insignificante
A manhã nasceu inspiradora e logo leio um excelente artigo do meu estimado amigo Aníbal Fernandes, que na linha do que temos vindo a modelar, não poupa nas palavras mas na boa energia!
https://www.publico.pt/2018/07/09/economia/opiniao/em-defesa-das-energias-renovaveis-basta-de-populismo-1837082Labels: energias renováveis, nuclear, sustentabilidade
O Côa:
onde ganhámos uma importante batalha ambiental e cultural.
Hoje, embora me agradasse mais o projecto do Arq. Maia, que tem juz de exibição no Museu este:
não deslustra, e tem muita qualidade no seu interior...
http://www.arte-coa.pt
esta uma das muitas imagens interactivas, e de excelente contéudo e qualidade!
E o rio continua a correr...
Labels: Barragens, Côa, museu, sustentabilidade
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Minas Ibéricas de Urânio: um perigo para o ambiente e um risco para as
populações
Tem uma longa estória a luta contra a mineração de urânio no nosso
país. Ainda nos anos 70 do século passado grupos ecologistas, com 1ªs páginas
de jornais denunciavam os riscos para a terra e as populações, assim como é
óbvio para os trabalhadores dessas, das minas da Urgeiriça.
Desde o seu encerramento um forte movimento de ex-trabalhadores, com a
presença relevante e incansável de António Minhoto, tem lutado continuamente
pelo ressarcimento e direitos desses e suas famílias assim com a reabilitação
destas terras devastadas.
Em Nisa, desde o final dos anos 80 que a tentativa de abrir um
estaleiro tem esbarrado com a população local, grupos ecologistas e também o
apoio solidário do movimento dos ex-mineiros da Urgeiriça.
O urânio é uma das pontas destapadas do ciclo de ruína e degradação da
nuclear, que hoje aqui ao lado em Almaraz nos coloca, cada dia que passa em
maior risco.
O nosso Ministro do Ambiente está, todavia, descansado.
E também está descansado ou desinformado sobre o projecto de abertura
de uma zona de mineração de urânio em
Salamanca, Retortlillo, a poucos Kms de Portugal.
Um projecto rodeado de fumos de corrupção, envolvendo um ex alto
funcionário (do então Ministro da Agricultura e
actual comissário da Energia Arias Cañete), que assessorou a empresa
titular a Berkeley perante a Comissão Europeia que deu um parecer
favorável a este. Conhecemos casos
destes...muitos...
Pois a Audiência Nacional (
Procuradoria)vai estudar a legalidade do licenciamento, dado que sendo uma
instalação nuclear de 1ª ( nela será feito o enriquecimento) deve ser o licenciamento feito pela autoridade do
Estado e com uma declaração de impacto ambiental!
E para essa, para o estudo, deve ser tida em conta a posição e o
envolvimento do Estado português, seja porque a emissão de rádio-isotopos não
conhece fronteiras, seja pela possível contaminação dos friáticos desta zona.
Andará o nosso ministro desinformado ou continua com a mesma confiança
que também tem em relação a Almaraz?
Dia 11 de Junho em Cáceres este será também um dos temas em discussão.
Fechar Almaraz, pôr fim ao ciclo nuclear, defender a sustentabilidade e
o ambiente!
Labels: Almaraz, nuclear, sustentabilidade, Urânio
Acentua-se a derriva fundamentalista e reaccionária da que já foi uma organização de referência na área do ambiente nacional. A Quercus.
Não vou comentar o processo de afastamento de toda a velha guarda, que até poderia ter sido feito num quadro de rejuvenescimento orgânico e geracional, mas não foi, mas sim num quadro aparelhístico e manutenção de lógicas de prebentismo.
Mas depois de a nova direcção ter como 1º comunicado tomado posição contra as eólicas (em Novembro)... e depois de ter saudado o acordo de Paris (in-acordo, de facto, sem medidas ou propostas e só com proposituras...e política...), em contradição com as suas novas posições anti-renováveis ... ontem vemos um C.I. em que manifestam o regozijo com o absurdo chumbo pelo Secretário de Estado do projecto de um parque eólico em Torre de Moncorvo. Chumbo em que deu razão à DIA, que ainda desconheço.
Julgo que independentemente dessa o que alguém responsável deveria ter feito, no quadro do que é um excelente Estudo de Impacte Ambiental, seria propor ainda algumas condicionantes e nesse quadro dar luz verde ao projecto.
Jugo que ainda se irá a tempo, no quadro do recurso para o sr. Ministro, que penso poderá alterar esta posição, que me dizem ter sido, também ela, impulsionado por fundamentalismos dos serviços do ICNF.
Veremos os próximos episódios. O que hoje é óbvio é que é imperioso construir uma nova organização de ambiente, que faça uma política objectiva de promoção da sustentabilidade.
Labels: energias renováveis, eólicas, sustentabilidade
Documentários excelentes, recomendo desde já o sobre a Islândia, cheio de geotermia, o da Madeira, com as suas levadas, e o do Hierro, próxima visita, que hoje é considerada uma smart island, com toda a lógica de sustentabilidade:
http://future.arte.tv/fr/les-iles-du-futur-la-serie-documentaire
Chegou o tempo de leituras e de vídeos. Estes para já!
