uma garrafa de vinho velho, certamente se fosse para consumir ou de alta qualidade ou imprestável, e, embora não seja apreciador de Porto, certamente no 1º caso não deixarei de apreciar o néctar.
O Douro vinhateiro é, também, assim. Ou de alta qualidade ou aqui e ali imprestável.
De alta qualidade as estruturas em socalcos que justificam um dos nossos melhores frutos e videiras expectantes da floração que acontecerá na Primavera, onde agora, aqui e ali equipas limpam e preparam as estruturas para mais uma campanha.
Mau, muito mau é o urbanismo à pato bravo que tomou conta das terras, das vilas, aldeias e cidades (a Régua é um pavor!), que destrói o potencial único que estas também poderiam ter se adequadamente geridas, assim como inacreditáveis construções que degradam a paisagem por aqui e ali.
Bom muito bom os aproveitamentos das quintas para promoção do produto, do espaço e do lazer e estar, além da gastronomia.
Estive na Quinta Vale Abraão, transformada em
http://www.aquapurahotels.com/hotel-overview.html,
excepcional espaço (embora fosse dispensável e sugiro demolição de uns horrores do piorio construidos sobre o rio...) para usufruto do tempo e do passar deste.
Gerido com simpatia, com um acolhimento caloroso e colaboradores, com fardas do melhor que tenho visto, de grande profissionalismo e simpatia, e não quero deixar de referir a excepcional cozinha, que visitámos a convite do chefe Paulo Matos, a quem profecio futuro, também, nas estrelas, que presente já tem nos magníficos empratamentos que tivemos ocasião de apreciar em extase.
Um spa de grande cuidado e competência, que ainda hoje sinto, e um espaço onde o novo se articula adequadamente com o clássico (tirando o monstro acima referido!), seja nos jardins romanticos, seja nas estruturas da casa mãe.
Uns dias em que o sonho viveu.
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