As Mulheres do meu Pai,
acabei, após um inicio difícil, a velocidade de cruzeiro.
Não é o melhor do meu querido amigo Agualusa, mas lê-se com agrado. Nota-se alguma preguiça e ares por aqui e ali diletantes, e muita lógica de conto, o que torna o livro nalguns segmentos de complicada leitura.
A história é bem achada mas os personagens, por vezes perdidos, muitos sem densidade e outros sem conteúdo.
Tem aqui e ali alguns requintes, mas também aqui e ali algumas desnecessidades.
Faltou, e isso é absolutamente claro e a grande responsabilidade do menor virtuosismo deste romance(?), editor, alguém que acompanha-se a trama e sugeri-se alterações, aprofundamentos ou reescritas.
As mudanças da D. Quixote podem ser disso responsáveis... ou talvez algum nonchalantismo tenha tornado menos poderosos uma trama, algumas identificações e tempos, do que poderia ser outro grande ROMANCE!
Dito isto, como a mesma sinceridade e amizade de sempre tenho que dizer que temos aqui matéria.prima, trabalho e investigação no caminho de um grande romancista/contista.
Mas para estas "Mulheres do meu Pai" faltou aquilo que faz o gemer e o caminho do nirvana, mais transpiração e outra edição.
Por uma história que me encheu com gosto estes dias e por tudo um abraço ao Zedu.
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