Labels: docs, energia, sustentabilidade
Amanhã:
e 2ª, às 14 horas:
Labels: sustentabilidade
Hoje estive no:
onde revi muitos velhos amigos, reencontrei habituais e ouvi alta qualidade de exposições.
Falarei sobre este oportunamente...
Labels: sustentabilidade
Nisa sustentada
Nisa tem várias valências de desenvolvimento estratégico, sustentado e envolvendo as pessoas, recuperando a memoria para um futuro saudável. Tem diversos pólos em torno dos quais pode construir futuro.
A terra, as suas potencialidades e as gentes.
O termalismo, em relançamento, o ecoturismo, turismo de natureza, e inúmeros percursos que invadem o território, tem as minas únicas de pedra rolada do conhal, aldeias com história e memorias, a Amieira e o seu entorno, Alpalhão e as suas bienais de granito, registos dos tempos judeus, muçulmanos, templários, e nomes e sotaques cátaros por todo o lado.
Os tradicionais alinhavados, rendas de bilros com desenhos originais, o queijo afamado,
E aqui e ali vão-se desenvolvendo núcleos categorizados de agricultura e pecuária certificada, biológica.
Nisa tem potencial, muito património a revitalizar, necessidade de recuperar zonas florestais degradadas, de ganhar a barragem do Fratel para uso lúdico, de estabelecer parcerias e inventar formas de recuperar e reocupar as aldeias históricas onde gente ainda fala com o tal acento do sul de França, como que a confirmar a memória de outros tempos.
Paira sobre tudo isto um risco, um risco que nos dias que correm é imenso porque é real e é imaginado e esse é sem dimensão afecta o mais fundo das pessoas, um risco que pode pôr tudo isto em causa. Que não dará emprego local, que gerará mais valias para poucos e para outros.
A exploração de uma jazida de urânio, estimada em 8.000 toneladas implicará uma enorme deslocação de terras, implicará um enorme aumento dos gases radioactivos, de poeiras e terá que levar a aterros e escombreiras muitas, a dois quilómetros da sede do concelho, a dois quilómetros.
Conhecendo nós o que se passou noutros locais onde este processo industrial foi desenvolvido, sabendo das consequências para as terras e o impacto, hoje público na saúde das populações, e não só nos mineiros, sabendo as repercussões negativas em termos de imagem, em termos de opinião, que tudo o que seja contaminante radioactivo, como, como é possível que se venha a desenvolver, contra a terra, contra o ambiente e contra a sustentabilidade este projecto?
Um projecto com uma estimativa de vida de 6 a 8 anos, onde as consquências se arrastarão por muitas décadas e com ela o futuro, o futuro do termalismo e do turismo de natureza, o desenvolvimento do artesanato e a recuperação do património.
A economia hoje, no século XXI tem que ter em conta novos paradigmas, novas lógicas que integrem as pessoas, o território e a imagem deste que é com interactividade dos tempos de comunicação central.
Olhe o governo para o eixo de urânio com centralidade na Urgeiriça, invista na recuperação de solos, no encerro de escombreiras, no isolamento de águas contaminadas, na monitorização das populações, como é recomendado por relatórios e no apoio devido, seja em termos de retribuições, seja em termos de cuidados de saúde regulares, aos antigos trabalhadores dessas instalações, e no apoio aos familiares de tantos que morreram.
Invista o governo e a empresa que ficou com a administração do espaço da antiga Empresa Nacional de Urânio nessa função, nessa actividade que é de direito, de responsabilidade solidária, face à irresponsabilidade que marcou a extracção do urânio sem controle efectivo, nem respeitando o seu perigo, invistam aí recursos, porque só assim se dignificam.
O urânio de Nisa é a espada de Democles sobre a vida e a sustentabilidade do concelho.
Nenhum governo pode dar cobertura ao espirrar ocasional de um minério no mercado internacional e trocar umas mais valias, eventualmente provisórias, pelo aniquilar das hipóteses de vida e desenvolvimento sustentado de uma terra, de uma terra e das suas gentes.
O urânio em Nisa deve ficar onde está, a bem da terra, das suas gentes e de um desenvolvimento sustentado.
Hoje é Nisa, fabuloso concelho que tenho percorrido de lés a lés o tema desta posta, sobre ele tenho reflectido, descoberto os caminhos. Sobre ele continuarei a estar atento.
Não quero deixar de referir que a actual Presidente de Câmara, Gabriela Tsukamoto, é uma mais valia significativa do concelho, pela dinamica e capacidade que tem vindo a imprimir à gestão deste.
O Futuro é sempre um risco. Aqui com diversas sinergias a gerar energias será certamente, sustentado.
Os senhores da gadanha ainda não viram o que pode a força de uma ideia de desenvolvimento e a participação popular neste!
Labels: Nisa, sustentabilidade, Urânio