Escrevi recentemente que defendo, e defendi mais, os direitos, também das mulheres que muitas muitas mulheres.
Desde a questão da mutilação genital feminina, onde até tive que enfrentar uma senhora ministra de S.Tomé e Príncipe que defendia essa barbárie, até ás questões ligadas ao direito à identidade e contra a burka e o hijad, sem contar com, e aí enfrentei muitas muitas mulheres que eram contra os seus direitos, a contracepção e a interrupção voluntária da gravidez.
Tenho lutado, desde há muitos, muitos anos pelos direitos todos, também das mulheres e sigo aquilo que Simone de Beauvoir dizia, género não é sexo, e no quadro da defesa dos direitos dos homossexuais e outras identidades sexuais isso é óbvio. Sou homem sexualmente mas feminista ideologicamente e em termos de políticas de género.
Mas algumas mulheres acharam que a defesa da igualdade * era a defesa da paridade e articulada com essa a defesa do anti-capitalismo (outro disparate, dado que a economia de mercado tem que ter lógicas de acumulação e o que interessa é defender políticas sociais e de impostos adequadas no quadro desse, sem mercado só há ditadura, seja do Maduro, seja do Putin, seja do Xi, seja do Duterte, e outros países de mercado imperfeito). Lamentavelmente o MIA foi cooptado por uma tendência, não tendo nada contra o trabalho conjunto com sectores políticos extremistas, desde que não sob o seu controle..., e um só grupo (grupo esse Ecologistas en Accion, absolutamente estimável, desde logo não fiquem duvidas**). E se bem que em Portugal tenhamos denunciado essa situação, se bem que a nossa reunião, a última, até tenhamos produzido propostas interessantes que poderiam dar a volta a esta situação... nada foi feito, é certo que também com culpas nossas.
Hoje, grupos inexistentes e que não representam senão os próprios continuam a alimentar a ficção, seja a chamada FEAN, seja o que de facto já não é MIA mas, o MEA ( e peço desculpa pelo facto de tal palavra significar também urina, mas é um facto!) e mesmo assim só de um grupo e um grupito desse, os Anti-capi.
Mantendo a estima e amizade por todos os protagonistas, mesmo desses erros por má fortuna e amor ardente, que participam no movimento, que agora já nem tem canal de expressão e circulação de informação, ou seja temos que começar do zero, sendo que entretanto o mundo não pára e as centrais irão (inche Allah) fechando, mas mantendo a amizade não podemos compaginar-nos com golpes e golpaças.
Hoje os objectivos do movimento deveriam ser revistos, a articulação institucional e operativa devia ser analisada, a candidatura de Paco Castejon ao C.S.N. (á administração!) deveria ser o objectivo central e recuperar a transparência e a racionalidade com novas linguagens seria de todo fundamental.
Voltarei a estes temas, depois deste desabafo.
* e hoje temos mais uma" surpresa", bem pregas frei tomás...
https://www.nytimes.com/2018/08/19/us/asia-argento-assault-jimmy-bennett.html
** nenhum dos chamados grandes grupos em Espanha alguma vez se articulou com o MIA, o que deve também fazer-nos pensar...
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