insignificante
Thursday, February 25, 2016
 
                                                   a
                                                                                                                nos beirais

       o
na toca   

                                                                                    o







espreita!

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Estão no meu programa para o próximo ano, senão antes:
e depois de ter lido o já aqui referido livro:
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#Coup de théâtre à São Tomé# Jean-Yves Loude,
na linha dos outros dele, o excepcional sobre Cabo Verde e também sobre Lisboa Negra, este é uma exploração meticulosa sobre as ilhas, o seu passado colonial e a suas, as suas populações e formas de estar.
Articulado com # O Outro Lado da Ilha#, aqui em posta anterior, dá-nos um quadro de enorme qualidade sobre as ilhas.

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Wednesday, February 24, 2016
 
Antecipando uns dias em:
e mais em:
                                                  atenção esta é um décimo de Tenerife!
enquanto selecciono leituras e mapas... leio mais um livro sobre termas, balneários, que são terrenos férteis para livros policiais, espaços fechados no entorno das águas...
Livro para um público mais jovem, mas com todo o entorno de um spa de luxo e peripécias bem engendradas.

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Tuesday, February 23, 2016
 
Em preparação para uma apresentação sobre termas, além dos clássicos de Thomas Mann, superiormente cineado por Luchino Visconti e o  Último Ano em Marienbad, de Alain Robbe-Grillet, realizado por Alain Resnais, entre noutros livros, romances, narrativas, policiais sobre balneários.
Este é uma curiosa descrição do tempo social e de "sociate" deste no início do século XX.
Encontrarei mtéria para reflexão e animação da tertúlia.


















Estes eram frequentados (tirando as termas populares) por élites sociais que neles se viam e faziam, ver, a autora teve um aborto acidental em Bad Worishofen, circunstância que é base deste livro.

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Ontem fiz contas por alto, ao arrumar os livros lidos neste último mês, 14/15, mais 5 ou 6 revistas "cultas" e talvez 20 jornais (só o El Pais!), fazem o lote de leituras, além de uns relatórios e outros documentos.
Uns meses mais, outros menos a média deve aproximar-se dos 200 ano, alguns com 400/600 páginas ( e até 1000!), maioritariamente espanhóis e em seguida franceses, ingleses técnicos também bastantes e poucos portugueses, quando escritos na língua em que aprendi!
O espaço em casa já desborda, pese algumas ofertas à Biblioteca de Barrancos.
Li ontem à noite este soberdo número Dossier de l'Art:
Bosch era um génio!
Escolho 3/4 de calhamaços para viagem próxima e ainda tenho tempo para preparar alguns novos projectos sobre energia e ambiente.
700 Kms... vamos ver se o pescoço se mantêm...

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Monday, February 22, 2016
 
Mais uma ida ao fisioterapeuta e uma leitura de um engraçado livrinho, 20 páginas, de Ortega y Gasset sobre a saudade, ou melhor notas para um livro, uma reflexão filosófica generalista sobre esse elemento da identidade nacional, jogada por ele em contraponto à descoberta. A saudade é sempre a descoberta em nós do que já foi, paisagem humana ou não, ou poderá ser.
o livro é uma edição bilingue.

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Sunday, February 21, 2016
 
Dois aforismos de hoje:
um atribuido a Umberto Eco:
"A língua da Europa é a tradução".
Outro apócrifo:
"O espírito (a alma?) é contracção do espaço/tempo".
E ainda:
"Amanhã espero dar volta ao pescoço..."
E um burrinho!

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Ainda com o pescoço entre-talas passei uma noite já com descanso (6 horas seguidas!) e hoje fui ver um filme daqueles como "antigamente". Delícia.
no fim morrem todos, mas os capítulos fazem as três horas não passarem e a sucessão de acontecimentos, alguns inesperados, são excelentes. Com música do fabuloso Ennio Morricone, faz lembrar os velhos westerns, com a dinâmica do Tarantino. Até esqueci o pescoço...

