É com algum constrangimento, eu um iberista e europeísta que leio este novo Tratado:
que não diz nada de concreto, a não ser alguns àpartes, errados de resto, como a PAC e a Convenção de Albufeira, que devem ser totalmente revistas e aqui ficam anquilosadas, e não avança no que deve ser uma maior integração das nossas sociedades, sendo que a raia, como aqui sabemos, há muito que é ilusão.
Sobre a ferrovia, que aparece com a mesma dignidade das estradas, é um ver navios, que também não existem numa lógica de articulação dos portos ibéricos.
Foi um reunião de mais bla, bla, e para as fotografias, de governos em crise e sem ousadia.
Vivemos como dizia hoje a um querido amigo tempos de Mad Max e nem sequer temos Ulysses a resistir às sereias....
Ainda temos o tinto da talha, embora não enterrado como na Geórgia.
Agora que é altura da água pé irei à Adega Velha, no dia 11 dia de S.Martinho, para que a convivialidade em volta de um cozido de grão, umas castanhas, e um cante a romper dos pés, seja um dos momentos de resistência do espírito, que continua a tentar chegar a Itaca.
no Tal&Qual, no velho, protagonizei muitas páginas e foi um machado afiado contra interesses, da nuclear à eucaliptação. O regresso, com parte da antiga equipa, tem momentos, como esse acima, que me encheu.
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