé que defendeu num colóquio essa prática, que ela apelidou de tradição cultural.
Pois não é nem tradição nem é minimamente cultural.
É um acto que tem que ver com lógicas de dominação masculina (portanto não é uma existência histórica, logo não é tradição) e não é cultura porque esta tem uma fronteira clara que é o respeito dos direitos humanos. Nunca práticas de aviltamento do ser humano se inseriram em códigos rituais.
A senhora ainda recebeu o apoio, diplomático, de um dos presentes mas saíu envergonhada da sessão.
Ainda recentemente numa lista de discussão de ambiente (AMBIO) foram os apreciadores de toiros, e das actividades relacionadas com o seu culto e manutenção, comparados aos defensores deste barbarismo.
Há gente cuja ignorância e boçalidade não tem limites.
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