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Em memória de Umberto Eco:
a Europa e a cultura porque lutou até ao fim!
E a independência de interesses e de condicionantes, a defesa da palavra e da liberdade de expressão contra o rolo compressor da ditadura do capital sobre toda a vida.


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Saturday, February 20, 2016
 
Depois da 5ª noite de insónia seguida e depois de um pequeno descanso... leio este livro, comprado numa espécie de alfarrabista:
já o tinha referido no elogio fúnebre que fiz ao António Almeida Santos, resistente anti-colonial, legislador exemplar, anti-proibicionista e também ecologista. E todos temos outras coisas...
Este livro mostra-o o fervoroso adepto de Malthus, sem papas na língua, até quando critica Eurico de Figueiredo (um natalista) na apresentação de um seu livro.
Uma escrita erudita mas sem a informação adequada (teórico/cientifica) a sustentá-la.
E é impossível não deixar de pensar (o livro foi escrito quando já não tinha, nem voltaria a ter, responsabilidades executivas...em 1994) por onde andou o político que não fez nada do que aqui, com mediana justeza defende? Paroles, paroles, paroles...
E ainda hoje encontro e leio com muito prazer esta revista:http://ptsabores.com
Comprei este número e já encomendei o número 1. Uma excelente revista. Ainda por cima com muito material para um próximo livro ora em gestação...

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Num livro recente " Qui a tué Roland Bathes", aqui comentado, aparece Umberto Eco como rei absoluto do conhecimento, dito inteligência, contra uns personagens menores.
Foi mais uma homenagem ao grande semiólogo, ora falecido:
que era uma das nossas últimas Enciclopédias vivas.
Autor emérito de obras que nos irão marcar para sempre, é um dos poucos cuja obra, quase toda!, tem lugar compacto e de destaque na minha biblioteca.
Um intelectual também envolvido politicamente, recordo, nos últimos tempos além da suas posições sobre os refugiados e o seu acolhimento, as sobre a Europa, contra a fortaleza e pela solidariedade e humanidade, valores que a fazem.
Critico implacável da adulteração do política pelo espectáculo dessa, nessa, contra os palhaços Berlusconni e Beppe Grillo, mas também duro com a esquerda, incapaz de políticas séries e falta de credibilidade.
Das suas obras, o Nome da Rosa, o Pêndulo de Foucault, este último Número Zero (denúncia do jornalismo de sarjeta que domina os nossos média, quase todos), e a recolhas, as recolhas de artigos geniais, ou o famoso livro para fazer uma tese (hoje é ainda mais fácil, copia-se como conheço seja porque tenho livros que foram teses de mestrado de outros, com louvor e distinção, sendo jurí Freitas do Amaral, Joanaz de Melo e outro que não recordo, ignorantes... da matéria em causa" Direito do Ambiente"... ou eu que chumbei com 0, e com a incompreensão do então reitor da Lusofona, 2, dois, trabalhos de fim de curso!), ou os seus livros primordiais sobre comunicação, em tudo o que escrevia estava o demiurgo da palavra, o génio da lâmpada e da ideia evanescente.
Aos 84 anos uma enorme perda. Um personagem de todos os tempos, um imortal.

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Passei o dia entre terapeuta, médico e radiofotografias. Uma dose de cavalo de medicamentos, além de um enxerto valente e consigo dormir duas horas sem dores. Acordo e queria que já fossem 8 horas...
Vou começar a ler, mais um livro sobre S.Tomé.
entrei na fase dos "calhaus". Espero guardar ainda alguns para as Canárias... mas se estas insónias, agora já sem dores, que espero esta panóplia de ataque concentrado ao torcicolo liquide, continuarem... o tempo das cerejas terá que chegar depressa.
Este Golpe de teatro (curioso nome) de um autor que tem escrito pequenas maravilhas irá durar, dois ou três dias.
Volto para a cama desejando a madrugada, que me penetre com a luz. Toc, toc.

