É já mais logo...
DOCS EM PASSAGEM
o país que fica
Num momento fulcral para o nosso futuro colectivo vão-se realizar, enquadrados por documentários importantes, debates sobre os temas que infelizmente irão estar arredados da discussão politica, e que são essenciais para determinar as linhas de rumo nacionais.
Este ciclo começou com um debate sobre energia,
e prossegue com uma sessão que será animada pela Arquitecta Helena Roseta, referência fundamental da cidadania e dos processos de participação, e também da intervenção politica para resolver os problemas da habitação, em quadros de qualificação do edificado e re-habilitação das vivências sociais.
Anunciado estava o Arquitecto Alexandre Alves Costa, que por motivos de saúde não poderá estar presente.
Este é um tema central da nossa sociedade e deveria ter um papel de relevo na discussão politica e não ser atirado para debaixo do tapete...
Ciclo Cinema / Debate
Com António Eloy (moderador), realizadores e convidados
Fábrica do Braço de Prata | Lisboa
às QUINTAS – 21.horas
28 Abril | 5 Maio | 12 Maio | 19 Maio | 26 Maio
5 Maio | 21 horas
“Paredes Meias”, de Pedro Mesquita
“Poder Viver e Habitar em Segurança”, de Carlos Braga
Debate: Habitação e bairros sociais
Helena Roseta
A anteceder os restantes filmes/documentários (programa anexo)
emitiremos referências dos mesmos, temas e participantes.
Co-Produção
Fábrica do Braço de Prata | Cooperativa POST
www.postcoop.org | info@postcoop.org
Labels: docs, Helena Roseta
Há algum tempo escrevi este texto, que não tendo encontrado eco de publicação e estando a ser discutido em vários locais e com várias pessoas aqui hoje trago, antes de férias....
Um programa para salvar Lisboa, Uma ideia para a cidadania
No âmbito do meu apoio a Helena Roseta e aos CPLs no desenvolvimento da sua acção política na C.M.L. e no quadro de um percurso em que colaborei com alguns dos mais notáveis expoentes cívicos e políticos da cidadania e do ambiente, num momento de vários impasses, que resultam alguns deles de uma proposta política que fiz no inicio do ano não se ter concretado (um partido não partido para dar voz a listas sustentadas de cidadania, provisório e perene), venho lançar algumas ideias que do meu ponto de vista deveriam ser a base para pensar uma nova, outra cidadania e encontrar para essa os pontos de articulação para construir o futuro.
Deixo-as aqui em embrião , certo que não são senão um mantra para o pensamento e um estímulo para quem se quiser empenhar na sua implementação.
Se bem que pensadas para Lisboa são, em muitos dos casos uma boa base para fazer cidade, para construir cidadania.
Outras haverá. Com mais espaço e tempo poderão crescer.
Questões, tópicos para construir Cidadania
I- Desenvolver uma ideia de cidade/espaço.
É necessário sairmos da ideia, da lógica da cidade função e caminharmos para a cidade fruição. Entender esta como espaço de vida e de prazeres, de estar e ser. Uma ideia para a cidade, para as cidades tem que passar pelo empenho e a proximidade, e isso já é uma alteração de paradigma
II- Pensar uma ruptura no discurso urbano, baseada na reabilitação, reocupação, reestruturação. reciclagem, rehabitação, recuperação, revitalização, reapropriação, recirculação, revisitação do espaço e da forma de fazer cidade.
Entender que as cidades, os concelhos tem um passado e que é mais no nosso re-olhar para esse que antecipamos o futuro, nestes momentos de crise cívica e económica é aí que devemos re-criar sentidos de acção.
III- Alterar as relações e os paradigmas de relacionamento da cidade com a AML e o governo, procurando uma lógica de sinergias e articulação global.
Não é difícil perceber que não existe nenhum lógica global e articulada entre os vários poderes que fazem a cidade. E há que por fim a isso. Já. Ou a cidade acaba.
