Numa altura em que se assiste ao esclerosamento organizativo, ideológico e social do BE, que retrocede aos tempos da UDP (não me admiraria que o deputado do BE nas proximas eleições fosse como independente nas listas do PCP) é surrealista ler um artigo, do, por vezes brilhante mas desde logo não hoje, Francisco Louçã... sobre as primárias... nos partidos.
Certamente por estas prescindirem de controleiros e de lógicas estalino/troskistas e por permitirem que todos tomem posição (até contra os chefes "controlados", tipo actores de teatro), utilizando os argumentos mais demagógicos, falsos e rascas, muito rascas, em vez de se pronunciar sobre o fim do BE ou sobre o pensamento nulo deste na estratégia e alternativa. em vez de reconhecer os erros e dar abertura para a mudança ( que julgo impossível!) deste, pois o Francisco, assumindo o seu poder de cátedra e predicando aos peixes, já desaparecidos, brama contra as primárias.
Talvez por saber que os Verdes, os Socialistas, os Liberais e em breve todo o espectro político, que quer salvar a participação e a democracia política optam por novos metodos e formas de equacionar a representação.
Mas o BE e o PCP são ungidos, não precisam de democracia....
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