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Friday, February 19, 2016
 
Ao fim de uma semana sem dormir, ontem rebentei, embora tenha aproveitado as noites para ler e pôr escritas em dia, não aguentava mais. Agora estou de coleira, vamos ver...
Acabo este enorme livro sobre S.Tomé, que entrecruza uma narrativa "colonial" com finos conhecimentos socio-biológicos e uma escrita culta.
Uma trama e tecitura muito bem urdidas, que me deliciou por entre as dores lancinantes.
E vou atacar o livro do Jean Ives Loude sobre a mesma terra!!!

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Thursday, February 18, 2016
 
Por aqui, entre arte, sonho, estória, se vai fazendo realidade...
um desenho de alta, altissima, qualidade, embora os textos ganhassem em ser mais "espessos", mas um "script" notável.

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Nada de novo, embora uma abordagem interessante para educadores...
o digital e as novas lógicas de "aprendizagem"....

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Um torcicolo tremendo não me deixa ir à cama. Aproveito ponho escritos em dia e entretenho-me a ler este livrinho do grande Paul Veyne, livro de registo histórico e denuncia dos bandidos sem alma do Daech.
Palmira continuará sempre na história, na memória e na honra do presente dos que lutam contra o fanatismo islâmico.
"(...) ne connaître , ne vouloir connaître qu'une culture, la sienne, c'est se condamner à vivre sous um éteignoir. "

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Wednesday, February 17, 2016
  Catrin Finch and Seckou Keita Live: Bamba

Hoje na Gulbenkian, grande espectáculo!

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O vento vai soprando...

O sapo num nenúfar
A borboleta em crisálida
O vento sopra

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Tuesday, February 16, 2016
 
O Zica, ou o grande embuste... atrás de um malvado...pode estar um ainda pior!
Et si derrière le virus Zika se cachait un pesticide ?
Elle tourne, elle tourne, la lettre ouverte des médecins argentins. Depuis quelques jours, les médias du monde entier relayent cette interpellation du Réseau universitaire environnement et santé, situé à Córdoba : dans l’épidémie de microcéphalie qui fait des ravages au Brésil, c’est un insecticide qu’il faudrait mettre en cause et non le virus Zika, porté par les bestioles et transmis aux humains. Ce collectif de médecins mobilisés contre la dissémination des pesticides à grande échelle sur le continent latino-américain accusent le Pyroproxyfen, produit sous le nom commercial de Sumilarv par Sumitomo Chemical, un fabricant japonais travaillant avec la firme Monsanto. Il s’agit d’un pesticide qui inhibe le développement des larves de moustiques, disséminé par les services de l’Etat brésilien dans les réservoirs d’eau potable.

D’après les médecins argentins, les zones trop simplement décrites par le gouvernement comme zones d’épidémie du Zika, un virus similaire à la dengue, dont les moustiques sont porteurs, correspondent aussi à celles où le Pyroproxyfen a été introduit il y a dix-huit mois. Les Argentins s’appuient sur l’Association brésilienne de santé publique qui exige que les autorités mènent une enquête épidémiologique sérieuse sur les malformations des nouveau-nés. D’après ces médecins brésiliens, sur près de 4 000 cas de malformations congénitales relevés depuis le 20 janvier, 49 nouveau-nés sont morts et parmi eux, seuls cinq cas d’infection par le virus Zika ont été confirmés. Trop peu pour qu’on ne prenne pas en compte les autres aspects environnementaux entourant la naissance de ces enfants, et en particulier le fait que leurs mères aient bu de l’eau contenant du Pyroproxyfen.

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Monday, February 15, 2016
 
Esta é perto de Badajoz:
mas esta ainda está maior...
http://zap.aeiou.pt/primeira-parte-da-maior-central-de-energia-solar-mundo-entra-em-funcionamento-100995
o desenvolvimento das tecnologias solares é, agora, o grande desafio da sustentabilidade...