IV- Investir nos instrumentos de participação, orçamento, discussão publica, agenda 21, descentralização administrativa (numa lógica de reformulação das actuais freguesias).
Alterar as lógicas de participação, clarificar e ter como imperativo procedimentos claros e transparentes, re-vitalizar a polis.
V- Implementar um programa na lógica de desenho em construção, e reconstruir o PDM nessa orientação a partir de uma cor central (verde) com traços gerais de sombra.
Não é possível ignorar as alterações globais na forma de desenvolver a cidade, e continuar a desenvolver os modelos de planeamento ignorando a estrutura geológica, os eixos edáficos, a morfologia e os ventos. Não é possível continuarmos a fazer os PDMs como se o mundo tivesse parado.
E no Curto prazo, em Lisboa é necessário dar voz à:
I- Suspensão das grandes obras e inviabilizar a sua celeridade (aeroporto, TGV, Terceira Travessia do Tejo, Novo Terminal portuário e obras anexas), que foram, conforme denunciámos durante este mandato todas, TODAS ELAS, orientadas, estruturadas por imperativos políticos, articulados com interesses financeiros identificados, ao arrepio de lógicas de prospectiva e visão de futuro.
Elefantes brancos condenados num mundo em mudança.
II- Investir na re-habilitação urbana, compreendendo o investimento sócio-ambiental, e energético como prioritário e central
Só neste ponto se pode ter como certo que se pode dar a viragem fundamental na economia, gerir com lógica de proximidade e estabelecer pontes para um equilíbrio cívico e uma melhor vivência social
III- Alterar em conjugação com os agentes desse o sistema de transporte público urbano e as ligações na área da AML
Claro que não havendo interligação destes o que temos actualmente é a politica do avulsismo, onde a Carris não se articula com o Metro, este se sobrepõe á CP e os privados ignoram tudo, Desmintam-me por favor
IV- Recuperar a ligação ao Rio e articulação desse com a Estrutura Ecológica da cidade
Este é todo um programa que desde à muito acarinho com a inspiração do Prof. Gonçalo Ribeiro Telles e tantos outros que não se pode perder entre hortas isoladas e quiosques avulsos e intervenções pontuais, mas que se deve articular em centralidades fundamentais e continuums espaciais
V- Dar particular atenção aos graves problemas sociais da cidade.
E mais nada. Porque o bem estar social e a felicidade individual são a base da cidadania.
Labels: CPL, Helena Roseta, Lisboa
1000
Chega hoje a milésima posta, quando está a chegar ao fim uma campanha espectacular, superdivertida, cheia de gente bacana, e ideias especiais.
Ontem até dançámos mornas. E passámos por um concerto cheio de sons e de vibrações.
Hoje foi o meu dia verde.
De manhã a Tapada das Necessidades, espaço espectacular e trepidante de problemas de situações dúbias, onde pequenas intervenções são necessárias, onde mais uma vez o poder da CML choca com outros poderes, outras tutelas.
Depois um almoço, prolongado, no Sebastião, hoje a iluminar o restaurante da Casa de Goa, com o departamento dos Espaços Verdes e Ambiente da CML e as Matas, para perceber que ideias germinam, que ideias podem germinar aqui. Parece que mais ninguém quis saber, parece que inverdades e ideias erradas sobre este potencial fantástico, e os problemas de gestão aqui, por aqui, ficaram esquecidos. Mas Cidadãos por Lisboa, ouvem, processam, sabem!
Pela tarde um espaço na cidade, ao pé da Graça, onde uma associação ecologista (Gaia) procura criar uma horta social, onde vimos os problemas, demos opinião, quem tem boca vai a Roma, e é caminhando que lá se chega.
Amanhã é outro dia, vamos começar com consumidores organizados e voltar às hortas sociais e à agricultura urbana. O tempo aperta a vida, esta pelo menos em contagem decrescente para a grande a enorme incerteza. A abstenção maciça do próximo Domingo pode alterar tudo....
Labels: Cidadãos por Lisboa, Helena Roseta