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Sunday, February 14, 2016
 
As Comédias do Minho são mais do que um grupo de teatro, enraizado na comunidade. São um vector de continuidade socio-cultural e um dinamizador das sociedades minhotas.
Vieram agora novamente a Lisboa, onde no Teatro Nacional, Dona Maria II, exibem, no quadro de uma série de actividades, a:

Os Doze Pares de França ( a foto não é deste espectáculo!)
Um peça movimentada, com bons cenários e coreografias e  também ligações, além de interpretação agradável.
Lamentávelmente o texto usado é deplorável, a história indigente, e o palavreado oco e contraproducente com a modernidade. O chamar ao Deus Islâmico Mafoma, o apregoar de valores que lembram a  pior Inquisição, e o desenquadramento e falsificações ahistóricas são brutais.
Ou seja um bom grupo, um bom trabalho e incapacidade total de produzir realidade. Que pena!

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Afinal servem para alguma coisa, de ambientalmente sustentável!...
...parques fotovoltaicos, por ignorância do jornalista, chamados de eólicos!

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Saturday, February 13, 2016
 
Numa altura em que leio um livro sobre Gandhi, os seus anos na Africa do Sul, para já, e a sua formação, um velho amigo envia-me uma série de panegíricos sobre Camilo Torres, um ex-padre, que com todos os vícios dessa lógica se transformou em guerrilheiro ou bandido nas florestas andinas, onde andou em busca de coisa nenhuma, assassinou inúmeras pessoas, camponeses e até companheiros, tal como o Che,  esse sendo um autêntico psicopata, como os seus diários revelaram.
É claro que os romances e as canções fazem a vida destes bandidos parecer uma delícia, mas não resistem à racionalidade e à objectividade, recordam os cantes flamencos sobre outros bandidos "sociais" na Andaluzia no século XIX, ainda hoje cantados mas obviamente descridos.
Não deixaram registo, não fizeram realidade, fábulas, canções, escritos não deixaram senão isso, na sua enorme mentira.
Já Mohamas Gandhi, neste livro mostrado nas suas humanas fraquezas, é um gigante, uma referência incontornável, um herói de todos os tempos, com e apesar de todas as suas fraquezas e humanidade.
É isso que o distingue de outros que são cantados pela sua ilusão, não pela sua realidade.

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Friday, February 12, 2016
 
pormenor, de patos no Verão, de Mary Cassatt

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Ilustrado com este belo selo, do meu ex-colaborador Fernando Correia:
que não saberá as maldades que com este lhe fazem, vem a nova Quercus (que agora num afã de mediatismo emite um C.I. por dia, muitos com absolutas tontadas) produzir mais um documento em que mistura alhos com bugalhos, e faz afirmações absolutamente ridículas (como quando referiu que Almaraz está a 100 Kms da fronteira, certamente por alguém que nunca lá pôs os pés, são 200 ou 300!, * 260 pelo Tejo) desta vez atribuindo a maioria das mortes de lobos e linces a caçadores, e sem qualquer dado recusando a caça numa zona onde proliferam pragas, ou animais em excesso, sem predadores, a Serra da Malcata.
Mas vivemos tempos de desintegração da verdade e de mero vedetismo sem sustentação.
É a vida!
* Refere-me José Janela, activista da Quercus que estimo, que de Almaraz a Portugal, zona Idanha-a-Nova, são  cerca de 140 Kms, o que coroborei nos mapas que ele me enviou. Erro meu que vou lá sempre pelo norte Alentejano e tinha outras referências.  Julgo, como lhe referi, que o argumento da distância a Portugal é de um nacionalismo bacoco, eventualmente utilizável em certos domínios, da micro-política.

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Thursday, February 11, 2016
 
Este mês continua a ser de marcações e de colocar em linha um ou dois projectos.
E de tempo, para leituras...
Hoje li este magnífico livro de estórias e de Lisboa:
Já tinha lido o excepcional livro deste autor sobre Cabo Verde.
Agora este não menor de qualidade, embora sem o registo etno-antropológico do mencionado.
Pena algumas das referências deste livro terem desaparecido na voragem do tempo e da economia.
Mas da memória para a catchupa vai uma morna...

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Uma BAUÍNIA BRANCA, enviada por Raimundo Quintal.

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Não poderei estar presente, nesses dias estarei em "missão", mas não quero deixar de assinalar, com regozijo, que a Câmara de Barrancos assinala a passagem deste grande de Espanha, chegou a ser presidente do conselho de ministros, por Barrancos, onde deu por terminada uma das muitas intentonas em que o século XIX foi fértil e em que esteve envolvido.
Há muitas estórias sobre a espada do mesmo (existem algumas dezenas, só por Barrancos!), e recordo que a espada era um elemento fundamental da "honra" nesses tempos, entregar a espada era entregar a palavra e a sua responsabilidade!
Esta conferência com notáveis conhecedores do tema promete. Estarei atento às noticias.

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Wednesday, February 10, 2016
 
Hoje estive num tribunal. É inacreditável a "paciência" de alguns juízes para com transgressores, que  andam a brincar com eles e a fazer-nos a todos perder tempo e dinheiro. A saga vai continuar. Agora com ameaçazinha de multa para os srs...
E acabo de ler:
um livro denso e oportuno, seja na reflexão entre segurança e liberdade, seja na questão da representação e na imanência do Estado. Dele discordo na leitura do Estado, que para mim antecede a nação, discussão velha que continuará a correr.
A questão da economia hoje em liquefacção, sendo que o domínio do poder pelos sistemas financeiros conduz ao Estado de crise em que vivemos.
E acabo o dia a ver um filme lindo #Carol# de Todd Haynes, com duas actrizes notáveis!

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Tuesday, February 09, 2016
 
Enquanto brincamos ao carne vai, dito Carnaval, lemos esta excelente revista:
que tem um sítio cheio de interesse: http://www.aaarg.fr/

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Lembra-nos hoje o Google o nascimento de Dmitri Mendeleiev, em 8 de Fevereiro.
Tenho aqui de volta em volta falado da tabela periódica, dita de Mendeleiv:
esta dizem que é a 1ª tradução inglesa do russo.

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Monday, February 08, 2016
 
A vida não é só ilusão. É passado, é história e é política desta, nesta, através desta.

o jovem Ribeiro Teles! Sempre contra o eucalipto!
Muitos, ignorantes, têm escrito sobre a história da ecologia e dos movimentos em Portugal, Só pela maior safadez se pode ignorar que é neste entorno que há as maiores vitórias do ambiente nacional. Depois fomos de derrota em derrota, pelo caminho da institucionalização e da falta de perspectivas.
Salvo um ou outro pormenor ou personagem.
E aqui:http://carmoeatrindade.blogspot.pt/ , há mais!

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Sunday, February 07, 2016
 

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Saturday, February 06, 2016
 
Obviamente que apoio.
Desde há muito, muito tempo que defendo este direito. Estive com Adele Faccio, uma notável radical italiana, nas primeiras lutas pela eutanásia no início dos anos 80 do século passado, e já organizei colóquios sobre este tema, que vivi muito de perto.

Aqui, de hoje no Expresso:

Somos cidadãs e cidadãos de Portugal, unidos na valorização privilegiada do direito à liberdade. Defendemos, por isso, a despenalização e regulamentação da morte assistida como uma expressão concreta dos direitos individuais à autonomia, à liberdade religiosa e à liberdade de convicção e consciência, direitos inscritos na Constituição.

A morte assistida consiste no ato de, em resposta a um pedido do próprio — informado, consciente e reiterado — antecipar ou abreviar a morte de doentes em grande sofrimento e sem esperança de cura.

A morte assistida é um direito do doente que sofre e a quem não resta outra alternativa, por ele tida como aceitável ou digna, para pôr termo ao seu sofrimento. É um último recurso, uma última liberdade, um último pedido que não se pode recusar a quem se sabe estar condenado. Nestas circunstâncias, a morte assistida é um ato compassivo e de beneficência.

A morte assistida, nas suas duas modalidades — ser o próprio doente a auto-administrar o fármaco letal ou ser este administrado por outrem — é sempre efectuada por médico ou sob a sua orientação e supervisão.

A morte assistida não entra em conflito nem exclui o acesso aos cuidados paliativos e a sua despenalização não significa menor investimento nesse tipo de cuidados. Porém, é uma evidência indesmentível que os cuidados paliativos não eliminam por completo o sofrimento em todos os doentes nem impedem por inteiro a degradação física e psicológica.

Em Portugal, os direitos individuais no domínio da autodeterminação da pessoa doente têm vindo a ser progressivamente reconhecidos e salvaguardados: o consentimento informado, o direito de aceitação ou recusa de tratamento, a condenação da obstinação terapêutica e as Directivas Antecipadas de Vontade (Testamento Vital). É, no entanto, necessário, à semelhança de vários países, avançar mais um passo, desta vez em direcção à despenalização e regulamentação da morte assistida.

Um Estado laico deve libertar a lei de normas alicerçadas em fundamentos confessionais. Em contrapartida, deve promover direitos que não obrigam ninguém, mas permitem escolhas pessoais razoáveis. A despenalização da morte assistida não a torna obrigatória para ninguém, apenas a disponibiliza como uma escolha legítima.

A Constituição da República Portuguesa define a vida como direito inviolável, mas não como dever irrenunciável. A criminalização da morte assistida no Código Penal fere os direitos fundamentais relativos às liberdades.

O direito à vida faz parte do património ético da Humanidade e, como tal, está consagrado nas leis da República Portuguesa. O direito a morrer em paz e de acordo com os critérios de dignidade que cada um construiu ao longo da sua vida também tem de ser.

É imperioso acabar com o sofrimento inútil e sem sentido, imposto em nome de convicções alheias. É urgente despenalizar e regulamentar a morte assistida.

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Estes dias, além de ter jantado no excelente  Your Hotel & Spa, iniciei a estadia no:
https://pt-pt.facebook.com/CovaoDosMusaranhos
com umas divinas enguias fritas de chorar por mais. É um local excelente, simpático e com boa comida e um digestivo passeio pela Lagoa antes de voltar à estrada.
E a talhe de foice este, na Marinha Grande:
https://pt-pt.facebook.com/Restaurante-Bar-Anora-310203815772583/timeline/
onde comi uma excelente sopa de pedra. É um restaurante que parece de estrada (e nestas, por perto, ainda há meninas no negócio, incrível mas verdade! ) mas muito simpático e com boa comida, mesmo em frente dos cristais de Alcobaça...
Já  em Alcobaça não se pode perder o: http://www.antoniopadeiro.com/
desde as fabulosas entradas, de arrasar!, ao excelente, até para um pouco apreciador desta ave!, Frango na Púcara. Grande simpatia dos funcionários na linha da qualidade!

Também em Alcobaça o novo:  https://www.facebook.com/Rius-Restaurante-1442132972771245/
que além da simpatia do gerente, tem pratos de grande inovação, na linha da nova cozinha de estilo.
Ainda andámos por outros de que não deixo registo.
Estes, qualquer deles, na sua esfera de estilo e frequência, de repetir! 

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Estive retirado durante uns dias, longe do mundo e da efemeridade das suas trivialidades.
Aqui:http://www.yourhotelspa.com/
um local que está em vias de deixar de existir, ou não. Um pequeno hotel, de grande qualidade e simpatia, com um spa notável e uma daquelas piscinas que nos faz pensar no outro mundo.
Li este livro:





















que é uma obra prima sobre a evolução, o peixe que há em nós, e também o réptil e até o verme. A paleontologia artigulada com a genética e novos recursos científicos colocam o homem num degrau, quase inexistente da evolução da vida e das suas espécies. Para ler, pensar e artticular as meninges.
Também para articular as meninges, embora sem grande novidade é este último livro de Arundhati Roy, que nos leva através da India pelo esmagamento dos valores da democracia, da solidariedade e de uma sociedade de direitos, vivos. Melhor fora sermos peixes??!!












Comecei outro de Zygmunt Bauman, e C. Bordoni de que falarei em breve.
Mas ainda tive tempo, além de gastronomias de que falarei em próxima posta, para visitar um Museu notável:http://www.cm-mgrande.pt/pages/312
que nos conta a história do vidro industrial num espaço com história.
Lamentávelmente, e já o comuniquei à Câmara Municipal, responsável pelo mesmo, não há um único documento escrito sobre o Museu, nem um simples catálogo. Assim não se faz cultura!

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Wednesday, February 03, 2016
 
ADENEX EXIGE LA PARALIZACIÓN INMEDIATA DE ALMARAZ

Tras hacerse pública la nota del Consejo de Seguridad Nuclear, firmada el pasado 28 de enero, alertando de fallos en el sistema de refrigeración de la planta atómica de Almaraz y afirmando que no hay suficientes garantías de que puedan operar con normalidad los servicios esenciales para evitar un accidente, ADENEX ha pedido la paralización inmediata de los reactores nucleares extremeños.
Almaraz viene presentando desde hace muchos años estos síntomas de envejecimiento. A pesar del cambio de algunos de sus componentes, los problemas imprevistos derivados de la fatiga y el envejecimiento se suceden cada vez con más frecuencia, como puede comprobarse en los informes del Consejo de Seguridad Nuclear a lo largo de todos los años de funcionamiento.
En opinión de ADENEX, resulta incomprensible que todavía la dirección técnica del Consejo de Seguridad Nuclear no haya tomado ninguna decisión al respecto. Es preciso recordar que los accidentes de la industria nuclear más graves ocurridos en el mundo tuvieron su origen precisamente en fallos ocurridos en los sistemas de refrigeración. Hay que destacar también que el CSN no se creó para velar por el resultado financiero de las compañías eléctricas sino para velar por la protección radiológica de los ciudadanos y del medio ambiente.
Extremadura no necesita la central nuclear de Almaraz. Abandonar la energía nuclear en España, de forma progresiva pero urgente, es posible desde el punto de vista energético y económico, como han demostrado ya innumerables estudios, además de deseable desde el punto de vista de la seguridad y de la protección del medioambiente y la salud de la ciudadanía.
Ante esta situación de falta de seguridad en la planta atómica de Almaraz, puesta de manifiesto ya con demasiada frecuencia, ADENEX exige su cierre anticipado y definitivo.

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Agora no Jornal de Monchique:
http://www.jornaldemonchique.pt/index.php/2016/01/27/ambiente-inteiro-por-antonio-eloy/
no dia em que vi o Spotlight, filme excelente
seja pela crítica demolidora à logica formal da Igreja, no caso a católica, os seus vícios intrínsecos, os seus encobrimentos e a sua desnecessidade enquanto elemento de ligação ao divino e a sua realidade como poder na terra de César, ao contrário do estabelecido e do Estado de Direito,
seja pela descrição do trabalho jornalístico e os erros e virtudes que um jornalismo a sério, que cada vez temos menos, significa para a realidade.

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Monday, February 01, 2016
 
Hoje foi um dia cheio, reunião informática, almoço para rever algumas questões, ida a livrarias de uma reunião abortada.
Preparação do programa de amanhã na Montemuro, dados para a Gazeta e leitura de um livro que me curiosou:
o último de André Glucksmann a que há que honrar a coerência, mesmo quando apoiou Sarkozy.
Neste livro temos um elogio empenhado de Voltaire. Sem novidade mas com fortes alicerces.
É um dos meus!

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